"O PCdoB cresce com a afirmação nacional, popular e democrática"

“O PCdoB cresce com a afirmação nacional, popular e democrática” (Por Walter Sorrentino)

Este artigo está publicado na Revista Princípios deste mês que acaba de sair da gráfica e disponível na Editora Anita Garibaldi.

Leia em primeira mão, aqui no Blog.

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Dilma, Serra e a “união”

União ampla do povo brasileiro por seu desenvolvimento soberano, democrático, integrando o povo aos seus benefícios e integrando o continente, é uma indispensabilidade histórica e política do Brasil. Nenhum partido pode liderar, sozinho, essa obra.

“Governo de união”, pregado por Serra, é uma implausibilidade. Factoide de candidato cuja base de apoio no Congresso ficou abaixo de um terço. Se não fosse, não é ele Serra quem tem condições de propô-lo, pois que seu programa não corresponde aos interesses populares.

Haver governo e oposição é imprescindível na realidade política atual do Brasil.

Serra aceitaria, por exemplo, perdendo as eleições, implementar sua proposta e ser Ministro da Segurança de Dilma? Licenciar-se-ia de seu partido para isso?

E se vencesse, seria Armínio Fraga no BC ou na Fazenda? Zilbersztajn na ANP ou Petrobrás? União em torno disso?

O problema de Serra foi a esquizofrenia de sua campanha. Neste final, ele implica com o governo e Dilma acusando-os de “privatizarem” o petróleo brasileiro. Ridículo. Quer dizer que, amanhã, perdendo as eleições, ele vai propor ao PSDB-DEM-PPS votar a favor do regime de partilha na exploração do Pré-Sal? Ele, na verdade, está vestindo as roupas governistas, mistifica o eleitor, desorienta a oposição.

Afinal, ele fala em nome de quem?  Palpite: como sempre, em nome de sua obstinação personalista de vencer a qualquer custo. O day after será maligno para ele, porque sua campanha deixa a oposição sem lastro propositivo para o futuro. Será a chamada “derrota política”.

Dilma, por sua vez, na prática, é quem tem condições de unir as forças progressistas da nação. O legado do governo Lula é esse. O país e o povo crescendo juntos. É uma boa base para manter, aprofundar, comprometer programaticamente, forças ainda mais amplas. O Brasil é um dos países que mais crescem no mundo hoje. É preciso trilhar esse caminho e aprofundá-lo por muitos anos à frente. Com união ampla de forças, programa claro, um bom governo e muita vontade política de avançar.