1ª postagem*
Na quarta-feira, 16/09, realizou-se em Brasília atividade comemorativa aos 200 anos da Carta da Jamaica. A iniciativa do Comitê de Solidariedade Brasil-Venezuela e a Embaixada deste último país reuniu várias lideranças, lutadoras e lutadores pela unidade latino-americana e caribenha na sede nacional do Partido dos Trabalhadores. A carta, que comemorou o bicentenário de sua publicação no último dia 06 de setembro é conhecida por ser uma elaboração chave para o pensamento desenvolvido por Simón Bolívar muitos afirmam que nela estão contidos princípios basilares do seu pensamento.
Após dois séculos de sua publicação e das lutas por independência na América Latina, Bolívar segue estando presente nas nossas vidas, nosso dia a dia. Hoje ele é símbolo de integração soberana e solidária dos povos da Nuestra América, como disse José Martí. Está presente na Constituição e no nome da República Bolivariana da Venezuela que hoje protagoniza recuperação do projeto bolivariano e é evocado por todos aqueles que defendem a unidade latino-americana. Também, para a direita, Bolívar está presente. Sobretudo nas manifestações golpistas que presenciamos atualmente a elite brada: Fora Bolivarianos.
Assim, ao atacar o projeto bolivariano a direita mira no projeto integracionista em curso. Esse projeto que derrotou a ALCA, construiu processos de integração soberanos sem a tutela dos EUA que gerou ALBA, UNASUL, CELAC e vem fortalecendo o Mercosul. Ainda, gerou políticas de combate às desigualdades e desenvolvimento diversificado e com maior autonomia.
Assim sendo, Bolívar segue presente no quotidiano da América Latina. Sobre isso conversamos com dois especialistas no assunto. Alexandre Figueiredo, tem 31 anos e é formado no Curso de História e Direito da USP, Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina dessa mesma universidade e doutorando pelo mesmo programa. Nessa nova etapa de seus estudos Alexandre, que também contribui com os trabalhos do IECINT (Instituto de Estudos e Cooperação Internacional), desenvolve o projeto: Simón Bolívar e o projeto político da integração. É autor do livro Ecos do Livbertador – Simón Bolívar no discurso de Hugo Chávez, publicado pela editora Annablume.
Também conversamos com o professor Héctor Mondragón, colombiano que reside no Brasil há anos e vinculado aos movimentos de luta dos povos originários. Foi professor de Economia Latino-Americana na Universidade Cooperativa da Colômbia. Professor de cursos sobre América Latina (“Antecedentes e perspectivas” e “Ditaduras e Revoluções no século XX). Oak Fellowship 2000 no Colby Colege de Maine. Autor dos livros “A Estrategia do Império” (Rio de Janeiro, 2009) e “Los ciclos económicos en el capitalismo” (Bogotá, Ediciones Aurora, 2008), e coautor de “Desarrollo y Equidad con Campesinos” (Bogotá, Tercer Mundo, 1998).
A partir de hoje iniciaremos um breve especial sobre os 200 anos dessa publicação com os comentários dos dois professores mencionados anteriormente. Acompanhe a próxima matéria.



