UBE –  Só quem tem um passado pode garantir um futuro

Congresso Brasileiro 020Foto do último Congresso da UBE – nov 2011

Convido a todos, em tempo hábil, a conhecerem um pouco da história e atividade da União Brasileira de Escritores. Em março haverá eleição para a renovação da diretoria dessa importante e histórica entidade, presente às lutas democráticas e progressistas no país. Este blog vai manter seu público informado, pois a UBE tem seções em vários Estados e a nova diretoria tem imenso papel a cumprir nesta quadra da vida nacional.

Com muita honra, pedi minha inscrição na entidade e me somarei a todos aqueles que fizeram sua história e a procuram manter viva e atuante. Espero que os amigos de todo o país possam valorizar a iniciativa nesta eleição, filiando-se à entidade, para votar e constituir núcleos ou fortalecendo suas regionais pelo país.

Oportunamente, divulgarei a chapa que concorrerá à eleição. Conversei a respeito com o Dr. Durval Noronha Goyos Jr., iminente advogado, nacionalista e progressista, escritor de várias obras de cunho político. Ao lado de figuras de grande alcance como Moniz Bandeira e Samuel Pinheiro Guimarães, Carlos Vogt e Lygia Fagundes Telles, Caio Carneiro e Audálio Dantas entre outros, integrantes do Conselho da entidade, coordenado pelo ex-presidente da UBE, escritor Levi Bucalem Ferrari, Dr. Durval será chamado a encabeçar o esforço de vitalizar a UBE para fazê-la partícipe do debate dos grandes temas nacionais, a partir de sua vocação precípua para valorizar a literatura e os escritores em geral.

A União Brasileira de Escritores (UBE) é a mais antiga associação de escritores do Brasil. Criada em 14 de março de 1942, adquiriu a presente denominação em 1958 como resultado da fusão da Sociedade Paulista de Escritores com a Associação Brasileira de Escritores, ABDE. O I Congresso Brasileiro de Escritores, em 1945, foi um marco para a democratização do país ao clamar “pelo exercício da soberania popular”.

Com certeza, os comunistas deram imensas contribuições à formação e atividade da entidade, por meio de nomes como Caio Prado Jr, Jorge Amado, Astrogildo Pereira dentre outros.

Teve como primeiros e principais líderes Sérgio Milliet, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Afonso Arinos de Melo Campos, Viana Moog, José Luís do Rego, Paulo Mendes de Almeida e Caio Prado Júnior. Foi presidida por nomes como Paulo Duarte, Mário Donato, Mário da Silva Brito, Afonso Schmidt, Raimundo de Menezes, Fábio Lucas e Ricardo Ramos.

Ingressaram, desde sua fundação, cerca de 4500 escritores de todo o Brasil. Tem como objetivos principais discutir políticas culturais que atendam os interesses dos associados e defender seus interesses em todas as manifestações literárias, em poesia e prosa. Ademais, a UBE planeja eventos de debates e educação literária para breve, bem como ações de afirmação de valores nacionais e da língua portuguesa.

Dentre seus membros ilustres figuraram Antônio Cândido, Mário Neme, Monteiro Lobato, Wilson Martins, Fábio Prado, Oswald de Andrade, Prado Kelly, Carlos Lacerda, Sérgio Buarque de Holanda, Menotti del Pecchia, Gilberto Freyre, Cassiano Ricardo, João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Dinah Silveira de Queirós, Júlio de Mesquita Filho, Florestan Fernandes, dentre outros.   A UBE tem um Conselho Nacional dos Escritores do Brasil, do qual constam nomes como Lygia Fagundes Telles, Ruth Guimarães, Cícero Sandroni, Milton Godoy Campos, Carlos Frydman, João Mereilles Câmara, Samuel Pinheiro Guimarães e Luiz Alberto Muniz Bandeira. O conselho é coordenado pelo ex-presidente da UBE, escritor Levi Bucalem Ferrari.

Como se pode ver em sua página na rede, a UBE tem como missão discutir políticas culturais que atendam os interesses da categoria e representá-los em todas as manifestações literárias, em poesia e prosa. Também busca orientar seus associados em questões relacionadas a direitos autorais.

A UBE realizou quatro Congressos nacionais de escritores, o último dos quais, em 1985, prestigiada por mais de 1000 representantes de todo o Brasil.

A UBE também está representada nas Bienais do Livro, da Câmara Brasileira do Livro, expondo em seu estande livros de associados, promovendo lançamentos e recebendo escritores visitantes.

A entidade intermediou os casos de aposentadoria de escritores que já alcançaram 35 anos comprovados de exercício profissional. Aposentou mais de setenta escritores, nomes inquestionáveis como Menotti Del Pichia, Tito Batini, sra. Leandro Dupré, Miroel Silveira, Judas Isgorogota, Paulo Zingg e José Geraldo Vieira.

Também patrocina iniciativas culturais de tradição, como o movimento Mutirão Cultural, celebra convênios com entidades de relevo e tem sob a sua responsabilidade a publicação da revista trimestral O Escritor, com colaborações, ensaios e resenhas assinadas por respeitados escritores, críticos e acadêmicos. Está representada em diversos órgãos e instituições, como o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta.

Desde 1962, concede o Prêmio Juca Pato ao “Intelectual do Ano”, em parceria com o jornal Folha de S.Paulo, por conta da significação de obra publicada no ano anterior. Já foram agraciados com o Juca Pato grifes das nossas letras como San Tiago Dantas, Afonso Schmidt, Alceu Amoroso Lima, Érico Veríssimo, Jorge Amado, R. Magalhães Jr., Juscelino Kubitschek, Sérgio Buarque de Holanda, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Cora Coralina, Barbosa Lima Sobrinho, Jacob Gorender e Antonio Cândido. A premiação resgata o personagem Juca Pato, criação do chargista Belmonte (1896-1947).