Previdência: Excluir para crescer ou crescer com inclusão? (por Bráulio Santiago Cerqueira)

A lógica do raciocínio da reforma proposta pelo governo remete à ‘teoria do bolo’ encampada pelo regime militar nos anos 1970, segundo a qual primeiro é preciso crescer para depois distribuir; na versão atual, primeiro exclui-se, depois vem o crescimento

Continue lendo

Em defesa da soberania nacional (por Roberto Requião)

A Frente que estamos constituindo está aberta a todos os parlamentares que expressam uma genuína preocupação com os destinos da Nação, hoje claramente ameaçada por forças internas e externas. Transcende a partidos, mas tem uma profunda marca ideológica de compromisso com a defesa da soberania nacional e com o nacionalismo. Nacionalismo sem xenofobia. Nacionalismo que corresponde ao padrão histórico do brasileiro comum, orgulhoso de sua miscigenação e de sua múltipla religiosidade, aberto a todas as culturas, e integrado pelo desejo comum de promover o desenvolvimento sócio-econômico do país.

Continue lendo

Intelectual entre os bolcheviques, bolchevique entre os intelectuais (por Alexandre Deutsch)

Nas origens do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), o partido fundado por Lênin, estava toda uma plêiade de homens excelsos, pessoas de um talento fora de série. Mas entre eles sobressaía a figura de Anatoli Lunatcharski (1875-1933), primeiro comissário do povo (ministro) da Educação da Rússia Soviética. Ele era um homem de uma erudição enciclopédica principalmente em questões de literatura, artes e filosofia. Não foi por acaso que o famoso jurista russo, o senador Koni, contemporâneo de quatro reinados, afirmou que Lunatcharski foi o melhor ministro da educação que alguma vez vira. E Lênin referiu-se a ele do seguinte modo: “Uma pessoa de talento raro e fecundo.”

Continue lendo