A Importância dos Partidos Políticos, por Ney Carlos da Rocha

Ney Carlos da Rocha

Ney Carlos da Rocha

Instituições fundamentais na organização do Estado de Direito e no desenvolvimento da democracia, os partidos políticos tem sido mais divulgados pela má prática de poucos dos seus integrantes, do que pelos excelentes serviços que prestaram e prestam ao país e ao desenvolvimento das instituições democráticas. Essa contaminação do todo pela parte tem sido explorada e difundida na mídia, numa tentativa de desmoralizar os partido políticos e levar para a população a percepção de que são organizações desonrosas e dispensáveis à sociedade. Nada mais equivocado!

Este breve texto tem como proposta lançar esta questão para discussão e ser ponto de partida na luta pela restauração da imagem dos partidos políticos junto à população.

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A pecha golpista, por Vanessa Grazziotin

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Dilma Rousseff faz a sua defesa no Senado durante julgamento do impeachment 

Publicado no Jornal Folha de São Paulo

Apesar da aparente normalidade na vida de todos, que seguem uma rotina diária como se fosse apenas mais um dia de trabalho, aula ou lazer, vivemos um tempo nada normal. Hoje, último dia de debates antes da votação do golpe — a farsa que eles chamam de impeachment —, chegamos ao ápice de uma luta política de praticamente dois anos.

São três os objetivos: parar as investigações da Lava Jato, interromper os programas sociais e voltar a aplicar a política derrotada quatro vezes nas urnas: o neoliberalismo, modelo pelo qual se pretende adotar o Estado mínimo, privatizações e ataque aos direitos dos trabalhadores.

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Muere Un Grande De La Cultura Universal

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A los 89 años falleció el destacado pintor, Premio Nacional de Artes Plásticas (1999), José Balmes.

Agencia de Noticias. Santiago. José Balmes, reconocido artista y militante del Partido Comunista, murió este domingo a los 89 años, la noticia fue anunciada por el ministro de Cultura, Ernesto Ottone, a través de su cuenta de twitter.

Informó que “nos ha dejado el inmenso José Balmes,uno de los más grandes maestros. Recordaremos tu valentía, tu consecuencia, y tú genio”.

A principios del mes de agosto el pintor fue internado en la Clínica Las Condes, a raíz de una neumonía que lo mantenía en estado crítico.

José Balmes, nació en 1927 en la localidad de Montesquiu en Cataluña, en donde vivió su infancia hasta estallar la Guerra Civil española en 1936.

El pintor llegó a Chile en el año 1939, a bordo del Winnipeg junto a sus padres como refugiados. Obtuvo la nacionalidad chilena en el año 1947. Formó su familia al lado de Gracia Barrios y de su hija Concepción.

Entre 1943 y 1949 estudió en la Escuela de Bellas Artes de la Universidad de Chile. Allí fue alumno de Pablo Burchard.

Balmes ha compartido su desarrollo artístico y docente con un arduo trabajo gremialista, iniciado tempranamente, en el año 1947 cuando fundó el grupo GEP que reunió a diversos artistas de su promoción como Martínez Bonati, Gracia Barrios, Gustavo Poblete, Guillermo Nuñez y Hardy Wistuba, entre otros.

En 1973 debido al golpe militar, vivió el exilio en París, ya que apoyó activamente al Gobierno de la Unidad Popular, encabezado por Salvador Allende.

En 1986 Balmes vuelve a Chile tras lo cual, recibiría múltiples distinciones como el Premio Nacional de Artes Plásticas en 1999, el Premio Altazor el 2002, entre otros.

En el 2012 el documentalista nacional Pablo Trujillo Novoa realiza un documental sobre la vida del pintor titulado: Balmes: El doble exilio de la pintura.

El velatorio del artista se realizará el lunes 29 de agosto, al  mediodía, en el Museo de Bellas Artes.

Via El Siglo

“Se depender da sociedade, todo mundo será linchado em praça pública. Vai valer para juiz também”, por Marco Weissheimer

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Gilberto Bercovici: “Esse golpe parlamentar é um retrocesso gigantesco em nossa história que levará muito tempo para ser corrigido”. (Foto: Marcos Santos/USP)

Por Marco Weissheimer

O Brasil está vivendo um período obscurantista e o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff representa um retrocesso gigantesco na nossa história que levará muito tempo para ser corrigido. O país ingressou em um regime de exceção com a violação de garantias individuais consagradas na Constituição, abuso de autoridade e ilegalidades cometidas por setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal. A avaliação é de Gilberto Bercovici, professor titular de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que define como “um circo” o julgamento de Dilma Rousseff no Senado.

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O grande salto para trás de Michel Temer, por Wanderley Guilherme dos Santos

Um grande salto à frente lembra a fracassada tentativa da China, entre 1958-1961, de impulsionar o crescimento da economia além do fisicamente possível. O grande salto para trás de Michel Temer tem tudo para dar certo: uma burguesia econômica tíbia, profissionais liberais (engenheiros, médicos, dentistas, advogados, etc.) conservadores em sua maioria, heterogêneo apêndice do terciário de mão de obra rudimentar e reacionária (balconistas, caixas e congêneres), categorias intermediárias entre o assalariamento e a incapacidade de crescer – pequenos comerciantes, escritórios periféricos do setor de serviços – igualmente reacionárias e um operariado de baixo poder ofensivo, exceto em alguns momentos da trajetória econômica, majoritariamente caudatário de lideranças partidariamente comprometidas. No passado, excepcionais lideranças, conduzindo um estamento político ainda pouco contaminado pelo vírus acumulativo das gerações capitalistas, empurraram um empresariado gaguejante em direção à modernidade. Contaram com auxílio de uma burocracia estatal de alta competência e valores nacionalistas, formada desde os anos 30, e que atravessou com dignidade, com exceção minoritária, o período ditatorial. A imprensa, nos intervalos de liberdade, era ideologicamente plural e economicamente competitiva. Não havia lugar para cenas como a do dia 17 de abril de 2016, na Câmara dos Deputados, nem mesmo sob a vigilância de olhos e ouvidos fardados.

Hoje, Michel Temer dá o tempero insosso ao caldeirão reacionário em que se misturam os pelotões de sempre da retaguarda. Dos políticos vertebrados poucos restam, paralisados pelo nível de despudor explícito das negociatas entre Legislativo e Executivo, com participações especiais do Judiciário, noticiadas como rotina por uma imprensa concentrada, chantagista e vingativa. A burocracia estatal espatifou-se em tribos predatórias e ameaçadoras: polícia federal, procuradores públicos, fiscais aduaneiros, auditores, juízes e todas as demais gangues, medindo-se semanal, mensal, anualmente, em campeonato de extorsões da renda nacional à vista do público desarmado, sem refúgio e sem nicho de apelação. A população brasileira está sendo sistematicamente estuprada por folhas de pagamento em que os penduricalhos de benefícios laterais a título de todos os auxílios de que ela própria é desvalida, transformados no meu champanhe, minha vida dos casamentos-ostentação de políticos, juízes, empresários, banqueiros e chalaças.

O governo de Michel Temer dá as primeiras passadas, acelerando para o grande salto para trás e a grande queima de estoques. A massa assalariada brasileira está sendo vendida a preços de saldo, com as liquidações iniciais dos programas educativos e sociais. O patrimônio de recursos materiais, como antes, será oferecido como xepa. A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar.