Flávio Dino sobre UFMG: Monstro do fascismo está solto

O governador do Maranhão, Flávio Dino, condenou a operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (6) na UFMG, levando dois reitores, dois vice-reitores e dois ex-vice-reitores coercitivamente para depor por conta de uma investigação sobre as obras do Memorial da Anistia.

“Essas operações policiais em Universidades Federais, além de juridicamente erradas, mostram os efeitos perversos da aliança entre o demônio do fascismo e a lógica da ‘civilização do espetáculo'”, criticou Dino, que também é advogado e ex-magistrado.

Na manhã desta quarta-feira (6) a Polícia Federal realizou uma ação ostensiva na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dentro da operação denominada de “Esperança Equilibrista”, que apura desvios de recursos públicos para a construção e implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil, aprovado em 2009. A PF conduziu coercitivamente para depor o reitor Jayme Ramirez, a vice-reitora Sandra Goulart, o ex-reitor Clélio Campolina, a ex-vice-reitora Heloisa Starling, além de outros professores.

A ação tem sido classificada por políticos e entidades como um desrespeito às garantias constitucionais e ao devido processo legal, uma vez que a condução coercitiva só se justifica quando esgotadas as tentativas regulares de colheita da prova.

Há dois meses, Luiz Carlos Cancellier, então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi vítima do abuso da PF. Conduzido coercitivamente, proibido de ter acesso à universidade, o reitor tirou a própria vida.