O Brasil está mesmo se recuperando? (por Emilio Chernavsky)

A divulgação no último dia 01/09 do crescimento de 0,2% do PIB no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior levou o presidente Temer a afirmar que o “Brasil está crescendo, está se recuperando”, e a festejos e autocongratulações dos apoiadores do governo no Congresso e nos meios de comunicação. Podemos concordar com ele e com, por exemplo, a revista Exame, que anuncia que o “Brasil começa a consumar virada histórica na economia”?

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Para Belluzzo e Delfim, política de ajuste de Temer é insana e Brasil voltou a ser colônia (por Eduardo Maretti)

Em debate na USP, economistas avaliam conjuntura econômica do país, consideram “péssimas” as perspectivas da indústria nacional e “grave” a falta de políticas de investimento, sem as quais afirmam que o crescimento não voltará

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A hora é de reagir e comparar os governos (por Antônio Augusto de Queiroz)

Vivemos um momento de pós-verdade, no qual em lugar de valorizar o debate de ideias, de programas e soluções para os problemas, busca-se despertar as reações, os sentimentos e os comportamentos mais primitivos do ser humano. Nesse ambiente, a racionalidade, a verdade, o debate de conteúdo, nada disso interessa. O que importa é dividir as pessoas, interditar o debate e despertar reações e sentimentos de rejeição ou até de ódio às pessoas ou às instituições que defendem ideias e propostas que contrariam os interesses do capital financeiro.

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Carga Tributária, dividendos e amnésia seletiva (por Nelson Barbosa)

O ajuste fiscal necessário para estabilizar o endividamento público requer tanto uma redução do crescimento dos gastos quanto uma recuperação da receita tributária do governo. À exceção de alguns neoliberais de jardim de infância – que são contra qualquer aumento de impostos por achar que o governo é sempre bobo, mau e feio – a maioria dos economistas sabe que é inevitável aumentar a receita tributária para reequilibrar o orçamento público. Os últimos dois grandes ajustes fiscais realizados no  Brasil corroboram essa conclusão.

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Marxismo e Questão Nacional: uma visão latino-americana (por Ronaldo Carmona)

O artigo a seguir argumenta, inicialmente, sobre a crise da globalização e a crescente afirmação de saídas nacionais no contexto da crise do capitalismo. Aponta, como o mal estar, especialmente dos trabalhadores, com a globalização vai resultando em consequências políticas de vulto na conjuntura atual. A seguir, pontua visões presentes nos fundadores do marxismo – o próprio Marx e Lenin –, a respeito da valorização das singularidades nacionais no curso da luta revolucionária. Argumenta que as experiências exitosas de construção do socialismo tem a questão nacional em seu vértice. Por fim, resgata o cerne da polêmica do peruano Mariategui com a direção sul-americana da III Internacional; observa traços da experiência dos comunistas no Brasil e pontua tendências históricas e hodiernas da revolução cubana, que exemplificam traços da manifestação da questão nacional na tradição marxista latino-americana.

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