Movimentos sociais vivem dilemas na luta contra o neoliberalismo (por Walter Sorrentino)

Na 2ª conferência nacional da Frente Brasil Popular eu indagava a quem serviu precisamente as demarcações produzidas no âmbito do Fórum Social Mundial entre movimentos sociais, partidos políticos e ONGs. Travava-se ali uma disputa de hegemonia que ficou à margem com as vitórias progressistas no Brasil e grande parte da América do Sul.

Emir Sader vai ao ponto nesse tema, neste pequeno artigo.Considero um norteamento programático o novo projeto nacional de desenvolvimento, com o fortalecimento do Estado nacional autônomo, soberano e democrático, sob direção progressista, como agente indispensável para perseguir a afirmação nacional, valorizar o trabalho, a produção e a indústria nacional, proteger seus interesses estratégicos – econômicos, científicos, diplomáticos e da defesa nacional. Para, precisamente, completar a incorporação do povo brasileiro à Nação, com seus direitos, num novo marco civilizatório para o Brasil.

Essa perspectiva tem como alvo principal as forças do rentismo financeiro – as mais poderosas que agem contra o seu desenvolvimento e que sequestram a soberania e a democracia –, e visa a contar com a força do Estado nacional soberano para fazer-lhe frente, ao lado da força da luta popular e da democracia que é indispensável à luta de classes das forças populares. Considero tais balizas o horizonte político do presente momento de encruzilhada histórica de nosso país, fortemente polarizado politicamente.

A mobilização política do povo é o fator decisivo do êxito, o que quer dizer confiar no sentimento democrático da imensa maioria do povo brasileiro, que a defendeu em distintas situações ao preço de muito sacrifício e mesmo da vida de muitos combatentes, e no patriotismo popular e de vastos setores da nacionalidade. De vastas forças, políticas e partidárias, de movimentos sociais e intelectuais, para dar esperança ao povo brasileiro.

Leia aqui o artigo de Emir Sader