Discurso de vitória de Dilma Rousseff

dilma rousseff 27-10-2014

“Meus amigos e minhas amigas, chegamos ao final de uma disputa eleitoral que mobilizou intensamente as forças do nosso país. Como vencedora destas eleições históricas, tenho simultaneamente palavras de agradecimento e conclamação.

Agradeço ao meu companheiro de chapa e de todas as horas, meu vice Michel Temer. Agradeço aos partidos políticos e sua militância que sustentaram a nossa aliança e foram decisivos para a nossa vitória.

Agradeço a cada um e a cada uma dos integrantes desta militância combativa que foi a alma, que foi a força desta vitória. E agradeço sem exceção a todos os brasileiros e brasileiras.

Eu faço um agradecimento do fundo do meu coração ao militante número 1 das causas do povo e do Brasil, o presidente Lula.

Conclamo, sem exceção, a todas as brasileiras e a todos os brasileiros para nos unirmos em favor do futuro de nossa pátria, de nosso país e de nosso povo.

Não acredito, sinceramente, do fundo do meu coração, que essas eleições tenham dividido o país ao meio. Entendo, sim, que elas mobilizaram ideias e emoções as vezes contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca de um futuro melhor para o país.

Em lugar de ampliar divergências, de criar um fosso, tenho forte esperança de que a energia mobilizadora tenha preparado um bom terreno para construção de pontes.

O calor liberado no fragor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil.

Com a força deste sentimento mobilizador, é possível encontrar pontos em comum e construir com eles uma primeira base de entendimento para fazermos o nosso país avançar.

Algumas vezes, na história, resultados apertados produziram mudanças mais fortes e mais rápidas do que vitórias muito amplas.

É esta a minha esperança. Ou melhor: a minha certeza do que vai ocorrer a partir de agora no Brasil.

O debate das ideias, o choque de posições podem produzir espaços de consensos capazes de mover nossa sociedade nas trilhas de mudanças que tanto necessitamos.

Minhas primeiras palavras são, portanto, de chamamento à paz e a à união. Nas democracias maduras, união não significa necessariamente unidade de ideias, nem ação monolítica conjunta. Pressupõe, em primeiro lugar, abertura e disposição para o diálogo.

Esta presidente aqui está disposta ao diálogo. E é este o meu primeiro compromisso do segundo mandato: diálogo.

Minhas amigas e meus amigos, toda eleição tem que ser vista como uma forma pacífica e segura de mudança de um país. Toda eleição é uma forma de mudança. Principalmente, para nós que vivemos em uma das maiores democracias do mundo.

Quando uma reeleição se consuma, ela tem de ser entendida como um voto de esperança dado pelo povo na melhoria do governo. Voto de esperança é o que é uma reeleição, muito especialmente na melhoria dos atos de quem vinha governando.

Eu sei que isso é o que o povo diz quando reelege um governante. Foi o que escutei nas urnas.

Por isso quero ser uma presidenta muito melhor do que fui até agora. Quero ser uma pessoa ainda melhor do que tenho me esforçado por ser.

Este sentimento de superação deve não apenas impulsionar o governo e a minha pessoa, mas toda a nação.

O caminho é muito claro: algumas palavras e temas dominaram esta campanha. A palavra mais repetida, mais dita, mais falada, mais dominante foi mudança. O tema mais amplamente invocado foi reforma.

Sei que estou sendo reconduzida à presidência para refazer as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige.

Naquilo que meu esforço, meu papel e meu poder alcança, podem ter certeza, eu estou pronta a responder esta convocação.

Direi sim a este sentimento que vem do mais profundo da alma brasileira, sei da força e das limitações que tem qualquer presidente. Sei também do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o farei.

A minha disposição mais profunda é liderar da forma mais pacífica e democrática este momento transformador. Estou disposta a abrir um grande espaço de diálogo em todos setores da sociedade para encontrarmos as soluções mais rápidas para nossos problemas.

Minhas amigas e amigos, entre as reformas, a primeira e mais importante deve ser a reforma política.

Meu compromisso, como ficou claro durante toda a campanha, é deflagrar esta reforma que é a responsabilidade constitucional do Congresso, que deve mobilizar a sociedade por meio de um plebiscito.

Como instrumento desta consulta popular, o plebiscito, nós vamos encontrar a força e a legitimidade exigida neste momento de transformação para levarmos à frente a reforma política.

Quero discutir este tema profundamente com o novo Congresso Nacional e toda a população brasileira.

Tenho certeza que haverá interesse de todas as forças ativas na nossa sociedade para abrir a discussão e encaminhar as medidas concretas. Quero discutir igualmente com todos movimentos sociais e as forças da sociedade civil.

Quando cito a reforma política, não significa que eu não saiba a importância das demais reformas, que temos também a obrigação de resolver.

Tenho um compromisso rigoroso também com o combate à corrupção. Fortalecendo as instituições de controle e pondo mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade que é a protetora da corrupção.

Ao longo da campanha, anunciei medidas que vão ser muito importantes para que a  sociedade brasileira enfrente a corrupção e acabe com a impunidade.

Promoverei ações localizadas, em especial na economia, para retomarmos nosso ritmo de crescimento, continuar garantindo os níveis altos de emprego e assegurando também a valorização dos salários.

Vamos dar mais impulso à atividade econômica e aos setores, em especial o setor industrial. (…) Seguirei combatendo com rigor a inflação e avançando no terreno da responsabilidade fiscal.

Vou estimular o mais rápido possível o diálogo e a parceria com todas as forças produtivas do país. Antes mesmo do início do meu próximo governo, eu prosseguirei nesta tarefa.

Mais que nunca é hora de todos nós acreditarmos no Brasil e ampliarmos nosso sentimento de fé nesta nação incrível que temos o privilégio de pertencer e a responsabilidade de fazer cada vez mais próspera e mais justa.

O Brasil, este nosso querido país, saiu maior desta disputa e eu sei da responsabilidade que pesa sobre os meus ombros, vamos continuar construindo um Brasil maior, mais inclusivo, mais moderno e produtivo.

O país da solidariedade e das oportunidades, o Brasil que valoriza o trabalho e a energia empreendedora. O Brasil que cuida das pessoas com um olhar especial para as mulheres, os negros e os jovens. Um Brasil cada vez mais voltado para a educação, para a cultura, ciência e inovação.

Vamos nos dar as mãos e avançar nesta caminhada que vai nos ajudar a construir o presente e o futuro.

O carinho, o afeto e o amor que recebi nesta campanha me dão energia para seguir em frente com muito mais dedicação.

Hoje, estou muito mais forte, mais serena, mais madura para a tarefa que vocês me delegaram.

Brasil, mais uma vez, esta filha tua não fugirá da luta. Vive o povo brasileiro!”

(Dilma Rousseff em 27/10/2014, após divulgação dos resultados – 51,64%para Dilma x 48,36% para Aécio)

Fonte: exame.com

AOS NAVEGANTES DA CAUSA POPULAR

Dia lindo em todo o Brasil. A primavera luminosa foi confirmada e anuncia o verão. É promessa de vida em nossos corações.

Segue o ciclo progressista em nossas terras, lançando influência em todo o ambiente internacional.

O ambiente se estende à América Latina, ancorado na quarta vitória popular à Presidência do Brasil. A Pátria Grande segue como promessa de presente e futuro. Também na Bolívia, logo mais no Uruguai e Argentina, que se somam ao Equador e Venezuela, e outros mais na América Central.

A afirmação nacional, democrática e popular no Brasil é o eixo da vitória e das responsabilidades do novo governo Dilma.

A democracia jamais pode ser desligada do progresso social e dos interesses nacionais. A inclusão de todo o povo brasileiro à grande gesta nacional, com igualdade de oportunidades para a maioria social e diminuindo as diferenças regionais, é a base para uma democracia substantiva, de maior participação popular, e a alavanca para uma economia mais poderosa frente ao mundo em crise.

A mulher de coração valente se mostrou destemida, não se dobrou e apontou com maestria e coragem novos passos para seguir adiante na obra iniciada há doze anos.

Foi uma vitória sem tergiversações. Para apontar a reforma política democrática mobilizada pela participação da sociedade mediante um plebiscito e para pôr fim à impunidade, que induzem à corrupção; para promover as reformas estruturais, entre as quais a de regular economicamente os meios de comunicação, nos termos da Constituição; para prosseguir a obra do crescimento e desenvolvimento econômico soberano e seguir integrando os interesses dos países da América Latina; para, enfim, prosseguir no desenvolvimento humano de todos os brasileiros, e não apenas dos 30% da ex-pirâmide, hoje losango, social brasileira.

Uma vitória maiúscula. Da qual o PCdoB, mais uma vez, foi protagonista de primeira hora.

Viva Dilma, viva o povo brasileiro, viva o Brasil!

​A polarização política e o ódio de classe

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É a hora de onça beber água, logo durante o racionamento em São Paulo, fruto de desinvestimentos e falta de planejamento? Onça não vai beber água em São Paulo.

Certas coisas são difíceis de engolir. Ridículas, como as de Arnaldo Jabor, dizendo que é a hora de onça beber água, logo durante o racionamento em São Paulo, fruto de desinvestimentos e falta de planejamento. Onça não vai beber água em São Paulo. Sérias, outras. Alberto Goldman completou uma travessia transformista. Deu-se ao desrespeito democrático, a la UDN, que Dilma não terá condições de governar, se vitoriosa. Chega a um clima odiento.​

Prega-se, de diferentes modos, que “a campanha do PT promove a agressão e o ódio”. Atentemos para isso. Ninguém foi mais agredida e combatida, por pensamentos, palavras e obras, que Dilma Rousseff durante os últimos 3 anos de mandato. Cotidianamente. Duramente. Despudoradamente. Ela foi escrutinada todos os dias durante esse período, e isso foi exacerbado na campanha. Enfrentou até mesmo uma aposta contra o país, com que setores financistas e da mídia monopolizada deram as costas aos interesses nacionais mais uma vez e destilaram preconceitos sociais terríveis.

Quem apostou no “quanto pior, melhor” não foi a oposição? Quem protagonizou a fantástica demonstração de má-educação e reacionarismo político que os manifestantes na Arena Corinthians na abertura da Copa Mundial (aliás, ontem à noite, repetiram o dito nas ruas em frente à PUC)? ​Então, quem pregou o ódio?

Até o jornalista Fernando Rodrigues, inadvertidamente (?), chega a dizer que as políticas sociais “do PT” são uma vitória mas, ao mesmo tempo, “uma derrota por ter resultado numa divisão política perversa”. Barbaridade: a divisão perversa então não teria sido produzida por décadas e séculos de concentração de renda, exclusão, falta de direitos para as maiorias sociais? Foi “o PT” e nós da esquerda quem promovemos essa situação social?

Aécio só se sustentou, na reta final, explorando o antipetismo, fruto de ​grandes ​interesses comprometidos​ com governos oriundos de forças populares​, cevado em três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais, ressentido. ​I​nstil​a ódio​ e incuba o ovo da serpente​. O resto é discurso tão “edificante” quanto vazio para enfrentar o essencial: a obra por maior igualdade social e regional, com desenvolvimento e afirmação nacional.

Deviam compreender, eles todos, que essa é a raiz da polarização política brasileira, que transcende os partidos políticos. E que não seria obra rápida promover o resgate histórico dessa situação. Ela precisa enfrentar mais de oito décadas, desde a modernização do país, em que não se consagraram direitos universais para integrar o povo brasileiro à gesta nacional. Esse é o ciclo progressista da América Latina que precisa permanecer e depende de modo fulcral dos resultados de domingo próximo.

Devia se prestar mais atenção ao que disse Leci Brandão, no ato dos intelectuais no TUCA em apoio a Dilma: ”essa gente precisa ser avisada de que a escravidão acabou”.

Luta renhida, Dilma valente e clara – o debate na BAND

“…Dilma ostenta marca indelével de nunca ter sido processada, ou se mancomunado ou omitido perante mal-feitos com o dinheiro público, jamais ter cometido improbidades administrativas. Todos reconhecem isso. Ao passo que Aécio, em 30 anos de vida pública, cevada no bem-bom, responde por nepotismo, improbidades e a imoralidade de ter desapropriado terreno da família para produzir um aeroporto e, assim, valorizar o patrimônio. Agora, terá que esclarecer a questão das verbas publicitárias para as rádios mineiras, caso que vem cheirando mal. Por isso, Dilma pode perguntar, na moral: “Onde estão os envolvidos com o caso Sivam? Todos soltos. Os envolvidos com a compra de votos da reeleição? Todos soltos. Os envolvidos na Pasta Rosa? Todos soltos. Os envolvidos no caso do mensalão tucano mineiro? Todos soltos. O que eu não quero é isso, candidato. Eu quero todos aqueles culpados presos”.”

 

Debate na Band dia 14 de outubro entre Dilma Rousseff e Aécio Neves

Debate na Band dia 14 de outubro entre Dilma Rousseff e Aécio Neves

Dilma no debate da BAND foi ao nervo do que está realmente em jogo neste segundo turno: dois campos opostos ao longo de nossa história, dois projetos antagônicos quanto aos rumos para a afirmação nacional e democrática do país e para aprofundar o desenvolvimento socialmente inclusivo, alcançado pela primeira vez na história brasileira a partir de 2003. Isso infere a autonomia na inserção internacional do país (embora isto compareça pouco aos debates), emprego e renda para os que vivem do trabalho como fatores nos quais não se mexe “nem que a vaca tussa”, inclusive como alavanca para o crescimento econômico; e manter, em chave realista, a estabilidade da economia (e não apenas da moeda).

 

Ela avançou propostas para um novo ciclo de mudanças, ressaltando fundamentos morais da igualdade de oportunidades para todos os brasileiros e o fim da impunidade. Apontou para o fortalecimento dos serviços públicos universais – saúde, educação, segurança, mobilidade urbana –, a reforma política com o fim do financiamento privado de campanhas – fonte essencial da corrupção – e, até, a regulação econômica dos meios de comunicação hoje monopolizados.

 

A campanha Dilma tem aderência com a realidade da sociedade e da população a partir dos avanços sociais alcançados, notórios e famosos em todo o mundo – emprego, salários, distribuição de renda, maior igualdade social e regional, políticas para o crescimento econômico. As dificuldades atuais geradas pela maior crise capitalista dos últimos 80 anos serão superadas, afirma ela, mas sem mexer nos fundamentos e conquistas já alcançadas. Nada de “tesouras” nos direitos sociais.

 

A candidatura Aécio só tem aderência ao real pondo em pauta economia e corrupção. O resto é lantejoula marqueteira, que o leva a excessos de ironias, vitimização com os desmascaramentos produzidos pela campanha Dilma, e a proclamar repetidamente “A Grande Verdade, Candidata”, que beiraram o ridículo.

 

Na economia, a trajetória tucana não o ajuda, muito menos quando invoca preocupações sociais. A obra pregressa de FHC, o servilismo de Armínio Fraga a um receituário antinacional e antissocial, não lhe dão apelo. O próprio governo de Aécio em MG foi julgado nas urnas: ele perdeu para Dilma. Por isso o mantra dele: “vou dar continuidade ao que deu certo de Lula e Dilma”.

 

Quanto à corrupção, Aécio busca cavalgar um sentimento de saturação com as denúncias. De modo muito típico, transforma num cavalo de batalha o antipetismo de direita, já clássico no país, e captura o antipetismo “de esquerda”, que Marina tentou empolgar. O fato de isso conduzir a um espetáculo deprimente para a política brasileira, com o transformismo político da historicamente respeitável legenda do PSB, e mais a adesão de Marina a Aécio, mostra que longe de uma “nova política”, estamos perante mais um passo na degradação da política. A serviço da direita.

 

Eis que, mesmo nesse terreno, Dilma ostenta marca indelével de nunca ter sido processada, ou se mancomunado ou omitido perante mal-feitos com o dinheiro público, jamais ter cometido improbidades administrativas. Todos reconhecem isso. Ao passo que Aécio, em 30 anos de vida pública, cevada no bem-bom, responde por nepotismo, improbidades e a imoralidade de ter desapropriado terreno da família para produzir um aeroporto e, assim, valorizar o patrimônio. Agora, terá que esclarecer a questão das verbas publicitárias para as rádios mineiras, caso que vem cheirando mal. Por isso, Dilma pode perguntar, na moral: “Onde estão os envolvidos com o caso Sivam? Todos soltos. Os envolvidos com a compra de votos da reeleição? Todos soltos. Os envolvidos na Pasta Rosa? Todos soltos. Os envolvidos no caso do mensalão tucano mineiro? Todos soltos. O que eu não quero é isso, candidato. Eu quero todos aqueles culpados presos”.

 

Para ser mais explícita, Dilma chamou de golpe a tentativa canhestra, mas criminosa, de a Justiça vazar seletivamente áudios e vídeos de depoimentos de um criminoso confesso, sem provas, milimetricamente calculados para o início do segundo turno. A atitude atual dos meios de comunicação monopolizados, sempre funcionais aos interesses financeiros – que festejam como abutres ganhos criminosos na Bolsa a cada ponto de pesquisa na disputa presidencial entre Dilma e Aécio – vão somados mais uma vez à ação de setores do aparato de Estado brasileiro que se põem em campanha aberta contra Dilma presidenta da República. O fenômeno é velho, a escala é nova quanto à desfaçatez: situação de se fazer sentirem  ingênuos os golpistas de Carlos Lacerda, UDN e República do Galeão, que levaram ao suicídio de Getúlio Vargas.

 

Aécio fazer-se de vítima, invocando também a Marina, pelo enfrentamento direto que lhes moveu Dilma em campanha, é risível. Até os vermes do planeta sabem que ninguém, absolutamente ninguém, é mais atacada permanentemente do que Dilma nestes últimos anos. “Desconstrução” é pouco para caracterizar isso, mais justo falar em tentativa de trucidamento.

 

Os que vivem de seu próprio trabalho têm muito a refletir sobre presente e futuro, defendendo as conquistas alcançadas. É mais uma disputa de caminhos que de personalidades. A mensagem de Aécio sempre pode capturar incautos, ingênuos e oportunistas. Mas sabe-se também que a esperteza quando é muita, engole o dono. Dilma respondeu-lhe na ofensiva em todos os blocos do debate, e em alguns momentos, encurralou-o, como foi o caso ao defender firmemente as políticas contra a violência contra a mulher implantadas pelos governos Lula e Dilma.

 

 

Flavio Dino está literalmente nos braços do povo

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Nas duas últimas jornadas desta linda campanha nas ruas, hoje em São Luis, Flavio Dino está literalmente nos braços do povo.  O que se vê nas ruas se expressa nas pesquisas: as duas últimas apontam algo em torno de 60% ou mais dos votos válidos, o que se equipara aos índices de Dilma no Estado. Por todo lado desponta a campanha de Flávio, com ampla base de sustentação e que a cada dia recebe mais adesões, além daquelas que sustentaram a campanha Flávio-Dilma, predominante no visual da cidade.

 

Acresce a isso a barafunda do adversário. A governadora protagonizou lance estranho para uma autoridade, que foi o de alegar ter gravado uma conversação privada, pelo celular, de seu (ex?)-aliado, o presidente do TCE, Min. Edimar Cutrim. Este, processado pelo teor da gravação para ser demitido do cargo, entrou também com ação contra a arapongagem de que se diz vítima. Apesar de todas as provocações contra a campanha Flávio Dino que marcaram a ampanha, o fato é que a defensiva e dissensão se instalou no campo do seu adversário.

 

A onda vermelha se avolumou em todo o Estado. “O povo cansou”: esse parece ser o espírito da grande maioria quanto ao  estado de coisas imutável na política do Estado. Até o mais simples cidadão decodifica os gestos do grupo dominante como manobras, falta de escrúpulos e desespero.

 

Foi nesse ambiente que cevou a candidatura de Flávio Dino. Unindo amplas forças de sustentação para combater a oligarquia, com clareza para interpretar o sentimento de mudança e uma gama de propostas programáticas sob a bandeira de “Um Maranhão para Todos”.

 

Até domingo à noite não há relaxamento. Votar e estimular o voto dos indecisos, fiscalizar a votação e a apuração, manter a campanha nas ruas e um forte contingente jurídico para desarmar tramoias costumerias da oligarquia, são as questões na boca e sentimento de cada um na campanha.

 

Domingo poderá ser a redenção política deste povo valoroso e valente, que quer estar alinhado com as conquistas alcançadas com os governos Lula e Dilma, anseia pelo progresso, direitos e modernidade. Uma página marcante da história política do Estado está sendo escrita, mas também de todo o Brasil, orgulhando as forças que a capitaneou. Será também um marco luminoso da trajetória desse líder, Flávio Dino, como o primeiro governador eleito pelo mais antigo e permanente partido político deste país.