Vale tudo no combate à corrupção? (por Pedro Maciel)

Mais uma da Série Estado de Exceção.

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, afirmou recentemente que os investigadores da Operação Lava Jato precisam aprender economia, pois se o combate à corrupção é fundamental, imprescindível e inadiável no Brasil, também é preciso ensinar aos procuradores que “da caneta deles” saem desemprego e fechamento de empresas.

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Dois pontos na análise política: 1) o bom senso e 2) a possibilidade de ele não resolver o problema (por Alon Feuerwerker)

A Lava-Jato é uma potência e continua com momentum. Mas está cercada. Mais ou menos como o PT e Lula. São de longe o partido e o candidato com maior apoio e prestígio. Para, entretanto, voltar ao poder, precisam de aliados e estão sem. A frente mais ampla do momento é dos que querem se livrar, ao mesmo tempo, da Lava-Jato agora e de Lula e o PT em 2018.

Esse bloco está no Parlamento, na imprensa, nas redes sociais. Temer é sua expressão cristalizada, e aí reside sua força. Como pode sustentar-se um governo alvejado por seguidas acusações e com simpatia popular de um dígito? Por ele ocupar o centro do tabuleiro. E poder, inclusive, aliar-se taticamente à Lava-Jato contra o PT e ao PT contra a Lava-Jato. É o que acontece.

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