A esfinge de São Paulo

São Paulo é a síntese do Brasil, por sua formação, miscigenação, pujança econômica e social. Politicamente é uma esfinge a decifrar. PT e PSDB, antípodas, aqui fincaram as raízes principais do processo político que marca o país há 16 anos. A polarização é de interesse mútuo ao forjar um duopólio político que, entretanto, é excessivamente paulista para se estender ao país todo.

Os tucanos governam há 16 anos o Estado, desde Mário Covas em 1994, quando foi apoiado no segundo turno pelos petistas e comunistas (contra Maluf). As coisas progrediram, sem dúvida, em São Paulo, mas em marcha lenta e para poucos. Exceto o Poupatempo, que é funcional ao extremo e atende a todos, o Metrô é excelente serviço público mas cuja rede é absolutamente insuficiente. Recentemente se retomaram as escolas técnicas – após o presidente FHC ter congelado os acordos do PROEP e o programa da rede técnica federal. Pouca coisa, como se vê, é para todos. Disse e repito: não conheço outra metrópole mundial sem rede de transporte público de massa entre aeroporto (o maior do país) e o centro da cidade! O ritmo do rodoanel exaspera. O Tietê tardou décadas em ser despoluído. Convenhamos: não é um grande programa de realizações. Estradas são boas, de fato, a preços escorchantes – não é para todos e encarece produtos para todos. Educação, SP devia liderar o país; não é o que acontece.

Nas eleições nacionais em São Paulo há um paradoxo, entretanto. Lula ganhou o 1º e 2º turno contra Serra em 2002. Perdeu o 1º turno de 2006 para Alckmin mas reverteu com folga a desvantagem no segundo turno. Dilma, em 2010, obteve no 1º turno praticamente o mesmo montante de votos de Lula em 2006, 1º turno, mas Serra não alcançou a mesma marca de Alckmin naquela ocasião – aliás, ficou muito aquém.

As únicas chances de Serra seriam a de uma virada espetacular em Minas Gerais e aprofundar o gradiente em São Paulo. No Sul a sorte já estava lançada, de certo modo. Em MG, Aécio declarou o que precisava ser declarado e está em campanha… no Nordeste. Quanto a SP, Alckmin ontem pousou para foto emblemática… com Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Geraldo já aprendeu que a vingança se toma gelada como champagne. Quem viver verá.

Como será este 2º turno dia 31 de outubro?

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Dos 30 milhões de eleitores (números arredondados), 5 milhões se abstiveram e, dos que compareceram, perto de 2 milhões votaram branco ou nulo. Desta feita, não penso que isso se altere, a não ser os brancos e nulos que podem aumentar – parte do eleitorado está irritado, tucanos viajam mais no feriado prolongado e acham que perdem.

Os 4,86 milhões de votos de Marina serão dispersos. Maioria previsivelmente para Serra em São Paulo – o PV anda com PSDB há muitos anos aqui. Mas não são votos “PV”. Foram protestos, encanto com a candidata, vontade de determinar um novo turno… Nada indica que Dilma não capte parcela importante deles. Afinal, houve uma reação tempestiva dos setores democráticos e progressistas em favor de Dilma, dada a maior politização do debate no segundo turno, mais a desastrada campanha de Serra (e a falta de alternativas).

É só um palpite: a campanha Serra, no início do ano, esperava tirar uma vantagem em SP de 4 a 6 milhões de votos, para compensar a força de Dilma no Nordeste. Fora de cogitação. Dilma obteve mais votos que Lula no 1º turno de 2006! Não tem por que não aumentar esse percentual.

Lula teve algo um mínimo de 8 e um máximo de 11,6 milhões de votos no Estado. Serra ou Alckmin tiveram um mínimo 5,6 e um máximo de 11,9 milhões de votos. Dilma já saiu com 8,7 milhões no 1º turno. Não creio que fique abaixo dos 11 milhões, nas marcas históricas de Lula. Nesse piso, descontadas possíveis abstenções, brancos e nulos, Serra chegaria no máximo a duplicar a diferença do 1º turno em São Paulo. Perderia nacionalmente.

É o que considero verossímil. São Paulo, seu povo, está vibrando na freqüência do Brasil, descontada a disputa política do próprio Estado. Quem sabe não chegarão juntos? Um palpite (in)feliz?

Levantar as bandeiras

O segundo turno entrou na fase derradeira. Cinco dias restam para confirmar uma provável vitória do campo popular, democrático e progressista.

A maior vitória política de 2010 será a do povo brasileiro ao conquistar o terceiro mandato progressista consecutivo no Brasil com a eleição de Dilma Rousseff. Ela venceu o primeiro turno com mais de 47% dos votos válidos e a confirmação do êxito eleitoral no turno final será feito extraordinário.

Se isso não se equiparar em termos simbólicos à eleição de Lula em 2002 e sua reeleição em 2006, alcançará e ultrapassará isso em termos políticos. Doze anos consecutivos progressistas no Brasil pelo voto é um feito jamais igualado em toda a vida republicana. Getúlio em 1951, seguido de Juscelino em 1955 e Jango em 1961 – assumindo como vice após a renúncia de Jânio Quadros que vencera as eleições de 1961 – foi período atribulado pelo suicídio de Getúlio, duas tentativas de golpe contra JK e a imposição de condições para Jango assumir e, posteriormente, o golpe militar.

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A bandeira bem alto, como sempre, nestes 88 anos em prol do povo trabalhador e do Brasil

Será sinal dos tempos. Sinal de que o Brasil e os brasileiros se põem de pé, altivamente, em busca de desenvolvimento soberano, bem estar e das liberdades, do respeito internacional e integração com seus parceiros sul-americanos. Simbolicamente, também, terá enorme significado societário eleger uma mulher: sinal de avanço civilizatório no país, primeira vez na história nacional.

A eleição não está ganha. Para o nosso campo, jamais as ganhamos nas pesquisas, embora já as tenhamos perdido para elas muitas vezes. Resta esta semana, mas o quadro hoje é mais favorável que ao início do segundo turno. Não só as pesquisas contratadas, mas o sentimento de que finalmente uma tendência está prevalecendo nas ruas, ligada aos rumos do país que se desenvolve a 7,5% aa. Ou, pelo outro lado da moeda, pela campanha impiedosa e inescrupulosa da oposição, que demonstra nada ter a oferecer em termos de debate para o futuro e afirmação da nação brasileira. Perderam na luta de ideias; perderão nas urnas, é o que se espera.

Neste segundo turno retomaram-se fios de ligação com o sentimento democrático, do pensamento avançado da academia e do mundo da cultura, dos democratas autênticos do país que sabem que só avançando economicamente e socialmente, com direitos para todo o povo, se pode falar em uma democracia maiúscula no Brasil. Só superando o maior apartheid, o das portas fechadas para o povo na universidade, na educação e na saúde, os da aposentadorias e salários dignos, se pode ter o sujeito garantidor da democracia que o próprio sujeito da nação. Basta de governos para poucos; o Brasil quer governo para todos, é o que disseram essas vozes, reforçando o time que já vinha conduzindo o governo Lula.

Nestas quatro semanas últimas, foi derrotada a despolitização imposta à campanha. O legado do governo Lula, as convicções da candidata Dilma e a formação de ampla frente política que sustentou o embate se conformaram mais definidamente. A tentativa de confinar a disputa a um pretenso enfrentamento entre PT e PSDB, além de ser um desserviço ao futuro governo Dilma, criou dificuldades políticas para a campanha, com uma polarização forçada e má para o país, apenas de interesse de quem pretendesse duopolizar o processo político brasileiro. Foi um fato que correspondeu mais aos interesses da oposição sem bandeiras, insuflada pela grande mídia monopolizada, erroneamente flertada por parte dos setores da campanha.

Dilma lançou seu programa de treze pontos compactos. Nele se compromete a dar “seguimento a um projeto nacional de desenvolvimento que assegure grande e sustentável transformação produtiva do Brasil”, para o país “crescer mais, com expansão do emprego e da renda, equilíbrio macroeconômico, sem vulnerabilidade externa e desigualdades regionais”,  “erradicar a pobreza absoluta e prosseguir reduzindo as desigualdades”, “expandir e fortalecer a democracia política, econômica e social”, bem como a “garantia irrestrita de liberdade religiosa, de imprensa, de expressão, pelo aprofundamento dos direitos humanos” e, na área social, garantir “educação para a igualdade social, cidadania e desenvolvimento”; a universalização da saúde de qualidade, através do SUS; e a valorização das cidades, com “habitação, saneamento, transporte e vida digna e segura para os brasileiros”.

É o projeto de toda uma geração de brasileiros, que não deixaram cair as bandeiras das mãos dos que foram ceifados pela ditadura militar. Remonta aos melhores momentos de avanço de nosso povo. Foi propiciado pela resistência e luta sem tréguas de todos os trabalhadores, jovens, mulheres, intelectuais, ao longo de décadas, extraindo das lutas sociais um projeto de nação, enriquecida com a experiência da esquerda brasileira, a da luta nacional e democrática, antiimperialista.

Nesta semana derradeira, mais que nunca se deve estar nas ruas, em múltiplas iniciativas de carreatas, manifestações, caminhadas, bandeiraços, e no convencimento final de que a vitória é possível, é necessária e será alcançada com o concurso de todos.

O PCdoB pode se orgulhar do que faz por essa vitória. Desde 1989 ajuda a construí-la.  Com firmeza, clareza e lealdade, sempre esteve nas primeiras filas do combate pelo Brasil que a maioria do povo quer. Justo é que se apresente perante o povo com esse patrimônio, fazendo tremular suas bandeiras, vermelhas e honradas, de norte a sul do país esta semana, em todas e cada uma das manifestações destes dias premonitórios. O Brasil vencendo, vencerão também os comunistas. O Brasil vencerá com Dilma, os comunistas vencerão com Dilma. Então, bandeiras em punho, tremulando nas mãos calejadas da militância aguerrida.

Decidir na politização: a sociedade brasileira quer o futuro

Pesquisas não decidem eleições. Particularmente para nosso campo, nunca ganhamos pelas pesquisas mas já perdemos eleições para as pesquisas. Portanto, todo tensionamento é necessário até o final do jogo. Uma partida dura, jogada abaixo da linha da cintura.

As coisas estão se assentando no segundo turno e explicitam que a ampla vitória de Dilma no primeiro turno não foi circunstancial, mas ligada a movimentos profundos da sociedade que devem confirmar sua eleição dia 31. Mas é de reconhecer que a candidatura de Serra havia recebido “a visita inesperada da saúde”, própria de pacientes em estado grave que, de repente, melhoram e animam a família (no caso a torcida).

Isso porque nada mudou na sua campanha, a não ser o improviso de uma espécie de terceiro estágio de estratégia eleitoral, que só acentuou a pândega que foi sua orientação em todo o período de preparação de sua candidatura. Quer dizer, em termos de ideias e não só política e eleitoralmente, Serra vai perder sem deixar sequer uma ideia para o futuro do país. Para quem esperava do “mais preparado” algo mais que isso, realmente frustrante. Estrategicamente ele se situou mal.

O apelo exacerbado ao “respeito à coisa pública” ou alegações de que o PT ou Lula “comprometem a democracia no país” é falso e forçado. Não convencem o eleitorado porque trata de uma realidade que não é apanágio deste ou daquele partido. A “coisa pública”, a esta altura, invoca uma reforma política democratizante. Se é verdade que os mecanismos judiciais se apertaram e aperfeiçoaram, não solucionam o problema sem alterar o mecanismo político – fortalecimento dos partidos políticos, mediante financiamento público exclusivo de campanha e, melhor, voto em listas partidárias. A parte mais importante das denúncias destes últimos anos atingiram PT e igualmente o PSDB. Inclusive agora, com episódios obscuros como o de Paulo de Souza e Amauri Jr…

Quanto à democracia imperante no país aprofundou-se sob o governo Lula – não houve nenhum massacre nesses anos e nenhuma manifestação recebida a cassetetes, vigendo a mais completa liberdade de a imprensa informar e manipular a opinião pública. Todos os setores sociais estiveram incorporados ao projeto do governo. Ademais, ninguém da oposição – ninguém! – pode dar lições de democracia à candidatura Dilma.

Serra se vai, assim, sem deixar legado. Dilma ganha, mas Serra perde não apenas eleitoralmente. Poderia ter pelo menos posto a oposição de pé, que não fosse à base de questões requentadas e principalmente não agredisse o profundo sentimento democrático que anima o campo Lula. Deixou de olhar pro futuro porque não compreendeu o que se passou no país nestes últimos anos. A oposição vai ter que se reinventar, e será sem Serra. FHC já está no armário. Principalmente, recriar ideias para o país, à luz das transformações já efetuadas nestes oito anos de Lula. Dilma, vencendo, consolida a noção de que um novo Brasil nasceu e avança.

Enfim, para concluir, comicamente, como foi esta campanha da oposição, optei por estas fotos…

Transfomismo regressivo

Sobre o candidato Serra, é o caso de dizer que se tornou um satélite artificial (do lulismo) que era de lata e faz puro papelão, num parasitismo político de quem faz cálculo finório das conveniências pessoais, um personagem errático que faz mistificação marqueteira, numa intolerável e rudimentar tentativa de passa-moleque político que desrespeita os eleitores.

Calma! As palavras não são minhas. Vamos recordá-las:

“A tentativa do tucano José Serra de se associar a Lula na propaganda eleitoral [foi] mais um sinal da profunda crise vivida pela oposição

“… Fatores imprevisíveis, como se sabe, são capazes de alterar o rumo de toda eleição. Não há como negar, portanto, chances teóricas de sobrevida à postulação tucana.
“… A situação já era desesperadora. .. O principal candidato de oposição ao governo Lula tenta aparecer atrelado… ao próprio Lula… O tucano também se lança rumo à órbita de Lula, como um novo satélite artificial; mas o que era de lata se faz…puro papelão. Num cúmulo de parasitismo político… A sem-cerimônia dessa apropriação extravasa os limites, reconhecidamente largos, da mistificação marqueteira.
“A infeliz jogada se volta… contra o próprio PSDB, e toda a trajetória que José Serra procurou construir como liderança oposicionista.

“… Em vez de um político disposto a levar adiante suas próprias convicções, o que se viu foi um personagem errático, não raro evasivo, que submeteu o cronograma da oposição ao cálculo finório das conveniências pessoais, que se acomodou em índices inerciais de popularidade, que preferiu o jogo das pressões de bastidor à disputa aberta.
“Não é (para) tripudiar … Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista.

“Numa rudimentar tentativa de passa-moleque político, Serra desrespeitou não apenas o papel, exitoso ou não, que teria a representar na disputa presidencial. Desrespeitou os eleitores, tanto lulistas quanto serristas”.

O órgão aludido foi a Folha de São Paulo, 21 de agosto de 2010. O editorial (principal) chamou-se “O avesso do avesso”. Não faz dois meses.

O que é mais grave e que me leva a recordar o dito, é que na ocasião ainda não estava explicitada a outra perna dessa estratégia. Refiro-me à covarde e antidemocrática tentativa de agredir moralmente a adversária, pelos subterrâneos, navegando nas águas turvas de um obscurantismo alheio à índole de nosso povo e da disputa eleitoral. Serra precisará arcar perenemente com a responsabilidade por esse rumo. Que me recorde, Sarah Palin fora escalada para esse papel contra Obama. Não tenho melhores adjetivos que a Folha, e se os tivesse, seria penoso. Serra foi um cara altamente regressivo na presente campanha e deixará prostrada a oposição com sua derrota provável. Lastimável epitáfio para uma biografia política. Que perca dia 31 é a mais conseqüente resposta a esse transformismo.

Epitáfio para uma biografia política

Confesso que errei. Logo após o 1º turno apreciei a situação da disputa de forma unilateral (http://www.waltersorrentino.com.br/2010/10/07/dilma-x-serra-projetos-e-valores/). Abri a matéria assim:

“O oito anos de governo de FHC voltam ao proscênio. É a nova estratégia da oposição para o segundo turno. Não é crível que a oposição pense em vencer a partir do legado de FHC; ele próprio reconheceu que “as chances de Serra são mínimas”. Mais crível é a tentativa de soerguer a oposição para o futuro. Ela foi superada nas urnas – ao governo, senado e câmara dos deputados. Simbolicamente, muitas de suas lideranças mais expressivas tiveram negada a reeleição. E ficou sem bandeira a apresentar na campanha de Serra.”

Era esperar demais que a oposição tivesse essa coragem e descortino ou sentimento de nação, de comparar projetos. Sim, porque isso valorizaria o debate político.

O que se viu, ao contrário, foi o afloramento de miasmas pútridos, que foram plantados nos subterrâneos da política, visando atingir Dilma Rousseff do ponto de vista pessoal. Não bastavam as acusações de “escândalos”, era preciso uma avalanche de falsidades imputando à candidata questões morais relacionadas à lei brasileira do aborto, valores religiosos, opções e direitos sexuais. Tentou-se mobilizar o mais profundo sentimento cristão que é uma marca dos brasileiros, visando alimentar o ódio.

Uma usina funcionou no primeiro turno, e agora está produzindo à exaustão acusações abaixo da linha da cintura contra a pessoa de Dilma. São dezenas de mensagens inescrupulosas, diariamente, invadindo o espaço da internet. Uma marcha “contemporânea” da família com deus, a tradição e a propriedade, captando incautos, manipulando descaradamente a religião.

Não se pode deixar de responsabilizar José Serra e sua campanha por essa situação. Na superfície, ele armou a campanha com mensagens habilmente manipuladoras, de união acima dos partidos, reposição salarial, suposto preparo. Por baixo, a campanha suja. Amarrando tudo, a grande mídia paulista mais Globo, ora assoprando ora fazendo hipocrisia com as denúncias.

A disputa eleitoral é dura sim, o sistema de oposição é poderoso e medonhamente odiento. Serra recebeu uma “visita inesperada da saúde”. Dilma leva vantagem mas, como é mais frequente nesses casos de segundo turno, há um maior equilíbrio entre os pólos. Está mais comprovado ainda hoje que Serra não tem como sustentar um debate de projetos: sua pregação já mudou três vezes nesta campanha e, a julgar pelo subterrâneo, só resta apelação ao ódio anti-Dilma.

Mas onde errei foi em imaginar a possibilidade de debater no segundo turno um projeto de nação pensando que a oposição visasse a aproveitar a campanha para se “soerguer para o futuro”. A ilusão no caso foi minha. Com uma campanha assim Serra se mostra por inteiro: um obcecado pelo poder pessoal, inescrupuloso e manipulador. Não está pensando no futuro da oposição, é um Cortez ateando fogo às naus, tudo por seu projeto pessoal.

A oposição não se porá de pé com essa campanha. Com a possível derrota a oposição terá outro nome e endereço e vai ter que recomeçar tudo de um outro ponto. Vai ter que se livrar do legado de Serra de tentar dividir a nação e o povo com o ódio, o que será eternamente lembrado. Nesse sentido o rumo da campanha de Serra é um epitáfio inglório para um tipo de oposição e para sua própria biografia.