As mulheres e o trabalho no mundo

Ainda a propósito do tema de redação do ENEM, sobre a violência contra a mulher, deparei-me com uma pesquisa europeia realizada neste mês pelo IPSOS MORI encomendada pela Fundação Thomson Reuters em colaboração com Rockefeller, nos países do G20.

À pergunta ao público feminino se consideravam que os homens ainda mantém maiores possibilidades de acesso ao mundo do trabalho, vejam o percentual das respostas afirmativas, por países, na coluna da esquerda. À direita, as mulheres que afirmam que ter uma família NÃO prejudica sua carreira profissional deu os seguintes resultados:

dados+mulheres

Violência tem suas especificidades, mas direitos iguais não assegurados não deixa de ser uma violência. Ou melhor, um índice sensível de patamar civilizatório. Destaco o caso da Itália, onde a pesquisa repercutiu duramente. A mesma realidade se verifica nos países da Europa ditos os mais civilizados.

O retrocesso da Europa, estagnada ou com risco de deflação na economia, em meio à austeridade como política imposta pela oligarquia financeira, não podia deixar de chegar aos comportamentos, haja vista o tratamento dispensado aos imigrantes refugiados e também, na política, o reacionarismo sempre presente de correntes fascistoides.

E registro a situação brasileira, no caso indicando uma mediana quanto ao primeiro quesito (homens com maiores possibilidades profissionais), mas com o maior índice do mundo de convivência entre trabalho das mulheres e família.