A família Ulianov (por Tamara Aleksandranova)

Vladimir Ulianov (Lênin) – o líder da revolução socialista, foi o organizador do primeiro Estado de operários e camponeses. As suas obras são objeto de estudo de gerações de filósofos, estadistas, historiadores, economistas, psicólogos e pedagogos. Tal interesse generalizado conduz-nos à raiz da sua personalidade, às condições em que esta se formou.

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A Lava Jato é o Plano Cruzado do combate à corrupção, por Bruno Reis

Importante ensaio do professor Bruno P.W. Reis, associado no Departamento de Física e vice-diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG.

Nele se afirma que, sendo o combate à corrupção tarefa permanente do Estado, deve preocupar-nos a sustentabilidade desse combate ao longo do tempo. Há maneiras destrutivas, quando espasmos (sempre fúteis) de limpeza geral desorganizam o sistema político-partidário e, ao fazê-lo, desorganizam ironicamente o substrato político-institucional sobre o qual se assenta, no fim das contas, a própria autonomia dos órgãos de controle. Sendo o combate à corrupção tarefa permanente do estado, deve preocupar-nos a sustentabilidade desse combate ao longo do tempo.

Assim como o Plano Cruzado, a Lava Jato é um mal. Não é preciso passarmos por ela pra aperfeiçoarmos o combate à corrupção. Com seu messianismo populista desastrado, uma operação que se permite a ela mesma violar a legislação enquanto acredita combater a corrupção, pode muito bem fazer retroagir esse processo por algumas décadas.

Leia na íntegra: http://migre.me/wvCwT

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João Quartim de Moraes: Os inimigos do povo sírio

Retirado do Portal Vermelho

A Otan mentiu sobre a Iugoslávia, sobre o Iraque, sobre o Afeganistão, sobre a Líbia. É preciso oligofrênica credulidade (ou cinismo bem remunerado) para achar que está dizendo a verdade sobre a Síria, na qual o chefe supremo do banditismo imperial estadunidense despejou na noite de 6 de abril uma chuva de 58 mísseis. Obama era mais discreto e insidioso: drones, clones, pilones. O sucessor, com seu vulgar exibicionismo, logo apelou para o alarido letal do bombardeio.

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A política brasileira segundo Caio Prado Jr. (por Raimundo Santos)

Ainda hoje nos surpreende ver como Caio Prado analisa as conjunturas políticas dos governos Juscelino Kubitschek e João Goulart, tomando por fato básico o desencontro entre o mundo político e a dinâmica da sociedade daqueles tempos. A narrativa caiopradiana desse breve período tem como ponto de partida o movimento de opinião pública pluralista que, desde a posse de JK no começo de 1956, havia despertado energias desenvolvimentistas e afirmado a ideia de reforma na esfera pública. Os seus protagonistas são os partidos políticos requeridos a fortalecer a vida democrática e suas instituições representativas.

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Recuperar a soberania monetária (Por Octávio Teixeira)

O Euro não é apenas uma moeda, é todo um sistema ditado pelas regras da zona Euro. Um sistema de opressão, destruidor de qualquer conquista social e que incide duramente sobre a democracia, em nome de vínculos e exigências «tecnocráticos» decorrentes dos interesses económicos da Alemanha.

«Rezem para que, no novo século, os livros de história económica não relembrem a experiência do Euro como um erro trágico».

O vaticínio de Paul Samuelson há 25 anos, na sequência do Tratado de Maastricht, concretizou-se. Mas os mandantes da UE e seus acólitos continuam cegos à realidade e persistem em prolongar e agravar a tragédia, como mais uma vez o mostraram em Roma.

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