Diretas Já, a polêmica (por Pedro Serrano)

Mais uma leitura recomendada, da série estado de exceção.

Meu ponto de vista, constitucional e político, sujeito a mudar de acordo com o esclarecimento dos fatos:

1 -Fundamental cumprir a Constituição, não há outro caminho na democracia e outra solução justa e correta da crise

2- Para serem validas as provas colhidas precisam ter cumprido seus requisitos legais, dentre outros haver autorização do STF para gravar o Presidente e o Senador, se por interceptação em especial e qualquer das demais hipóteses legais, e não ter havido intervenção na ocorrência e itinerário dos fatos (flagrante preparado). À primeira vista esses requisitos foram cumpridos, mas antes de um juízo definitivo temos de aguardar o esclarecimento maior dos fatos

3-Para haver impeachment os fatos, a serem melhor esclarecidos, tem de constituir gravidade da ilicitude praticada, não basta mera ilicitude

4 – Se vago o cargo de Presidente, assumira o Presidente da Câmara, se não impedido de fazê-lo.

5- O Presidente em exercício devera, em 30 dias, convocar eleições indiretas

6- Que me perdoem os companheiros de esquerda, querer convocar eleições direitas seria um descumprimento as abertas da Constituição, uma PEC que alterasse, neste aspecto, a CF, seria inconstitucional pelo evidente casuísmo e desvio de poder

7 -Temos de nos civilizar, a Constituição deve ser o parâmetro de comportamento institucional nas crises

8-Devemos aguardar maior esclarecimentos para termos opiniões definitivas. A ansiedade da hora é má conselheira.