O fim do BNDES e o grande golpe do Brasil quebrado (por Mauro Santayana)

Brasil tem se transformado no país de pequenos e grandes golpes. Canalhas, sucessivos e mendazes. Contra a economia, a soberania e a democracia. E, sobretudo, golpes contra verdade e a consciência popular

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Precisa-se de projeto político para o Brasil? (por Pedro Augusto Pinho)

A perplexidade diante da sanha demolidora da Nação pelos golpistas de 2016, associada à ausência de reação popular à altura do que os três poderes – Judiciário, Legislativo e Executivo – demonstram diariamente com suas condutas cínicas, imorais e impatrióticas tem levado muitos analistas, professores, jornalistas e todos brasileiros que se importam com seu País a propugnarem por um projeto nacional, um plano de recuperação do Brasil.

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A Educação e a reprodução da desigualdade social (por Luiz Claudio Tonchis)

 

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por Luiz Claudio Tonchis/GGN

Todos nós sabemos que a educação é a porta de entrada para uma vida com mais oportunidades. No Brasil, a escolaridade média vem crescendo nos últimos anos e um pouco mais da metade (51,2%) já ultrapassou a média de escolaridade dos pais. A outra metade, evidentemente, engrossa as estatísticas de evasão escolar e a baixa escolaridade. No entanto, não basta concluir que na Educação Básica ou mesmo no Ensino Superior a qualidade da aprendizagem é ruim e o jovem não se apropria dos conhecimentos (habilidades e competências) que se exigem para o exercício da cidadania nesse novo tempo. Continue lendo

A saúde pública como política estratégica à construção da cidadania

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A Política de Saúde Brasileira passou por mudanças profundas nos últimos 26 anos, desde a instituição do Sistema Único de Saúde nos anos de 1990 até os dias atuais. É importante que resgatemos o papel do Estado brasileiro nesse período e os modelos de saúde para que possamos compreender e analisar o papel estratégico da saúde na construção da cidadania e de direitos sociais no Brasil.
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Raiz Movimento Cidadanista

RaizNasce uma nova formação política, o Raiz Movimento Cidadanista. O sentido político está dado numa Carta pelo novo partido, destinado a ser diferente de tudo que está aí – até mesmo da Rede, da qual muitos são egressos, após a decisão de apoiar Aécio no segundo turno de 2014. Entre eles, os amigos Luíza Erundina e Celio Turino.

“Um Partido-Movimento, um partido de novo tipo, um PARTIDO-MOVIMENTO. Um partido que construa pontes para o diálogo entre os cidadãos e não atalhos para as castas dirigentes. Um partido que dialogue com os movimentos sociais, mas sem cooptá-los. Um movimento social e um partido político, ao mesmo tempo. E, também, um PARTIDO em MOVIMENTO. Um partido que se construa nas ruas e também nas redes que integram os “debaixo”, os legítimos donos do poder. Nós nos recusamos a sermos transformados em mais uma engrenagem do jogo do poder. Rejeitamos as suas benesses e a profissionalização na política. “Política, a mais vil das profissões, a mais nobre das vocações”.

“Nossa esperança: reencantar o mundo desencantado. Tornar novamente a política algo apaixonante. Por isso buscamos força em nossas raízes mais profundas (…) que nasce do amálgama entre UBUNTU (eu sou porque nós somos), TEKO PORÃ (o bem viver) e ECOSSOCIALISMO, reconstruindo o sentido do BEM COMUM e apontando para a conquista da CIDADANIA PLENA.

“Um partido ao mesmo tempo amplo, horizontal, democrático e constituído por Círculos autônomos e protagonistas, que se inter-relacionem uns com os outros, igualmente de forma autônoma e democrática. Círculos como unidades de participação e respeito à diferença e à construção do comum. Círculos temáticos (reforma urbana, política de drogas, ambientalismo, etc.), territoriais (por estados, cidades, bairros, comunidades, escolas, universidades, locais de trabalho) ou identitários (LGBT, indígenas, jovens, etc.). Círculos que se cruzam numa rede sem hierarquia que, por meio do método dialógico, constrói unidades de pensamento e ação. Círculos que garantam a integridade de cada participante e que não necessitem forjar sua for- ça como maioria que esmaga o divergente ou aquele que ainda não se convenceu plenamente da melhor solução. Círculos que formem uma estrutura lacunar, em edificação constante, num consenso progressivamente construí- do. Basta ter a iniciativa de criar um círculo e juntar pessoas para que ele seja criado.”

A crise de representação política se faz cada dia mais profunda, aqui e alhures. Como representar interesses se os verdadeiros poderes da sociedade – as finanças, a mídia monopolista, os Estados imperialistas – são absolutamente infensos a qualquer controle social sob o atual regime?

Syriza na Grécia e Podemos na Espanha certamente estão entre as atenções dos fundadores do Raiz. Nada impede que fossem outras ideias fora de lugar, para serem canibalizadas. Isso a vida dirá. Mas certamente o Brasil é um grande laboratório social e, creio, Raiz terá sua originalidade.

Problema mesmo será substituir a Política como a forma mais elevada e complexa da consciência social, desvinculando-a da questão concreta de governar sociedades e Estados complexos, quer dizer, da representação e conflitos de classes, camadas ou estratos sociais que se organizam para a produção e reprodução da subsistência humana.

Neste caso, estará em teste – como tantas outras certezas advindas no vazio da falência neoliberal e da derrota das experiências socialistas do primeiro estágio histórico – a ideia de que o sujeito por excelência do fazer político é a multidão. Será mais uma oportunidade de demonstrar que, parafraseando Merleau Ponty, nenhuma dialética diáfana, mesmo que encantatória, pode dar conta da opacidade terrivelmente complexa da Política real. Para o bem ou para o mal.