O paradoxo da crise política e a ascensão autoritária (por Luís Fernando Vitagliano)

O artigo do professor Luis Fernando Vitagliano é oportuno. Registra a passagem de 4 anos da explosão de manifestações de junho de 2013, ainda em busca de respostas. Vitagliano sustenta que a base geral delas foi a crise da representação, pondo em questão mais propriamente o ciclo da Nova República. Quer dizer, amplas coalizões para sustentar governos. Em termos positivos, “como conciliar a eleição de um projeto nacional no plano Executivo com a fragmentação do Legislativo em interesses mesquinhos e provincianos?” (valha certo exagero nessa última formulação pois não altera a propriedade da pergunta).

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Reforma Política: necessária para que o país volte a encontrar ressonância na sociedade (por Vitor Marques e Bruno César de Caires)

Para o jurista alemão Carl Schimitt, o verdadeiro dono do poder numa sociedade seria aquele que decide no Estado de Exceção. Contemporaneamente, com a ideia de ruptura institucional encontrando resistência frente à falsa harmonia de um mundo globalizado, o Soberano, não mais, institui um autêntico Estado de Exceção, mas sim, edita medidas pontuais e suficientes para intervir na ordem posta. No Brasil, quem vem decidindo, nesse momento da história, sem um controle capaz de barrar medidas autoritárias é o Poder Judiciário.

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Envolver Exército em crise política é inadmissível, diz especialista (do Portal Vermelho)

A decisão do presidente Michel Temer de autorizar o emprego das Forças Armadas para conter os protestos em Brasília é um “equívoco tremendo”, avaliou Ronaldo Carmona, pesquisador do departamento de Geografia da USP e especialista em assuntos de Defesa. De acordo com ele, a tentativa do peemedebista de envolver o Exército em uma crise que é “eminentemente política” é “irresponsável”.

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