Unidade Popular para um projeto de nação

O dia de hoje, 24 de janeiro de 2018, avançou uma vez mais o arbítrio no país. A sentença do TRF4 contra Lula foi marcada pelo escárnio, pelo alinhamento dos votos.

A democracia foi mais uma vez ferida, coisa que se repete na história do país a um só tempo como farsa e tragédia. Desta vez, pela hipertrofia do papel do Judiciário que se instalou com o caos institucional e o vazio político criado pelo golpe do impeachment, apoiado pela maioria do sistema político, midiático e empresarial. Continue lendo

Eleições livres, sem casuísmos e disputa de novos rumos para o país, por Walter Sorrentino

Apresentei ontem, no Ato em defesa da candidatura de Lula, saudações combativas, também em nome de Luciana Santos, nossa presidente nacional, Manuela D´Ávila, deputado Orlando Silva e tantos outros de nós aqui presentes, ombro a ombro com todos e todas os presentes ao Ato.

Meu pronunciamento pelo PCdoB se baseou no artigo que segue, fazendo minhas as palavras dos que me antecederam no Ato no sentido de que o TRF4 declarar a cabal inocência de Lula das acusações feitas, por falta de provas e de indicação de ato de ofício, é o único meio de evitar mais um ato discricionário próprio do regime de agressões ao Estado democrático de direito que se implantou a partir do golpe perpetrado em 2016.

Fora disso, terá sido mais uma página infame da história golpista no Brasil contra as forças populares e suas conquistas. Em 1947, o PC do Brasil foi levado à clandestinidade sem apelação, para voltar à legalidade só após 38 anos e receber desculpas só recentemente pelo ato de Estado.

 

Eleições livres, sem casuísmos e disputa de novos rumos para o país

No país vai se impondo uma nova ordem política, econômica e social à revelia da Constituição de 1988.  Precisamos nos manter unidos em Frente Ampla em defesa da Democracia e do Estado democrático de direito para impedir a continuidade do golpe e o aprofundamento da instabilidade da crise institucional.

O alerta desta hora é que se precisa assegurar eleições livres como saída legítima para a crise brasileira. Os que se lançaram à aventura do golpe tramam contra eleições livres se não logram tirar Lula da cédula eleitoral. Tramam, pelas costas da nação, casuísmos como a castração do presidencialismo brasileiro, restringido a soberania do voto popular. Continue lendo

Modelo de leilões do pré-sal prejudica arrecadação, diz estudo da Câmara

 

Estudo elaborado pela consultoria da Câmara dos Deputados aponta que as condições econômicas dos dois leilões do pré-sal que serão realizados na sexta-feira (27) são desfavoráveis ao governo federal, do ponto de vista da arrecadação.

No estudo, os consultores Paulo César Ribeiro Lima e Pedro Garrido da Costa Lima afirmam que “são muito baixos” os bônus de assinatura e os percentuais mínimos de petróleo que devem ser entregues ao governo pelos vencedores das licitações. Continue lendo

Luta de classes em cenário pós-industrial, Por Mácio Pochmann

A passividade das ruas e a apatia dos brasileiros têm sido identificadas por acomodação das lutas de classe. A prevalência de um presidente tão impopular, envolvido por diversos escândalos de corrupção e impositor de reformas que mesmo rejeitadas avançam pela troca de votos parlamentares por privilégios das verbas e cargos públicos, não valida, contudo, tal compreensão.

Acontece que a convencional luta de classe consolidada pela antiga sociedade urbana e industrial sofre importantes mudanças diante da ascensão da sociedade de serviços. Pela tradicional classe trabalhadora industrial, a organização taylorista e fordista da produção implicou hierarquia e polarização entre os que mandavam e os que eram mandados. O trabalho material resultava em produção de algo concreto e palpável, indicando as razões de pertencimento e identidade de classe a partir da presença no próprio local de trabalho.

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Fracasso do sistema educacional e crise civilizatória, por Rita Coitinho

Hoje vou usar esse espaço para dizer algumas obviedades. Perdoe-me o leitor que espera de um portal de notícias as últimas novidades. Mas os tempos andam confusos – até meio bicudos, e isso não é um trocadilho com a triste figura do Direito – e vem sendo necessário repetir coisas já ditas, com a esperança de que isso possa ajudar a dissipar algumas nuvens que andam turvando o cenário nacional.
Refiro-me aos “escândalos” fabricados por um punhado de gente em razão de algumas exposições e performances artísticas. Criticados por irem contra a liberdade de expressão e de criação artística, os revoltosos – e até aqueles que não participaram das “ações”, mas querem emitir uma opinião “ponderada” – converteram-se em críticos instantâneos e passam agora à ofensiva: eles decidem, no grito, o que é ou não é “arte” ou o que é ou não é merecedor de ser exposto em um museu.
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