A violência econômica: O poder dos juros e das corporações financeiras

É estranho constatar que em todo o ciclo escolar, inclusive nas universidades, a não ser na área especializada em economia financeira, ninguém nunca teve uma aula sobre como funciona o dinheiro, principal força estruturante da nossa sociedade. A população se endivida muito para comprar pouco no volume final. A prestação ‘cabe no bolso’ (mas pesa no bolso durante muito tempo). O efeito demanda é travado. Quando 61 milhões de adultos no Brasil estão com o nome sujo no sistema de crédito, é o sistema que está deformado. Continue lendo

Além das aparências: A crise e a resistência persistem

Um copo com água pela metade pode estar meio vazio ou meio cheio, depende da perspectiva do observador. O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2017 cresceu 0,2% na comparação com o primeiro trimestre. Em termos práticos, a variação não significa nada. Do ponto de vista estatístico/comparativo, revela que a atividade econômica parou de cair e deu leve sinal de recuperação.

Mas essa não é a única maneira de se ver o ‘copo’. Se a comparação for feita entre os últimos 12 meses (de julho de 2016 a junho de 2017) a 12 meses anteriores (de julho de 2015 a junho de 2016), o PIB apresenta queda de 1,4%. Outro ponto de vista utilizado é a comparação entre o primeiro semestre de 2017 com o mesmo período de 2016: nessa comparação, o PIB não sofreu variação (0,00%). Continue lendo

O mau exemplo que vem dos Estados Unidos para o Brasil

O sonho de consumo há muito acalentado pela elite econômica brasileira é ter um mercado de trabalho no Brasil totalmente desregulamentado. Já conseguiram, em parte, com a Reforma Trabalhista. A elite escravocrata brasileira não pensa no Brasil e no povo. Quer apenas manter privilégios. No quesito “relações de trabalho” se mira nos Estados Unidos.

Leia abaixo matéria publicada no dia 30 de setembro no portal Consultor Jurídico (Conjur) sobre o sindicalismo na terra do Tio Sam feita por João Ozorio de Melo, que é corresponde da revista eletrônica nos Estados Unidos. Continue lendo

Indicadores da Abimaq mostram país estagnado e futuro incerto, por Eduardo Maretti

De acordo com balanço divulgado pela entidade, a receita líquida interna do setor, de R$ 26,1 bilhões, registra queda de 0,7% na comparação de janeiro a agosto de 2017 com igual período do ano passado

São Paulo – Indicadores conjunturais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) referentes a agosto mostram que o país não tem investimento capaz de impulsionar a economia e está estagnado. O desempenho do setor de bens de capital é significativo como termômetro econômico, já que mostra a produtividade da indústria como um todo. No entanto, de acordo com o balanço divulgado, a receita líquida interna do setor, de R$ 26,1 bilhões, registra queda de 0,7% na comparação de janeiro a agosto de 2017 com igual período do ano passado. Continue lendo

Esquerda deveria ressignificar nacionalismo brasileiro, por Almir Felitte

“Para os Estados Unidos sai mais barato o ferro que recebem do Brasil ou da Venezuela do que o ferro que extraem de seu próprio subsolo.”

O trecho poderia pertencer a qualquer jornal brasileiro da atualidade, mas foi retirado da antológica obra de Eduardo Galeano, “As Veias Abertas da América Latina”, clássico publicado em 1971.

O uruguaio segue, em sua análise, lembrando a trágica queda de Getúlio Vargas, o qual escolhera desrespeitar a imposição americana firmada em acordo militar que proibia o Brasil de vender matérias-primas estratégicas para países socialistas, vendendo ferro para a Polônia e a Tchecoslováquia a preços mais altos que os que conseguia com os EUA em 53 e 54. Continue lendo