“Que sejam como o Che!” (Fidel Castro)

Mais um 09 de outubro chega e com ele a memória impossível de apagar do comandante Ernesto Guevara de la Sierna. Há 48 anos o mundo despedia-se do homem que, segundo Fidel “pertence aos tempos futuros”. Assim, relembramos esta data como forma de afirmar que, diante de um mundo onde propagam-se valores individualistas e mesquinhos, Che segue vivo a cada vez que “se levanta uma nova bandeira de liberdade”.

 

“Todo revolucionário é movido, antes de tudo, por um grande sentimento de amor” (Che Guevara)
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Quando perguntado sobre o que pensava a respeito de Che, Allende disse: ”poucas vezes vi um homem mais humano, mais profundo”. Para todos aqueles que sonham com um mundo mais justo e mais humano e “tremem de indignação diante de qualquer injustiça” Che é uma inspiração. A sua moral e sua ética eram de um “homem que pertence aos tempos futuros”, como disse Fidel. Seu compromisso e identidade com as lutas de todos os povos do mundo por sua libertação estavam alicerçados em um profundo e sincero sentimento de solidariedade e humanismo. Defendia que a tarefa de todo jovem comunista era ser tão humano ao ponto de crer no melhor do humano. Che foi um “homem que diz o que pensa e faz o que diz” como disse, mais uma vez, Salvador Allende. Nesse mesmo sentido ele mesmo dissera: “muitos me dirão aventureiro, e de fato o sou. Mas sou de um tipo diferente. Sou daqueles que dão suas vidas para provas suas verdades”. Assim, o revolucionário argentino, era um ser humano de outra natureza. A entrega e o altruísmo do revolucionário argentino são exemplos da luta pela construção do “Homem Novo”, baseado em profundos valores de justiça, humildade e solidariedade.

 

Mas também, o Che era um quadro político, militar e teórico com elevado nível de formação. Sua capacidade teórica esta composta por grandes elaborações acerca das necessidades econômicas e políticas, mas também democráticas. Era um crítico feroz ao burocratismo, estabeleceu o trabalho voluntário sendo o primeiro a apresentar-se fortalecendo o exemplo de que uma revolução é obra coletiva de todo um povo.

 

Assim, diante da propagação dos valores capitalistas baseados no individualismo, na exploração do homem pelo homem onde tentam transformar em mercadoria inclusive o próprio Che Guevara, segue viva a afirmação de Fidel quando afirmava como deveriam ser as futuras gerações de cubanos: “Se queremos saber, como desejamos que sejam nossos filhos, devemos dizer com todo o coração de veementes revolucionários: queremos que sejam como o Che. ”