Pedro Serrano: A democracia ameaçada, por Luís Nassif

Nos últimos anos, o jurista Pedro Serrano se converteu em um dos mais competentes analistas sociais do país.

Através do estudo aprofundado das mudanças nas leis e nas constituições, Serrano entra no terreno

da formação das ideias e princípios, das mutações na opinião pública, refletindo-se em um neoconstitucionalismo

que visa erradicar os princípios humanistas que regeram as Constituições no pós-guerra.

Na segunda-feira passada, Serrano proferiu brilhante palestra na Escola de Governo.

Abaixo, uma síntese do que foi dito. Continue lendo

Esquerda deveria ressignificar nacionalismo brasileiro, por Almir Felitte

“Para os Estados Unidos sai mais barato o ferro que recebem do Brasil ou da Venezuela do que o ferro que extraem de seu próprio subsolo.”

O trecho poderia pertencer a qualquer jornal brasileiro da atualidade, mas foi retirado da antológica obra de Eduardo Galeano, “As Veias Abertas da América Latina”, clássico publicado em 1971.

O uruguaio segue, em sua análise, lembrando a trágica queda de Getúlio Vargas, o qual escolhera desrespeitar a imposição americana firmada em acordo militar que proibia o Brasil de vender matérias-primas estratégicas para países socialistas, vendendo ferro para a Polônia e a Tchecoslováquia a preços mais altos que os que conseguia com os EUA em 53 e 54. Continue lendo

Pelo petróleo para educação: combater os inimigos da Pátria (por Plataforma Operária e Camponesa de Energia)

O que a Noruega pode ensinar ao Brasil? Na questão energética, as riquezas geradas por meio do trabalho dos/as trabalhadores/as foram canalizadas para resolver os problemas de educação, saúde e tecnologia, tornando o país referência mundial em qualidade de vida.

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Melhor levar a sério o desafio sino-russo ao dólar (por F. William Engdahl)

O sistema monetário internacional de 1944, de Bretton Woods, como foi desenvolvido até o presente tornou-se, dito claramente, o maior obstáculo à paz e à prosperidade do mundo.

Agora, a China, cada vez mais apoiada pela Rússia – as duas grandes nações da Eurásia – começam a dar passos decisivos para criar uma alternativa muito viável à tirania do dólar norte-americano sobre o comércio e as finanças mundiais.

Wall Street e Washington não estão gostando, mas são impotentes para deter o movimento.

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A Cia, Braudel, Foucault e Lévi Strauss (por Pablo Pozzi)

Foi desclassificado um documento de trabalho da CIA que fala do processo visando influenciar a intelectualidade francesa. Designa-o, justamente, como “guerra cultural” antimarxista, que já vem sendo amplamente documentada. Essa guerra prossegue até aos nossos dias, e é muito interessante comparar o perfil dos intelectuais que a CIA considera mais eficazes para os seus objetivos com certas figuras “de esquerda” com lugar cativo na nossa comunicação social.

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