“Manifesto aponta alternativas e prega unidade”, afirma Renato Rabelo

A Olimpíada que derrotou Trump, por Haroldo Lima

Foi um espetáculo primoroso.  Na abertura da Olimpíada de Inverno de 2018, na noite gelada de 9 de fevereiro passado, em Pyeongchang, na Coréia do Sul, uma jovem da Coréia do Norte, outro jovem da Coreia do Sul, abriram o cortejo da equipe coreana segurando juntos, garbosamente, uma só bandeira, a da Coreia unificada. Patenteava-se assim que, na renhida disputa entre o caminho da paz e o da guerra, para tratar dos problemas existentes entre as duas Coreias, pelo menos nesse primeiro momento, ganhou o caminho da paz e do entendimento e foi rotundamente derrotado o caminho da guerra, tão propagado pelo tonitruante presidente americano, Donald Trump. Assim as coisas se passaram. Continue lendo

Bancos Públicos para Desconcentração Regional do Crédito, por Fernando Nogueira da Costa

Na crise financeira mundial de 2008, dado o recuo dos bancos privados, bancos públicos tiveram papel ampliado com adoção de políticas anticíclicas

O programa de extermínio dos bancos estaduais (PROES), nos anos 90, representou vitória da tecnocracia do governo neoliberal sobre o pacto federativo. Os tecnocratas de então diziam que todos os bancos públicos detinham poder de transferência do déficit fiscal para a União, não de direito, mas de fato. Ameaçavam dizendo que a União acabaria assumindo todo o passivo a descoberto desses bancos correspondente ao socorro financeiro que o Banco Central, por pressão política dos governadores e ameaça de risco sistêmico, aportaria. Assim, a tecnocracia responsável pela política macroeconômica federal perderia o controle da situação monetária, financeira e fiscal. Continue lendo

Reforma trabalhista: ainda é possível fazer mudanças, por Clemente Ganz Lúcio

Com o debate ainda em aberto, é possível promover alterações na legislação e sistema de relações de trabalho, fortalecendo a negociação e mecanismos para solução ágil de conflitos

A agenda da reforma trabalhista e sindical está pautada na sociedade brasileira há algum tempo, em função de vários motivos, como as mudanças na base produtiva e na divisão internacional do trabalho, a expansão do setor de serviços e a disseminação de novas tecnologias e do trabalho imaterial – fatores que impactam o emprego e as empresas e demandam transformações do sistema de relações do trabalho. Continue lendo

Segurança Pública e pacto democrático, por Walter Sorrentino

Cara de infelizes e pouco amigos

Uma mexida e tanto no tabuleiro político-eleitoral. Os riscos democráticos da medida da intervenção federal no Rio precisam ser considerados  como parâmetros importantes. Bloco governista ocupa espaço das candidaturas antissistema, põe Temer na disputa presidencial e desafia a oposição a reagir.

Rio, cidade que é caixa de ressonância nacional, está no descalabro político-administrativo. O crime organizado infiltrou-se nas instituições e a insegurança pública é galopante. O povo do Rio não merece essa situação, clama por soluções urgentes contra a violência, com razão. Não é possível deixar de se solidarizar com os cariocas. Mas também não é possível esquecer que índices de violência maiores que os do Rio em vários Estados da Federação, sem contar que o crime organizado e a falência do sistema prisional atingem praticamente todo o país. O problema é efetivamente nacional.

Face a isso, Temer decretou a intervenção do Exército brasileiro na segurança pública do Rio, após 12 outras operações promovidas na cidade com os militares. Só que agora sob a figura de uma “intervenção federal”, a primeira desde a Constituição de 1988. Continue lendo