A extrema-direita está cada vez mais organizada, globalizada e ganhando a Geração Z

 

Um novo estudo sugere que o movimento está um passo à frente de políticas criadas para contê-lo.

O ecossistema antes perpetuamente fraturado da extrema-direita, composta por nacionalistas brancos nos EUA a grupos anti-imigração na Europa, além de outros grupos como o próprio MBL no Brasil, está se tornando coeso e altamente adaptável. O Fringe Insurgency, um estudo publicado pelo Institute for Strategic Dialogue, mostrou que embora esses movimentos ainda sejam diferentes em ideologia e abrangência, cada vez mais eles estão trabalhando juntos. Essencialmente, a extrema-direita — muito dela com isolacionismo e nacionalismo como ideologias-chave — se globalizou. Continue lendo

Nova direita conservadora não é burra, por Rosana Pinheiro-Machado

Em um artigo importante para entender a atual investida da extrema-direita neoconvervadora, a cientista social, antropóloga e professora do departamento de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Oxford, Rosana Pinheiro-Machado (foto), defende que a inteligência e a artimanha da direita está sendo construída para redefinir a verdade histórica do processo civilizatório desde o iluminismo. Assim também acontece com agentes do Estado Brasileiro.

Para ela, é um erro achar que os neoconservadores que pedem “escola sem partido”, atacam obras de arte e outras agressões que beira à estupidez, sejam burros. “Os novos movimentos conservadores, com formação liberal, sabem muito bem que não havia nada de pedofilia nas exposições”, diz. Eles agem para destruir a democracia, para transformar a construção histórica e civilizatória. O artigo é longo, mas vale cada parágrafo. Continue lendo