Temer e o setor elétrico: privatização e aumento de preços (por Rita Dias)

Os impactos são diversos e vão muito além da previsão de aumento de 7% na conta de energia. O projeto significa o desmonte da Eletrobras e afeta sua capacidade para liderar os investimentos no setor, ameaçando a segurança energética do país

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“Ahora comienza la campaña de verdad” (por Juan Andres Quezada)

No próximo dia 21 os candidatos à Presidência do Chile inscreverão-se para o pleito que ocorrerá em 19 de novembro. Mas o debate presidencial já está nas ruas. Assim, pode se dizer que, da mesma forma que no conjunto da região, o debate esta centrado nas políticas implementadas por Michele Bachelet. Entre elas podemos mencionar o fim do voto binominal, uma espécie de distrital misto herdado do período Pinochet e a Reforma Educacional cujo principal componente reside na proibição do lucro na educação. Por outro lado, as forças mais conservadoras daquele país agrupam-se em torno da candidatura de Sebastian Piñera, presidente símbolo da mercantilização do ensino superior e da repressão as mobilizações estudantis que sacudiram o país em 2011.

Com a proposta de levar adiante as medidas iniciadas por Bachelet, assim como aprofundá-las, Alejandro Guiller é o candidato apoiado pelos partidos que compõem a Nova Maioria, bloco de partidos que sustentam o governo da mandatária do Partido Socialista.  Guiller é senador independente (a legislação chilena permite essa modalidade) eleito pela região de Antofagasta no norte do Chile desde 2014. É jornalista e sociólogo. Nos anos 90 foi ancora de um dos principais tele jornais do país no canal Chilevisión que pertencia a Piñera. Como plataforma de governo pode-se  destacar o compromisso em aprofundar a reforma educacional iniciada por Michele e o enfrentamento aos planos de saúde privados.

Para que conheçamos melhor a figura de Alejandro Guiller, compartilhamos a recente entrevista concedida pelo presidenciável à revista chilena “Caras”:

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Para entender a Venezuela (por Marcelo Zero)

Antes do governo de Chávez, em 1998, o país com a maior reserva de óleo do mundo tinha 70% de sua população abaixo da linha da pobreza, 40% na pobreza extrema e 21% da população estavam subnutridos. Essa era a Venezuela dos Capriles, dos López e da “oposição democrática”.

A desigualdade, medida pelo índice de Gini, foi reduzida em 54%. A pobreza despencou de 70,8%, em 1996, para 21%, em 2010, e a extrema pobreza caiu de 40%, em 1996, para 7,3%, em 2010.

Esse é o tema tratado com profundidade no artigo de Marcelo Zero, publicado no Blog da revista Carta Capital.

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