Governo Doria: ataque aos serviços públicos e às políticas sociais, ameaça ao futuro de São Paulo

Transcorridos pouco mais de 100 dias de governo Dória, este carimba sua marca na administração do município. Com altos investimentos em marketing busca identificar Dória como “trabalhador”, “não político” ou como prefeito dinâmico, por um lado. E, com uma pauta reacionária reprime professores e estudantes, militantes dos movimentos sociais que lutam para não ver sobre seus ombros recair a atual crise econômica.

Tendo como objetivo analisar esse começo de governo tucano na capital paulista o PCdoB promoveu, no último sábado, o seminário, “São Paulo: O desmonte anunciado.” O evento ocorreu no Sindicato dos Engenheiros e contou com a participação da militância do partido, dirigentes. Da mesma maneira, participaram da atividade amigos e especialistas nos debates acerca da cidade e da gestão pública. A primeira mesa de debates, “Ataques ao serviços públicos e retrocessos democráticos”, contou com a participação de Júlia Roland, médica e ex-Diretora de Gestão Participativa do Ministério da Saúde; Valéria Leão, Educadora da rede municipal de ensino e Maria do Rosário, ex-Secretária de Cultura de São Paulo. Já a segunda mesa, contou com a participação do vereador do PT, Antônio Donato; do professor Aldo Fornazieri e da ex-Vice-prefeita e Secretária de Educação da capital, Nádia Campeão.

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Dos movimentos modernizantes ao espírito novo: Arquitetura brasileira após a Semana de Arte Moderna (por Rodrigo Queiroz, Maria Luiza de Freitas)

O presente texto (publicado em 2012) se propõe a discutir a tomada de consciência do moderno

na arquitetura brasileira perpassando assim por episódios como a exposição de arquitetura da Semana de Arte Moderna de 1922, a Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência, as vindas do arquiteto franco-suíço Le Corbusier em 1929 e 1936 ao Brasil e os momentos que intercalam essas datas e constroem um complexo cenário. Continue lendo

Mário de Andrade e a lição do modernismo (por José de Paula Ramos Jr.)

Na célebre conferência “O Movimento Modernista”, proferida em 1942, Mário de Andrade traça um histórico do modernismo para chegar a uma avaliação do legado do movimento para a arte e para a cultura nacional. Realizada na biblioteca do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, em celebração dos vinte anos da Semana de Arte Moderna, essa conferência serve de emblema para a assimilação ofi cial do modernismo, no momento em que seu esgotamento é assinalado por um de seus representantes máximos. Continue lendo

95 anos depois (por Luiz Malavolta)

As chuvas torrenciais dos primeiros dez dias de fevereiro de 1922 produziram a maior enchente de que se tinha memória no Rio Jaú, noticiava a imprensa da capital paulista no dia 11 daquele ano. “Quatro grandes pontes sobre esse rio foram arrancadas pelas águas, tendo rodado muitos pontilhões. O matadouro ficou completamente inutilizado. A parte baixa da cidade está inundada, chegando a água até o jardim público e o Theatro Rio Branco. As instalações da empresa de luz e força de Dois Córregos rodaram, sendo grandes os prejuízos. Os prejuízos da Câmara Municipal montam a trezentos contos aproximadamente, não se podendo ainda avaliar as perdas particulares”, relatava o correspondente do “Estadão” em Jaú. Continue lendo

Máfia da merenda segue solta. Tucano é santo! (por Altamiro Borges)

Em janeiro passado, a Operação Alba Branca – que nunca recebeu o mesmo destaque midiático da Lava-Jato – completou um ano. Ela foi deflagrada pelo Ministério Público para apurar desvios e fraudes na compra de merenda escolar em São Paulo na gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Até hoje, nenhum dos tucanos de alta plumagem envolvidos no esquema foi punido. Um dos denunciados pela roubalheira, o deputado Fernando Capez, segue presidindo a Assembleia Legislativa (Alesp) sem ser incomodado. Apenas os bagrinhos da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) foram presos. Continue lendo