Almirante Othon: “Minha condenação interessa ao sistema internacional”

Libertado pela segunda vez, ele rebate acusações e conta a saga da tecnologia nuclear nacional

Pouco antes de ser libertado da prisão na Base de Fuzileiros Navais de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na quarta-feira 11, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, 78 anos, encaminhou a CartaCapital as respostas às questões da entrevista a seguir.

Segundo o advogado Fernando Augusto Fernandes, o seu cliente, que é considerado o Pai do Programa Nuclear Brasileiro, é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43 anos de reclusão pela Lava Jato, na ação penal que investiga supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa na construção da usina nuclear de Angra 3.

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Kapitalismus Über Demokratie: Capitalismo acima da democracia

Por Marcelo Zero

 

O debate relativo ao aplicativo Uber, atualmente restrito a um embate entre taxistas e os motoristas precarizados dessa empresa de serviços, coloca algumas questões mais amplas e relevantes sobre o atual estágio e os novos mecanismos da acumulação capitalista no mundo e sua incompatibilidade última com a democracia substantiva.

Com efeito, o tema do Uber e dos problemas legais por ele ocasionados em todo o mundo inserem-se na questão maior da mal chamada “economia do compartilhamento” ou da “sociedade em redes”. Continue lendo

Grupos de pressão e o pré-sal: antecedentes da crise por William Nozaki

Do roubo de um contêiner da Petrobras às promessas de José Serra à Chevron, sinais dos interesses estrangeiros nas reservas de petróleo do Brasil

Enfim, Serra cumpriu o que prometeu à Chevron

Passada uma década da descoberta do pré-sal e um ano do governo Michel Temer são muitas as evidências de que a instabilidade política provocada pelo impeachment e as mudanças nos marcos de produção e exploração do petróleo conformam uma trama complexa de inter-relações entre distintos grupos de pressão, internacionais e nacionais, a envolver tanto interesses estratégicos e empresariais de longo prazo quanto oportunismos políticos e financeiros de curto prazo. Continue lendo

A extrema-direita está cada vez mais organizada, globalizada e ganhando a Geração Z

 

Um novo estudo sugere que o movimento está um passo à frente de políticas criadas para contê-lo.

O ecossistema antes perpetuamente fraturado da extrema-direita, composta por nacionalistas brancos nos EUA a grupos anti-imigração na Europa, além de outros grupos como o próprio MBL no Brasil, está se tornando coeso e altamente adaptável. O Fringe Insurgency, um estudo publicado pelo Institute for Strategic Dialogue, mostrou que embora esses movimentos ainda sejam diferentes em ideologia e abrangência, cada vez mais eles estão trabalhando juntos. Essencialmente, a extrema-direita — muito dela com isolacionismo e nacionalismo como ideologias-chave — se globalizou. Continue lendo