O Brasil no fundo do poço, por Marcos Coimbra

O retrato do Brasil que emerge das pesquisas quantitativas é ruim. Mas o que vem das pesquisas qualitativas é pior. Pelo que vemos através delas, a alma brasileira nunca esteve em momento mais negativo.

É impossível falar do passado longínquo, mas, nos tempos modernos, é a primeira vez que temos tanto desânimo, desconfiança e desesperança. Talvez exista quem esteja satisfeito e otimista, mas é difícil encontrá-los. A quase totalidade da população não está assim. Continue lendo

Petrobras, uma história de sucesso, Davidson Magalhães

 

Hoje comemoramos uma grande data da história do Brasil. Registramos o momento em que tivemos a audácia de sonhar alto e de transformar nosso sonho em realidade. Bravos compatriotas haviam percebido que nosso país não seria verdadeiramente independente sem um pilar sólido de sustentáculo de sua soberania e sem um instrumento poderoso de seu desenvolvimento. Tiveram então a iniciativa desassombrada de mobilizar multidões, durante tempo prolongado, para fundar, há 64 anos, em 03 de outubro de 1953, a empresa que desde então nos orgulha e nos engrandece, a Petróleo Brasileiro S.A., a Petrobras.

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O fim do BNDES e o grande golpe do Brasil quebrado (por Mauro Santayana)

Brasil tem se transformado no país de pequenos e grandes golpes. Canalhas, sucessivos e mendazes. Contra a economia, a soberania e a democracia. E, sobretudo, golpes contra verdade e a consciência popular

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A economia no mundo e no Brasil (por Sérgio Barroso)

A economia brasileira tem sinais objetivos quanto a estar ou não em retomada e ao ritmo em que se verifica. Mas, ao mesmo tempo, há uma disputa política em torno do tema, pois se relaciona às perspectivas das eleições de 2018 envolvendo o poder e o projeto.

Julguei útil apresentar a reflexão de Aloysio Barroso, economista e membro da Fundação Maurício Grabois, pelo método sistemático e analítico com que se devem adotar as estatísticas e a realidade econômica do país.

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“Estamos vendo o fim da classe média assalariada brasileira”, diz Marcio Pochmann (por Marco Weissheimer)

Marcio Pochmann: “O que eu vejo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O Brasil que está saindo do atual período de recessão é um país praticamente sem uma burguesia industrial, limitado a uma burguesia comercial que compra e vende produtos, papeis ou ativos públicos e privados, com uma classe trabalhadora em situação muito precária, buscando sobreviver e uma classe média assalariada que está desaparecendo. A reforma trabalhista e a terceirização vão corroer os empregos assalariados intermediários nas grandes empresas privadas e no setor público. O que está emergindo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida. A avaliação é do economista Marcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e presidente da Fundação Perseu Abramo, que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (18), participando de uma homenagem a Marco Aurélio Garcia e de um debate sobre “O Capital”, organizado pela Fundação Maurício Grabois.

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