Superação da crise exige transparência e participação social (por Clemente Ganz Lúcio)

Para diretor do Dieese, será necessário um projeto de desenvolvimento nacional que indique a dinâmica produtiva da economia brasileira e a centralidade do Estado no incentivo ao crescimento econômico

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Indústria deve ter papel estrutural no desenvolvimento, diz Antonio Lacerda (por Luciano Velleda)

“Historicamente, todos os países que lograram êxito no desenvolvimento tiveram a indústria como um fator chave”, analisa o economista

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A recessão continua para as famílias e para o investimento (por João Sicsú)

Economia brasileira cresce para fora, baseada nas exportações, especialmente do setor agropecuário.

A economia não está se recuperando. O Brasil está mergulhado em uma depressão que foi de 8,4% de perda de PIB entre o 4º trimestre de 2014 e o mesmo trimestre de 2016

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Lula diz que governo quer ‘jogar a culpa da crise nos trabalhadores’ (por Cristiane Agostine)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a reforma da Previdência articulada pelo presidente Michel temer e disse que o governo federal quer “jogar a culpa da crise nos trabalhadores”.

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O Brasil, o Japão e o estímulo ao crescimento econômico, por Mauro Santayana

Procura-se sabotar, por aqui, a capacidade de intervenção do Estado – justamente em um momento em que nações como o Japão fazem exatamente o contrário.

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O Japão, terceira maior economia do planeta, e um pais considerado desenvolvido em quase todos os aspectos – apesar de ter uma dívida bruta com relação ao PIB mais de três vezes maior que a nossa – acaba de lançar um pacote de estímulo de 274 bilhões de dólares, para apoiar o crescimento econômico, incluindo empréstimos a juro zero para obras de infraestrutura.

 Enquanto isso, no Brasil, o Banco Central continua mantendo o pacote de estímulo aos bancos, com juros pornográficos da taxa SELIC na casa dos 14,5%, retirando dinheiro da economia real para dar boa vida a rentistas e especuladores.

 Além disso, pretende-se também diminuir, no lugar de aumentar, o financiamento à atividade real, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que ainda corre o risco de ter que enviar 100 bilhões de reais ao Tesouro, restringindo sua capacidade de estimular obras e empresas, e move-se contra esse banco uma sórdida, mentirosa, campanha fascista nos meios de comunicação e redes sociais apesar de ele ter dado sempre lucro acima de 6 bilhões de reais a cada 12 meses, nos últimos anos.

 Procura-se sabotar e inviabilizar, por aqui, a capacidade de intervenção e mobilização do Estado – que detêm mais de um trilhão de reais em reservas internacionais – justamente em um momento em que as nações mais importantes do mundo fazem, como o Japão, exatamente o contrário.

Estamos a ponto de votar, no Congresso, um teto obrigatório para os gastos do governo – que acaba de aprovar um generosíssimo “pacote” de aumento de salários – mesmo quando nosso grau de endividamento é menor do que o da maioria dos países desenvolvidos.

 Isso, em um momento em que os juros estão negativos na maioria dessas nações, como é o caso da zona do Euro, como uma tentativa de resposta lógica, eficaz, potencialmente mais inteligente, a uma crise que, como se pode ver, não é só nossa, e que afeta neste momento – ao contrário do que por aqui querem fazer acreditar aos “trouxas” – a maior parte dos países do mundo.