Flávio Dino empolga ainda mais na reta final

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Reta final de campanha de grandes expectativas no Maranhão. Flávio Dino vem consolidando em todas as pesquisas o favoritismo absoluto, que encerraria as eleições no primeiro turno. Ele e Dilma alcançam índices da ordem de até 60% das preferências. Mas nada é deixado ao acaso na sua campanha. Ao contrário. Um frêmito percorre a militância da campanha e das forças políticas aliadas a Flávio Dino. Não há “já ganhou” que desmobilize a campanha até o instante final.

O último debate de TV, ontem, marcou um grande tento para ele, notoriamente mais preparado, ágil e motivado que seu principal concorrente. Os temas de saúde, segurança, mobilidade urbana, saneamento foram sobejamente capitaneados por Flávio Dino, com conhecimento de causa e domínio das possibilidades de realmente implantar os programas necessários com apoio federal.

Enquanto isso, Lobão Filho esteve na defensiva e surpreendentemente se pôs no papel de vítima. Afirmou com ênfase não poder responder pelo governo atual, do clã Sarney, que o lançou candidato. Mas, como ativo político, precisou defender as “realizações” desse governo, cujos índices de desaprovação estão em 60%, numa esquizofrenia política poucas vezes vista. Restou-lhe atacar como “irrealizável” o programa apresentado por Flávio Dino, “um Maranhão para todos nós”, e atacar com inverdades a trajetória política de Flávio Dino. Não lhe coube bem o papel de vítima, como um Golias travestido de Davi, pois é notório integrande da elite do Estado, senador pelo campo sarneysista, filho de ex-governador, milionário com pouca afinidade com o povo, elite cuja marca principal é governar para poucos, para os “seus”. A campanha de Edson Lobão arca, assim, com toda a irreprimível vontade de mudança após quase seis décadas de domínio oligárquico no Estado.

Quanto ao programa de TV, os dois últimos de Flávio Dino foram empolgantes. Deram fecho a uma saga iniciada no primeiro programa, com a Carta aos Maranhenses, emblemática e emocionante, firme e propositiva, cavalgando o anseio de mudança. O enredo se fechou com milhares de cartas dos maranhenses a Flávio Dino, com a grande esperança que ele semeou na campanha e o candidato levado nos braços do povo por onde quer que ande.

Restam estes últimos dias num Estado cujas campanhas costumam ser marcadas pela falta de escrúpulos. Mas com o anseio presente nas ruas, e a atenção do comando de campanha de Flávio Dino, uma poderosa ação de fiscalização da votação e apuração está sendo preparada, com milhares de voluntários, advogados, lideranças políticas e populares que acorrem de todos os lados. As medidas jurídicas garantirão a presença da Força Nacional para dar segurança ao pleito em 17 municípios, e o TRE vai indicar um juiz e um promotor para cada uma das zonas eleitorais. A garantia maior é do povo, da vontade de abrir um novo tempo para esse Estado de grandes riquezas, mas favorecendo desta vez o desenvolvimento humano para beneficiar esse povo orgulhoso e combativo.

Agora o candidato faz suas últimas incursões a 8 municípios da região de Balsas e, amanhã, a Imperatriz. Depois, concentra-se na São Luis, com carreatas e corpo a corpo. Toda a batalha da comunicação, mobilização do voto e fiscalização segue intensa. Não há zona de conforto para ninguém na campanha. A ordem é batalhar até o último instante pela vitória consagradora.

As próximas contendas com Marina

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Esta eleição presidencial não deu ainda o devido valor à política externa brasileira. O Brasil se tornou ator relevante em matéria internacional e os caminhos de inserção soberana ou subordinada no mundo faz parte do projeto que está em debate. Necessariamente, vai comparecer no segundo turno. Vejam aqui o que noticiaram El País e VALOR sobre a conduta da candidata Marina Silva nesse terreno.

 

Voltarei à questão em breve. Um país global trader, com um mercado interno forte e sustentável, uma cadeia industrial de porte, não pode ser tratado como economia reflexa ou complementar dos países ditos centrais.

 

El país, Joan Faus Washington 27 SEP 2014  http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/27/politica/1411769182_291627.html

 

Candidatura de Marina aposta na aproximação com os Estados Unidos

Coordenador do PSB defende “esforços” por um tratado comercial entre Washington e Brasília

A candidatura de Marina trouxe nesta sexta-feira a Washington seu discurso de mudança em meio à acirrada campanha presidencial brasileira. Maurício Rands, um dos coordenadores do programa da candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), defendeu uma atitude “mais construtiva” do Governo brasileiro para com os Estados Unidos e a promoção de medidas que atraiam mais investidores estrangeiros ao gigante sul-americano. Nem o lugar nem o contexto eram casuais. Rands participou de um colóquio em um fórum empresarial em um momento em que as relações entre Washington e Brasília ainda não recuperaram de todo a confiança abalada há um ano pela revelação de que os EUA espionaram a presidenta brasileira Dilma Rousseff.

O coordenador conhece bem a realidade norte-americana. Durante seu período como deputado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), entre 2003 e 2012, fez parte do grupo Brasil-EUA e levou à Câmara um projeto para eliminar a dupla tributação entre os dois países. Nesse período visitou os EUA. Também visitou o país durante o ano e meio – até que se demitiu de todos seus cargos e deixou o PT, em 2012 – em que foi secretário de governo do estado de Pernambuco, no executivo de Eduardo Campos. O ex-governador era o candidato do PSB nas eleições de 5 de outubro, mas sua morte em agosto levou Marina, até então candidata a vice, a substituí-lo.

Com essa bagagem, Rands levou a mensagem de “mudança de atitude” de Marina a um público de peso reunido no Conselho Empresarial EUA-Brasil, integrado por representantes de grandes empresas de ambos os países e de órgãos do Governo Obama, com quem não tinha prevista nenhuma reunião durante sua visita.

Rands fez um discurso conciliador na esfera diplomática e próximo das demandas da comunidade empresarial norte-americana com interesses no Brasil. A maior delas é a promoção de um tratado de livre comércio entre a primeira e a sétima economia mundial, cujo intercâmbio comercial não parou de crescer nos últimos anos. O ex-deputado apostou em “esforços” para chegar a esse tratado, admitiu que não seria simples, mas se mostrou confiante de que uma nova liderança em Brasília o facilitaria.

Rands falou de uma “margem” ampla de avanço nas relações entre os dois gigantes. Traçou paralelismos entre Obama e Marina. “As duas campanhas eram sobre mudança e esperança”, destacou depois à imprensa, antes de lembrar que a candidata do PSB seria a primeira presidenta negra do Brasil, como Obama foi nos EUA. E, embora tenha dito que entende o mal-estar de Dilma com o escândalo de espionagem, pediu “maturidade” para recompor as relações com Washington.

No terreno econômico, lembrando pontos do programa de Marina, defendeu a simplificação de impostos, a eliminação da burocracia e, de modo geral, maior abertura da economia brasileira, que tem perdido impulso nos últimos anos. No campo diplomático, disse que, se for eleita presidenta, a ex-líder ambientalista impulsionaria uma política externa “muito aberta” porque o Brasil pode desempenhar um “papel maior” nas grandes questões mundiais, mais distanciado do multilateralismo de Dilma e propenso a acordos regionais e bilaterais.

Nesse sentido, lamentou que Dilma, em seu discurso de quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, parecesse “mais preocupada” com assuntos domésticos que globais. Criticou que o Brasil não tenha aderido aos “esforços” contra o terrorismo internacional, mas evitou especificar se se referia à coalizão contra o Estado Islâmico. Apesar da nova retórica, contudo, insistiu na necessidade de uma reforma nas organizações de governança mundial para dar acesso às nações emergentes e admitiu que o papel global do Brasil é limitado.

26/09/2014 – http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3712428/coordenador-de-marina-rands-defende-aproximacao-comercial-com-eua#ixzz3EcIPGZ2N

 

Coordenador de Marina, Rands defende aproximação comercial com EUA

 

Por Ana Luiza Farias, para o Valor

 

WASHINGTON  –  O coordenador da campanha de Marina Silva (PSB), Maurício Rands, defendeu nesta sexta-feira uma maior aproximação comercial com os Estados Unidos. “O Mercosul está estagnado”, afirmou, ao dizer que é preciso “mudar a atitude geral”.

“O Brasil era muito focado em multilateralismo, mas não podemos abrir mão de acordos bilaterais e regionais. Precisamos ser mais agressivos em acordos bilaterais”. Para Rands, não é possível continuar com a política externa atual, que ele acredita ser muito influenciada por preconceitos ideológicos.

Segundo Rands, é preciso acabar com o medo da burocracia brasileira de assinar acordos comerciais, principalmente com os Estados Unidos. “Nós precisamos fazer um esforço sério para fechar um acordo com os Estados Unidos. Ainda temos muito espaço para avançar nesse relacionamento, para deixar os dois países mais integrados. Como presidente, Marina terá uma política muito aberta para desenvolver vínculos com os Estados Unidos”, argumentou.

Na visão do coordenador, “a política externa brasileira pode apoiar a internacionalização da economia brasileira e ajudar a economia brasileira a ser mais aberta, o que seria muito bom para a produtividade no país e para o investimento de empresas estrangeiras no Brasil”.

O coordenador afirmou ainda que é importante estar em contato com empresas que já têm uma presença no Brasil. “Uma decisão de investimento tem que ser bem informada e, se queremos receber investimentos de corporações internacionais, devemos dar as elas informações suficientes para que possam planejar e considerar o potencial da economia brasileira. O Brasil precisa de investimento internacional”, ressaltou.

Rands aproveitou para defender, mais uma vez, que é possível acelerar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. “Se alguns países [do Mercosul] não estão preparados para mover tão rapidamente, podemos ter uma negociação em velocidade dupla. Nós entendemos que o acordo institucional do Mercosul não impede isso.”

Maurício Rands participou, em Washington, de um evento promovido pelo Conselho de Negócios Brasil-Estados Unidos e pelo Brazil Institute, parte do “think tank” Wilson Center. Questionado sobre sua presença nos Estados Unidos a apenas 10 dias das eleições presidenciais, ele disse acreditar que “não é possível desenvolver um país de forma isolada. Nós precisamos desenvolver bons vínculos com a comunidade internacional”.

Rands aproveitou para comparar Marina Silva com o presidente norte-americano Barak Obama. Segundo ele, a campanha de Obama foi baseada em mudança e esperança e essas são também as características da campanha da candidata do PSB. Além disso, se eleita, Marina será a primeira negra a ocupar a presidência brasileira, assim como a primeira representante do norte do país e do “povo da floresta”.

Aécio tristeza

AécioImpressionante o desempenho de Aécio candidato. Sujeito meio que sem cara, quase já no fim da campanha.

Eleito senador, parece que quis enfrentar a “polarização PT X PSDB” com jeitinho mineiro. Depois, vestiu a carapuça de dureza contra o PT, “contra o que está aí”. Quis servir a FHC e sua tropa. Mas faltava-lhe fibra e história para isso e até, talvez, a desfaçatez necessária.

Perdendo o posto que considerava líquido e certo de polaridade contra Dilma, nas primeiras semanas dançou um minueto escalafobético com Marina, prá lá e prá cá, não deixando claro o que pensava da sua concorrente e conseguindo o grande feito de não se demarcar a tempo.

Aventurou-se em terreno impróprio na campanha e foi trôpego no fator previdenciário. Sobrou oportunismo e demonstrou Incrível falta de senso de oportunidade.

Como candidato nunca vi igual: seu semblante transmite ao vivo e em cores toda a agonia que lhe vai na alma a cada momento, pelo olhar.

Fosse ao segundo turno, seria um adversário exangue. Perderá Minas Gerais para Dilma e Pimentel! Sua base social eleitoral, classe média alta principalmente de São Paulo, está descrente.

Não indo, como não deve ir ao segundo turno, desvalorizou o próprio capital político, como Alckmin, que viu o refluxo de sua votação no seu próprio Estado em 2006.

Candidato tristeza. Nem toda a culpa lhe cabe, porém. Os tucanos não têm apelo popular nem base social eleitoral extensa – a mídia, felizmente, não vota, e os financistas são poucos… Fosse para acreditar em Aécio, deviam tê-lo lançado em 2010, e não a Serra, para agora poder manejar o recall. Do jeito que foi, não vai deixar recall nem para 2018 contra o provável Lula.

Artigos assim são, lamentavelmente, de muitos adjetivos. É que nada há de substantivo.

Por que apoio Orlando Silva, federal 6565

“Em 2012, Orlando Silva foi absolvido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República por “absoluta falta de provas” sobre as acusações e mentiras apresentadas contra ele, que resultaram numa crise política inventada, com o objetivo de tirá-lo do Ministério do Esporte. Claro que sua absolvição rendeu apenas uma nota de rodapé nas publicações que dedicaram páginas e mais páginas para divulgar calúnias.

Espaços para discutir liberdade de expressão e direito de resposta, como o belíssimo filme de Jorge Furtado, O Mercado de Notícias, são fundamentais para se consolidar a democracia que tanto buscamos no Brasil. Não há democracia sem imprensa livre, mas também não há democracia sem responsabilidade da imprensa.

Assistam ao filme!”

Nestas duas semanas provavelmente dois terços dos eleitores formarão opinião sobre o voto a deputados, num movimento em  cascata impressionante.

O mais certo é que conversas e debates se estabelecerão no âmbito mais estrito das relações familiares e de amizade, bem menos nas relações de trabalho ou estudo. Provavelmente os jovens terão nisso um papel nuclear no âmbito das famílias.

O eleitor é crítico em geral dos políticos e partidos políticos. Tem razões para isso, mas nem sempre consegue superar a barreira da guerra política nefasta sustentada pelos poderosos meios de comunicação, insuflando exatamente o antipoliticismo ou antipolítica. Isso atingiu até mesmo setores mais mobilizados, como se viu em junho de 2013.

Mas Política é a forma mais elevada da consciência social, da vida em sociedade. Sem ela as camadas sociais viram puro rebanho manipulável nas mãos dos governantes e não se institui a democracia. O sentimento crítico saudável deveria privilegiar a ideia de que nem todos os políticos são iguais (tampouco os partidos), e cada qual representa interesses sociais, políticos e ideológicos definidos na sociedade, mesmo que não os explicitem. Se se quiser ir mais a fundo, trata-se de promover uma reforma política avançada, democrática, cujo miolo é a proibição de financiamento privado corporativo nas campanhas. O “mercado” não deve decidir a eleição!

Assim pensando, apoio Orlando Silva para deputado federal por São Paulo. Confio nele e penso que sua eleição é um ganho real para as ideias mais avançadas para o país.

Em primeiro, ele é do mesmo partido que eu, ao qual dedicamos o melhor de nossas energias há décadas, sustentando ideais socialistas e de representação dos trabalhadores, juventude e mulheres. Isso tem produzido resultados concretos nos últimos doze anos, melhorando a vida de muitas dezenas de milhões de brasileiros e brasileiras. Ao lado de outros candidatos do PCdoB em São Paulo, como Netinho de Paula e Protógenes Queiroz, o PCdoB vai continuar tendo lado e compromisso, e Orlando, atual presidente estadual, é o líder maior em São Paulo nessa batalha.

Mas as pessoas têm diferentes inclinações e características. Orlando Silva Jr. é, nomeadamente, um talento político nato. Agregador, mobilizador, rápido no gatilho para transformar a política em ação, carismático e corajoso. Veio de uma família favelada, fez seu aprendizado de vida na presidência da UJS e da gloriosa UNE. É uma trajetória para poucos. É nela que eu encontro as motivações para apoiá-lo. Foi Ministro de Lula e Dilma, promoveu enormes progressos no Esporte como arma de combate à exclusão social, à saúde e educação, ao direito ao lazer da imensa juventude brasileira. Foi de sua gestão que se alcançou a realização da Copa e Olimpíadas no Brasil.

E uma coisa definitiva para mim. Orlando não apenas tem lado e compromisso na luta política e social, como também tem fibra. A fibra com que sustentou os ataques ignominiosos de que foi vítima. Acompanhei de perto todo esse processo. Um criminoso, sem a menor credibilidade e hoje foragido, visando benefícios próprios, encontrou na mídia a alavanca da mentira suja, jamais comprovada. E mais: já apurada em algumas instâncias da Administração, que as consideraram falsas. Quiseram assassinar sua reputação. Hoje, os meios mais esclarecidos revelam à sociedade como isso se transformou numa indústria midiática, como se pode assistir no vídeo “Orlando Silva: um assassinato de reputação”. Fibra é muito importante na política, para não se vergar ao interesse dos poderosos. Orlando é desses. Por isso, faltassem outras indicações, será um voto de justiça.

O poeta e músico Walter Franco que me desculpe o acréscimo: Orlando tem a espinha ereta, a mente inquieta e o coração tranquilo.