12 livros para entender a relação entre marxismo e a questão racial (por Silvio Luiz de Almeida)

Silvio Luiz de Almeida indica 12 livros fundamentais para entender a relação entre marxismo e a questão racial, tema do dossiê coordenado por ele na nova revista da Boitempo, a Margem Esquerda Continue lendo

Marxismo: A constituição do proletariado em classe no Manifesto do Partido Comunista (por Armando Boito Jr.)

Neste artigo, publicado originalmente na revista Crítica Marxista, o professor Armando Boito busca resgatar a concepção dos fundadores do socialismo científico sobre a formação do proletariado enquanto classe. Um caminho que exige, segundo o autor, o rompimento com visões economicistas e deterministas da história. Escreve ele: “O processo de constituição do proletariado em classe é apresentado no Manifesto como um processo irregular, cumulativo mas reversível e, também, marcado por rupturas e saltos de qualidade. É apresentado, também, como um processo bifronte. Continue lendo

Fidel, por Eduardo Galeano

E seus inimigos não dizem que apesar de todos os pesares, das agressões de fora e das arbitrariedades de dentro, essa ilha sofrida mas obstinadamente alegre gerou a sociedade latino-americana menos injusta.

 

Seus inimigos dizem que foi rei sem coroa e que confundia a unidade com a unanimidade.

E nisso seus inimigos têm razão.

Seus inimigos dizem que, se Napoleão tivesse tido um jornal como o Granma, nenhum francês ficaria sabendo do desastre de Waterloo.
E nisso seus inimigos têm razão.

Seus inimigos dizem que exerceu o poder falando muito e escutando pouco, porque estava mais acostumado aos ecos que às vozes.
E nisso seus inimigos têm razão.
Continue lendo

Entrevista com G. T., presidente do PC do Chile

gtO Blog publica importante entrevista com Guillermo Teillier, presidente do PC do Chile. Nela se analisa as perspectivas da Nueva Mayoria que deu a vitória a Bachelet com apoio dos comunistas com base em compromissos de mudanças. Telier analisa importantes tendências postas como desafios diante do povo chileno, o que merece reflexão de todos quantos se ocupam dos desafios da esquerda antagonista em tempos de defensiva estratégica. Boa leitura.

Continue lendo

Sobre o golpe contra a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff

partido_comunista_portugues

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, acaba de ser destituída das funções para que foi eleita por 54 milhões de brasileiros. A decisão do Senado brasileiro culmina um processo de autêntico golpe de Estado institucional. Não se trata do afastamento das suas altas funções de alguém que cometeu qualquer crime que o justificasse. Antes pelo contrário. Trata-se de uma grande operação do grande capital brasileiro para pôr em causa o processo de mudanças sociais e de afirmação soberana, iniciado com a Presidência de Lula da Silva em Janeiro de 2003, e reverter avanços verificados, tirando partido da maioria nas instituições do Estado e dos problemas económicos provocados pela crise do capitalismo. Um processo que, ao mesmo tempo, constitui uma vingança por Dilma ter recusado ceder a chantagens para dar cobertura ao então Presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha e a outros elementos acusados no processo “Lava Jato”, e uma desforra política da derrota imposta ao candidato da reacção nas eleições presidenciais de Outubro de 2014.

A destituição da Presidente Dilma Rousseff cria no Brasil uma situação complexa e perigosa. Tanto mais quando o golpe agora consumado se insere numa ofensiva mais ampla do imperialismo norte-americano e das oligarquias latino-americanas visando recuperar posições perdidas, derrotar os processos progressistas em países como a Venezuela, a Bolívia, o Equador, a Nicarágua, destruir os avanços de integração solidária anti-imperialista que percorrem a América do Sul e Caraíbas.

A luta dos trabalhadores e das massas populares brasileiras contra o processo golpista prosseguirá e ampliar-se-á perante a política anti-democrática, anti-popular e de sujeição ao imperialismo do governo reaccionário do usurpador Michel Temer. As grandes manifestações ontem realizadas em São Paulo e noutras cidades brasileiras mostram que os golpistas encontrarão pela frente uma forte resistência popular.

Nesta encruzilhada do Brasil, o PCP confirma a sua solidariedade aos comunistas e demais forças democráticas, patrióticas e progressistas brasileiras e reitera a sua confiança em que o povo deste grande país derrotará os mais perigosos projectos da reacção golpista e prosseguirá o caminho das transformações políticas, económicas e sociais que a sociedade brasileira reclama.

31.08.2016
O Gabinete de Imprensa do PCP