País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment (por Sarah Fernandes e Gabriel Valery)

Publicado no portal da Rede Brasil Atual 

Para movimentos sociais e analistas, processo de impedimento iniciado na Câmara pretendia levar ao poder um governo que pudesse promover medidas que jamais seriam aprovadas nas urnas

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Primeiras lições do pleito (por Roberto Amaral)

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“Espera-se que os resultados lamentáveis sirvam ao menos para promover uma reflexão no campo progressista”.

As eleições do último 2 de outubro realizaram-se como programadas e apresentaram os resultados previstos, fora um ou outro traço mais forte, uma demão de tinta mais carregada. Assim, a extensão da derrota geral das candidaturas progressistas e de esquerda, e, de outra parte, a vitória do candidato tucano já no primeiro turno das eleições paulistanas. Mas isso ainda não foi tudo. Continue lendo

Corrupção e política: sinais trocados

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Por Aldo Arantes*

Os corruptos se apoderaram do governo. A declaração do ministro da falta de transparência, Torquato Jardim, contribuiu para confirmar que o governo é corrupto. Se referindo ao Centrão, afirmou que o baixo clero se reúne “em nome da corrupção e da safadeza”.

O grupo é liderado por Eduardo Cunha que domina a Câmara. Seus 200 integrantes não concordaram com o tal ministro. Por isto um de seus principais articuladores, Jovair Arantes, relator do processo de impeachment na Câmara, afirmou cinicamente “temos certeza de que fazemos política da melhor qualidade, centrada na responsabilidade, ética e democracia”.

A corrupção surge como um tsunami. A mídia golpista afirma o governo Temer “vem operando nos bastidores para salvar a cabeça de Eduardo Cunha e suas contas na Suíça”. Que a esposa de Cunha foi intermediária no recebimento de 1 milhão de dólares desviados da Petrobrás. Que foi tomada, depois revogada, a prisão de Renan, Cunha Jucá e Sarney. E a própria imprensa golpista informa que o “novo Centrão”, com 218 deputados, pauta o governo. Continue lendo

Dilma se agiganta e o pretenso governo Temer se desnuda. Por Renato Rabelo

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Por Renato Rabelo

O aterrador 17 de abril deu a arrancada para um golpe de Estado em pleno século 21, na pátria amada Brasil. Não há mais como diversionar. É já de conhecimento interno e externo que a justificativa invocada para o impeachment expõe espalhafatosamente uma pantomima de mau gosto. Na sua origem este processo de impedimento da presidenta Dilma é uma farsa não só pela causa invocada, mas, ainda, pelo desvio de poder e de finalidade exercida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Continue lendo