Dilma analisou pós-golpe em curso da FPA na Paraíba (por Luis Fernando Vitagliano)

A presidenta do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo (FPA), Dilma Rousseff, proferiu a Aula Magna de abertura da 93ª turma de Difusão do Conhecimento em Gestão Pública, realizada em 22 de julho, no auditório da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Um público recorde de mais de seiscentas pessoas, sobretudo de jovens universitários e do movimento de mulheres (foco dessa edição do curso), lotou o auditório. Foram recebidas 520 inscrições pelo site da FPA, mais os convidados da imprensa, da direção do partido e da universidade. O curso será desenvolvido por três meses em atividades semipresenciais.

Além da presidenta Dilma, compuseram a mesa de abertura o presidente estadual do PT da Paraíba, Jackson Macêdo, o chefe de gabinete da Reitoria da UFPB, professor Barroso, representando a universidade, e a reitora Margareth Diniz; a secretária de Desenvolvimento Humano do governo da Paraíba, Cida Ramos, representando o governador Ricardo Coutinho; e o coordenador do Curso de Difusão em Gestão e Políticas Públicas Luís Fernando Vitagliano, representando a diretoria da Fundação Perseu Abramo.

Sobre o tema Conjuntura nacional, participação da mulher e perspectivas, Dilma fez uma introdução sobre a importância de se discutir a gestão, que, segundo ela, não pode ser pensada a partir de tecnicismos. “Gestão é política. Sempre. E gestão está relacionada a política e política relaciona-se com poder. Cada gestão toma decisões e essas decisões refletem no orçamento e nos impostos. Nesse sentido, o problema mais evidente do Brasil para um governo progressista é a inclusão do pobre no orçamento. Porque o orçamento é reflexo das prioridades e o foco nos mais pobres é diretriz de governo democrático e popular”, afirmou.

Sobre a participação da mulher na política, Dilma fez referências à misoginia e usou exemplos da sua própria experiência pra isso. Em um desses casos, destacou que muitas vezes foi substantivada de obsessiva. Mas, se fosse um homem, seria visto como trabalhador, empreendedor e criativo. E foi aplaudida de pé.

Finalmente, mostrou-se preocupada com as demonstrações de radicalização da direita e a busca por “salvadores da pátria” e reforçou seu laço e sua luta em defesa da democracia. “O crescimento da extrema direita não só no Brasil, mas internacionalmente, como a eleição de Trump, o Brexit e os movimentos antidemocráticos que crescem mundo afora”, disse.

O curso

O curso de difusão de conhecimento em “gestão e resistência dos movimentos populares” é o programa escolhido para ser discutido em 2017 as questões políticas fundamentais. Ocorrerá em João Pessoa pelos próximos três meses, como 110 horas de atividades, sendo 90 horas de atividade on-line em plataforma de ensino a distância e outras 12 horas

 

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