O Brasil no fundo do poço, por Marcos Coimbra

O retrato do Brasil que emerge das pesquisas quantitativas é ruim. Mas o que vem das pesquisas qualitativas é pior. Pelo que vemos através delas, a alma brasileira nunca esteve em momento mais negativo.

É impossível falar do passado longínquo, mas, nos tempos modernos, é a primeira vez que temos tanto desânimo, desconfiança e desesperança. Talvez exista quem esteja satisfeito e otimista, mas é difícil encontrá-los. A quase totalidade da população não está assim. Continue lendo

“Estamos vendo o fim da classe média assalariada brasileira”, diz Marcio Pochmann (por Marco Weissheimer)

Marcio Pochmann: “O que eu vejo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O Brasil que está saindo do atual período de recessão é um país praticamente sem uma burguesia industrial, limitado a uma burguesia comercial que compra e vende produtos, papeis ou ativos públicos e privados, com uma classe trabalhadora em situação muito precária, buscando sobreviver e uma classe média assalariada que está desaparecendo. A reforma trabalhista e a terceirização vão corroer os empregos assalariados intermediários nas grandes empresas privadas e no setor público. O que está emergindo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida. A avaliação é do economista Marcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e presidente da Fundação Perseu Abramo, que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (18), participando de uma homenagem a Marco Aurélio Garcia e de um debate sobre “O Capital”, organizado pela Fundação Maurício Grabois.

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A luta de classes e o aprofundamento da crise econômica no Brasil (por Marcio Pochmann)

Política de austeridade do governo Temer enfraquece a classe trabalhadora e não garante a sustentação dos lucros pelo desenvolvimento do sistema produtivo

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A única saída para a crise econômica (por Luciano Coutinho)

O governo federal percebeu a dimensão do bloqueio à retomada do crescimento. Sob intensa pressão política e empresarial a equipe econômica mudou de atitude e agora procura saídas. É preciso entender que a situação é especialmente difícil e que a restauração da confiança quanto à sustentabilidade fiscal e previdenciária em longo prazo, não será suficiente para recuperar a economia. Tampouco reformas microeconômicas, embora necessárias e úteis poderão, per se, ressuscitar o crescimento. Continue lendo