50 anos sem Che: um olhar sobre a América Latina – Por Mateus Fiorentini

Mais uma vez sinto sob os calcanhares
as costelas de Rocinante” (GUEVARA, 1965)

 

A epígrafe acima provém da carta enviada por Che Guevara a seus pais no ano de 1965, quando despedia-se de Cuba para lançar-se em mais uma jornada revolucionária do continente latino-americano. Como o mesmo Ernesto previra, aquela fora a última carta de despedida que o revolucionário argentino escreveria aos pais. No dia 08 de outubro de 1967 o exército boliviano, com suporte do governo norte-americano e da CIA, o capturam nas selvas deste país, executando-o no dia seguinte. Além de seu exemplo combatente e sua firmeza de princípios, Guevara deixou um conjunto de contribuições para o debate político, ideológico e teórico que vão além da perspectiva do foco guerrilheiro. Aludindo aos 50 anos da morte de Che, apresentar, ainda que de maneira simples e panorâmica, alguns aspectos desses aportes de Ernesto é o objetivo do presente texto.

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“De Ushuaia a la Quiaca” de Gustavo Santalaolla

Um dos fatores que mais chamam a atenção durante a exibição de ”Diários de Motocicleta” é a sua trilha musical, composta pelo argentino Gustavo Santaolalla , e não por ser grandiloquente ou opulenta, mas sim por ser extremamente delicada e intimista adequando-se com perfeição às imagens captadas pelo diretor Walter Salles e pelo fotógrafo Eric Gautier.

Quem gostou do filme certamente vai apreciar o trabalho de muito bom gosto de Gustavo Santaolalla registrado em um CD que contém aproximadamente 38 minutos de música, mas que dá impressão de ser mais curto e deixa um gosto de ”quero mais” no final – o que é sempre um grande elogio.

Gustavo Alfredo Santaolalla (El Palomar, Grande Buenos Aires, 19 de agosto de 1951) é um músico e compositor argentino vencedor de dois Oscars na categoria de melhor trilha-sonora original. Leia mais sobre o músico: http://en.wikipedia.org/wiki/Gustavo_Santaolalla

Para dar uma palinha, aqui vai um vídeo que traz algumas fotos do diário de Che Guevara e tem como fundo musical a delicadíssima e sentida canção “De Usuahia a la Quiaca” na qual descreve de maneira tocante a cena que encerra o filme de Walter Salles.

O vídeo foi indicação da grande amiga Nelza Shimitzu. Para curtir no feriado de 1º de maio.