Nós que nos amávamos tanto, por Carlos Pompe

Este 2009 registra, no dia 18 de outubro, os 30 anos (**) de início da publicação do quinzenário, depois semanário, Tribuna da Luta Operária, que chegou a imprimir edições de 30 mil exemplares e circulou por nove anos consecutivos. Respirava-se uma pequena brisa de democracia.

As eleições não se davam em regime de liberdade de opinião. Presos políticos continuavam encarcerados, oposicionistas eram mantidos exilados ou forçados à atuação clandestina no país. Mas tentou-se a publicação de um jornal socialista, de cunho marxista. Pode-se impedir a liberdade, mas “a liberdade não morre onde restar uma folha de papel para decretá-la”, escreveu Machado de Assis. Continue lendo

O mau exemplo que vem dos Estados Unidos para o Brasil

O sonho de consumo há muito acalentado pela elite econômica brasileira é ter um mercado de trabalho no Brasil totalmente desregulamentado. Já conseguiram, em parte, com a Reforma Trabalhista. A elite escravocrata brasileira não pensa no Brasil e no povo. Quer apenas manter privilégios. No quesito “relações de trabalho” se mira nos Estados Unidos.

Leia abaixo matéria publicada no dia 30 de setembro no portal Consultor Jurídico (Conjur) sobre o sindicalismo na terra do Tio Sam feita por João Ozorio de Melo, que é corresponde da revista eletrônica nos Estados Unidos. Continue lendo

Os interiores de Guimarães Rosa: a sabedoria popular nas estórias do escritor mineiro

Há 50 anos nos despedíamos do escritor que narrou o sertão no realismo mágico de suas palavras inventadas.

Conhecedor de 13 línguas, Guimarães rodeou o mundo como diplomata, mas sempre acompanhado do caderninho dele / Divulgação.

 “João era fabulista, fabuloso, fábula? Sertão místico disparando no exílio da linguagem comum? (…) Por que João sorria se lhe perguntavam que mistério é esse? E propondo desenhos figurava menos a resposta que outra questão ao perguntante? (…) Ficamos sem saber o que era João e se João existiu de se pegar” Continue lendo

Euclides da Cunha e Canudos: o povo irrompe na história

A obra mais popular e, com justiça, mais importante escrita por um estudioso da história do Brasil no início do século 20 foi Os Sertões, de Euclides da Cunha, que faz um relato humano, científico e dramático da luta popular dirigida por Antonio Conselheiro em Canudos, no interior da Bahia.
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Gramsci e a luta de ideias (por Aldo Arantes)

Gramsci deu importantes contribuições à cerca do papel da luta de ideias na formulação da estratégia e tática para a conquista do poder. Analisando a diferença entre as táticas adotadas na Rússia Tzarista e nos países de maior desenvolvimento capitalista escreveu “A determinação, que na Rússia era direta e lançava as massas às ruas para o assalto revolucionário, complica-se na Europa Central e Ocidental em função de todas estas superestruturas políticas, criadas pelo maior desenvolvimento do capitalismo; torna mais lenta e mais prudente a ação das massas e, portanto, requer do partido revolucionário toda uma estratégia e tática bem mais complexas e de longo alcance do que aquelas que foram necessárias aos bolcheviques no período entre março e novembro de 1917”.

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