Nova direita conservadora não é burra, por Rosana Pinheiro-Machado

Em um artigo importante para entender a atual investida da extrema-direita neoconvervadora, a cientista social, antropóloga e professora do departamento de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Oxford, Rosana Pinheiro-Machado (foto), defende que a inteligência e a artimanha da direita está sendo construída para redefinir a verdade histórica do processo civilizatório desde o iluminismo. Assim também acontece com agentes do Estado Brasileiro.

Para ela, é um erro achar que os neoconservadores que pedem “escola sem partido”, atacam obras de arte e outras agressões que beira à estupidez, sejam burros. “Os novos movimentos conservadores, com formação liberal, sabem muito bem que não havia nada de pedofilia nas exposições”, diz. Eles agem para destruir a democracia, para transformar a construção histórica e civilizatória. O artigo é longo, mas vale cada parágrafo. Continue lendo

Tribuna da Luta Operária, o jornal da luta contra a ditadura, por José Carlos Ruy

 

O periódico dos comunistas foi lançado na conjuntura da crise e superação da ditadura militar de 1964.

O ano era 1979. A Lei de Anistia da ditadura acabara de ser promulgada (lei n° 6.683, de 28/08/1979), os exilados voltavam para o Brasil, ou se preparavam para fazê-lo.

A imprensa popular, na época, tinha jornais de frente ampla, como Movimento, e outros, formados por frentes democráticas e de oposição à ditadura. Continue lendo

Temer e o retorno da era das privatizações, por Pablo Diniz

Como uma avalanche, o projeto de privatização de Michel Temer beira a criminalidade e quer vender 57 empresas

Está na mira da privatização o que resta da Petrobras, da Eletrobras, da Embrapa, da Infraero e dos bancos públicos / Beto Barata

O termo que definiu as vitórias e derrotas das últimas eleições brasileiras foi privatização. Fernando Henrique Cardoso iniciou uma era de malsucedidas vendas do patrimônio público, com a entrega de empresas estratégicas a preço de banana. Desde então, o país assiste ao desmonte e transferência de comando dessas empresas a “acionistas” anônimos de todos os recantos do planeta, em especial, os Estados Unidos. Continue lendo

A demissão de Paulo Nogueira Batista Jr e o cinismo autoritário, por Jonnas Vasconcelos

Segundo a Folha de São Paulo, as opiniões políticas de Paulo Nogueira Batista Jr. publicadas em artigos de jornais foram usadaspelo governo brasileiro para provocar abertura de processo disciplinar por suposta violação de código de conduta, culminando no seu afastamento e, agora, no seu efetivo desligamento do cargo de Vice-Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) – o “Banco dos BRICS”. Continue lendo

A violência econômica: O poder dos juros e das corporações financeiras

É estranho constatar que em todo o ciclo escolar, inclusive nas universidades, a não ser na área especializada em economia financeira, ninguém nunca teve uma aula sobre como funciona o dinheiro, principal força estruturante da nossa sociedade. A população se endivida muito para comprar pouco no volume final. A prestação ‘cabe no bolso’ (mas pesa no bolso durante muito tempo). O efeito demanda é travado. Quando 61 milhões de adultos no Brasil estão com o nome sujo no sistema de crédito, é o sistema que está deformado. Continue lendo