Comunistas de São Paulo apresentam armas na disputa político-eleitoral

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No último fim de semana abriu-se a temporada oficial da disputa eleitoral na capital de São Paulo.

Saudei os delegados e delegadas da Convenção Municipal Paulistana, numerosa e combativa, que se preparava para o grande e extraordinário desafio destas eleições num ambiente anômalo, em meio à consumação de um golpe antidemocrático e a um grande retrocesso nas conquistas do povo e do país. Continue lendo

Viva Cuba socialista!

Ontem representei o PCdoB na XXII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, quando me manifestei em nome da direção nacional, na presença também de diversos líderes comunistas como Renildo Calheiros, prefeito de Olinda e anfitrião do evento, de Luciano Siqueira, vice prefeito de Recife, e da presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes.

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Abaixo o conteúdo da intervenção feita na ocasião do ato de abertura do evento.

Viva Cuba socialista!

Neste ato de abertura, precedido pela exposição fotográfica e cinematográfica sobre o comandante Fidel, saúdo calorosamente a embaixadora de Cuba, Maria Estela Ruz, e todo o corpo diplomático lá presente, reiterando mais que nunca a solidariedade ativa do PCdoB, expressão do princípio inalienável do internacionalismo de nossa causa patriótica e socialista. Faço-o também em nome da presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, e de Ricardo Abreu, aqui presente, secretário de relações internacionais do PCdoB.

A solidariedade ajuda tanto a quem a recebe quanto a quem a presta. Neste último caso, expressão disso é a profunda e ampla unidade da esquerda política e social brasileira, presente neste ato, com caravanas de todo o país. Cuba nos une, assim como o Brasil deve nos unir na grande causa do desenvolvimento soberano, a valorização do trabalho, a democracia e os direitos sociais, para abrir caminhos para a grande causa do socialismo.

A Convenção realiza-se num momento especial, quando se verificam vitórias expressivas da resistência cubana. O início da retomada de relações diplomáticas entre Cuba e EUA, proclamado em 17 de dezembro passado, é um fato histórico. Os EUA reconhecem que sua política de isolar Cuba fracassou. Ao contrário, os EUA é que se isolaram reiteradamente nas votações da ONU, na OEA e, mais importante, na constituição recente da CELAC.

Simbolicamente, a expressão dessa vitória foi o retorno dos 5 herois cubanos, mantidos presos por muitos anos. Gerardo, o que chefiou o trabalho anti-terrorista em território norte-americano, visitará hoje a Convenção, no que deverá ser um momento de comoção. Tempos atrás, o Granma mancheteava: “Eles voltarão!”. Pois bem, Eles Voltaram! Cuba venceu.

Vitórias, mesmo que iniciais e parciais, são de comemorar, porque alentam as esperanças de todos aqueles que nos últimos 59 anos se embeberam da chama revolucionária dos cubanos e da altivez com que enfrentaram o criminoso bloqueio econômico e financeiro. Foi dado um grande passo, expressão desses valores e mais a habilidade, firmeza e amplitude com que Cuba se defendeu, e da solidariedade recebida de todos que estavam presentes ontem, durante todas essas décadas. Alcançam-se agora melhores condições para seguir adiante em sua luta.

Sim, seguir adiante, porque a luta continua. Os EUA têm uma estratégia determinada, e seu relativo isolamento na questão cubana impôs-lhe mudança de tática. No fundamental, permanece seu propósito visceral de recolonizar Cuba. Por isso, os próximos passos, complexos e difíceis, serão os de retirar Cuba da lista nefasta de “países terroristas”, pôr fim ao bloqueio e paralisar o estímulo a atividades provocadoras militares e midiáticas contra a Ilha. Mais um símbolo precisará ser posto abaixo – a base de Guantánamo.

As conquistas alcançadas se dão num contexto singular, em transição. A multipolaridade que se processa nas relações internacionais, expressão de declínio relativo da capacidade dos EUA imporem sua vontade, atua juntamente com a crise capitalista em curso, para conferir maior margem de manobra às forças revolucionárias e progressistas de todo o mundo. Nesse âmbito, se expressam na evolução do quadro latino-americano e caribenho, com governos progressistas e de esquerda, valorizando a busca da autodeterminação, do progresso econômico e social das nações e povos. A isso soma-se que Cuba abre caminhos para avançar no desenvolvimento, aprimorando o sistema econômico e mantendo as conquistas sociais fundamentais já alcançadas.

Tudo somado, isso significa movimentos estratégicos que aumentam a margem de manobra para a afirmação cubana, mantida a unidade e determinação de seu povo para sua autodeterminação. Dada a sabedoria cubana, serão bem aproveitados em prol de um desenvolvimento acelerado e soberano, mantendo e ampliando as conquistas alcançadas sob a bandeira do socialismo.

Nesta hora o PCdoB reitera, mais que nunca, a solidariedade à nação cubana, ao seu povo, à sua causa revolucionária socialista. O PCdoB nunca faltou a essa obrigação de princípio. Hoje está pronto a redobrá-la. Um aspecto, é o apoio às posições ativas e altivas do governo brasileiro nas relações com Cuba, marcadas por grande proximidade, que levou aos investimentos no Porto de Mariel, e às articulações em comum no âmbito da CELAC. O programa Mais Médicos, com milhares de profissionais cubanos, transformou-se perante toda a opinião pública brasileira uma expressão concentrada de disputa política radicalizada, e foi vitorioso.

Além disso, a solidariedade implica em reforçar as relações fraternas entre os dois países, os dois povos e, muito especialmente para os comunistas brasileiros, entre os dois partidos-irmãos, unidos em torno da grande causa patriótica, anti-imperialista, internacionalista e socialista que é a causa comum ao PC de Cuba e o PC do Brasil. No próximo mês de julho mais uma visita oficial de alto nível será realizada por uma delegação do PCdoB àquela nação, grande nos seus ideais e valentia.

Obrigado aos revolucionários cubanos por tudo que representam. Viva Cuba e seu povo. Viva o socialismo.

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