Personagens menores da política brasileira estão à frente de um pretenso impeachment. Esgoelam-se como a “voz dos donos” para dizer que, previsto na Constituição, impeachment não é golpe.
O que diz a Constituição no artigo 85 é ser necessário um ato pessoal e provado da Presidenta que configure crime de responsabilidade nos termos previstos, na vigência do atual mandato.
Apresentar impeachment, depois ir atrás de um pretenso crime, ou baseá-lo em um conjunto de argumentos como o faz o atual solicitante, Hélio Bicudo – triste figura, até seus filhos procuraram demovê-lo –, demonstra exasperação política, desprezo pela instituições e descompromisso com o país.
São cavaleiros do apocalipse: só assim imaginam ter um lugar na história. Poucas dezenas de deputados, prestativos a provocações. Quando entra em jogo os interesses maiores do país e da democracia, a força das instituições, serão personagens relegados ao seu lugar, ausentes até dos rodapés da História.
É uma insanidade o que fazem com o país e sua imagem perante o mundo. Mereceriam ser citados em cortes internacionais, na comunidade sul-americana, pela pregação criminosa contra a democracia.
Luta política à parte, comandada pelos “donos da voz”, o Brasil é muito maior que isso. As instituições brasileiras são maiores que isso. Dilma é muito maior que essas personagens. Merecem, o Brasil e Dilma, uma oposição maior e mais responsável do que o golpismo que vêm pregando.



