Contrarreforma política dos golpistas visa restringir democracia no Brasil

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No curso da resistência ao golpe e as medidas de retrocesso adotadas pelo governo golpista, a Fundação Maurício Grabois está promovendo o Ciclo de Debates intitulado Contrarreformas neoliberais de Temer e os novos caminhos da esquerda. No primeiro dia (21) o debate se deu em torno da PEC 241 e as Antireformas da Previdência e do Ensino Médio.No último dia 28 (Segunda-feira), o ciclo de debates promoveu a mesa: Reforma Política Democrática, contra o retrocesso com a participação do Vicepresidente do PcdoB, Walter Sorrentino, e  o advogado e Deputado Constituinte, Aldo Arantes. Na opinião de ambos o objetivo do governo ilegítimo e da direita é restringir a democracia no Brasil. Para Aldo “o neoliberalismo, na economia é menos Estado e mais mercado. Na política é menos povo e mais setor financeiro”. Além disso, a medida incide sobre a liberdade de organização política da população brasileira. “A cláusula (de barreira) em discussão, atualmente, é de 3% dos votos em, ao menos, 14 estados, o que inviabilizar a grande maioria dos partidos, restando apenas os grandes partidos”, afirmou Walter.

Aldo é membro da Comissão Especial para Mobilização da Reforma Política da OAB nacional que conjuntamente com organizações dos movimentos sociais elaborou o Projeto de Lei de iniciativa popular da Coalisão pela Reforma Política Democrática. Além disso, recentemente lançou o livro “REFORMA POLÍTICA E NOVO PROJETO PARA O PAÍS” (http://waltersorrentino.com.br/2016/11/22/livro-reforma-politica-e-um-novo-projeto-para-o-pais-de-aldo-arantes/). Na sua opinião um dos grandes entraves para a realização de uma reforma política democrática durante os governos Lula e Dilma foi a divisão da esquerda entre o projeto da Coalisão e a proposta de Constituinte Exclusiva. “Perdemos a oportunidade de mostrar que os verdadeiros corruptos são exatamente aqueles que votaram a favor da grana na campanha, enquanto o PT e o PCdoB votaram contra”, apontou.

“É preciso barrar a reforma ou diminuir os danos”, disse Sorrentino, lamentando que a esquerda já teve correlação de forças favorável para aprovação de uma reforma política progressiva durante o Governo Lula, que não quis encabeça-la para evitar conflitos. “A melhor aposta é não ter reforma, pois esta em discussão não serve à sociedade, à democracia e nem aos políticos”.

Confira na íntegra as exposições de Walter Sorrentino e Aldo Arantes:

(http://www.grabois.org.br/portal/noticias/153186/2016-11-23/renato-rabelo-crise-politica-possibilita-resgatar-soberania-popular-e-repactuacao-politica)