Modelo de combate à corrupção adotado no Brasil contribui para a crise econômica

Lava-Jato teve um impacto negativo de 2,5 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

A corrupção é um problema enfrentado por todos os países e combatê-la sem comprometer o desenvolvimento econômico da nação é o principal desafio da Justiça. Os escândalos de desvio de verba envolvendo grandes empresas não são privilégios do Brasil. Continue lendo

A reforma do mercado financeiro contra o povo brasileiro

Os milhões gastos em publicidade são para escamotear essa realidade e empurrar para o trabalhador uma conta que não é dele .

De todas as crueldades impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a reforma da previdência sempre pareceu a mais difícil de ser concretizada. A rejeição popular sempre foi enorme e o governo não conta com o mesmo apoio maciço do congresso como em votações anteriores. Diante das dificuldades, foram feitas algumas mudanças no texto, mas nada a ponto de alterar a essência devastadora dos direitos previdenciários. Preocupado com a ameaça do PSDB abandonar a barca furada governista, Temer convidou o nobilíssimo senador Aécio Neves para fazer a articulação e conseguir mais votos a favor da reforma. Não havia nome mais adequado para comandar este ataque aos aposentados. Continue lendo

Honduras: el “golpe blando preventivo”

(Atilio A. Boron) La interminable epidemia de “golpes blandos” propiciada por la Casa Blanca se ha ensañado una vez más con Honduras. Fue allí, en el año 2009, donde por vez primera se aplicó esta metodología una vez que fracasara el golpe militar tradicional ensayado un año antes en Bolivia. A partir de ese momento los gobiernos indeseables de la región serían barridos por un letal tridente conformado por la oligarquía mediática, el poder judicial y los legisladores, cuyo “poder de fuego” combinado supera el de cualquier ejército de la región.

José Manuel “Mel” Zelaya fue su primera víctima, a quien seguirían en el 2012 Fernando Lugo en Paraguay y en 2016 Dilma Rousseff en Brasil. Bajo ataque se encuentran los gobiernos de Bolivia, Venezuela y, va de suyo, Cuba, mientras que en Ecuador el viejo recurso del soborno y la traición unidos a la técnica del “golpe blando” parecen haber detenido el rumbo de la Revolución Ciudadana de Rafael Correa. El objetivo estratégico de Washington con sus “golpes blancos” es regresar América Latina a la condición neocolonial imperante en la noche del 31 de diciembre de 1958, un día antes del triunfo de la Revolución Cubana. Continue lendo

A venda da Transpetro e a Petrobrás apequenada, por Luís Eduardo Duque Dutra

Pelo menos metade do custo do fornecimento do gás natural se refere ao seu transporte. Maior a distância, maior o peso da despesa. A menor densidade energética explica o handicap frente ao carvão, ao petróleo, ou frente a sua transformação em eletricidade e transmissão. Na bacia sedimentar da Parnaíba, por exemplo, o gás natural alimenta uma térmica, que injeta energia na rede elétrica. Foi a solução para valorizar a mais recente província gasífera descoberta no Brasil, mas, não é a única. Continue lendo

A esquerda e o desenvolvimento soberano

Demétrio Magnoli, em artigo* intitulado “Para onde vai a ´nova esquerda´?” busca refletir sobre os impasses do estado de bem estar social, tempo que, julgo eu, não retorna mais. Nessa rota ele afirma que “o nacionalismo é a trincheira da direita”, o que seria, para ele, “uma verdade óbvia.” Haveria hoje uma “nova esquerda” que cultua o Estado-nação, sendo a soberania nacional “a opção fundamentalista que interliga a direita a essa ´nova esquerda´ sem rumo.”

Magnoli parte da crítica à formulação de Dani Rodrik, professor turco de Economia Política Internacional atuando em Harvard, que identificou um “trilema”, problema que só admite a conciliação entre dois de três objetivos, no caso, soberania nacional, democracia e hiperglobalização. Rodrik sugere uma solução que é a renúncia à hiperglobalização, criticada por Magnoli. Continue lendo