MPF-DF pede para arquivar apuração sobre ‘pedaladas’

São Paulo - SP, 08/07/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia. Foto: Roberto Stucker Filho/PR

São Paulo – SP, 08/07/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia. Foto: Roberto Stucker Filho/PR

Em despacho enviado à Justiça Federal, em 14/03, o procurador da República Ivan Cláudio Marx que analisou atrasos da União no repasse de verbas a bancos públicos em seis casos, conclui não ter havido operações de crédito sem autorização legislativa, como aponta a representação do Tribunal de Contas da União e defende o Ministério Público do TCU.

Entre os casos concretos analisados pelo procurador, está o atraso por parte da União nos repasses de valores devidos ao Banco do Brasil, decorrentes da equalização da taxa de juros no âmbito do Plano Safra. É exatamente sobre este caso, que se convencionou a chamar de pedalada fiscal, que reside a principal acusação contra a presidente Dilma e com a qual se tenta justificar o seu Impeachment.

Com o despacho do Procurador do Distrito Federal, fica difícil a Comissão de Impeachment do Senado sustentar a tese do seu relator de que a presidenta cometeu crime e de chamar simples atraso, de operação de crédito.

Cada vez fica mais explícito que não há crime. É golpe o afastamento da presidenta Dilma.

Veja a íntegra do despacho do procurador da República Ivan Cláudio Marx:

http://estaticog1.globo.com/2016/07/14/Arquivamento_Pedalada_Final.pdf