(Só) 11 vereadoras eleitas em São Paulo, mas poucas com propostas claras para dar voz às mulheres (por Gabriele Garcia)

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No domingo (02) foram eleitas em São Paulo apenas 11 mulheres, sendo que cinco delas se reelegeram consecutivamente. Vale observar que os paulistanos podem eleger 55 vereadores. Continue lendo

Primeiras lições do pleito (por Roberto Amaral)

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“Espera-se que os resultados lamentáveis sirvam ao menos para promover uma reflexão no campo progressista”.

As eleições do último 2 de outubro realizaram-se como programadas e apresentaram os resultados previstos, fora um ou outro traço mais forte, uma demão de tinta mais carregada. Assim, a extensão da derrota geral das candidaturas progressistas e de esquerda, e, de outra parte, a vitória do candidato tucano já no primeiro turno das eleições paulistanas. Mas isso ainda não foi tudo. Continue lendo

Aversão à política saiu vitoriosa do processo eleitoral

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Vanessa Grazziotin*

O Brasil que saiu das urnas no domingo (2), embora o processo eleitoral ainda não esteja concluído, não apresenta qualquer surpresa. Seu DNA é compatível com as forças políticas que há um mês promoveram o golpe parlamentar, conforme observou o próprio ministro Lewandowski: “foi um tropeço da democracia” — ou seja, um golpe.

Penso, a priori, que o grande vitorioso desse processo eleitoral não foi nenhum partido político ou candidato, mas sim a aversão geral pela política, expressa nas abstenções, nos votos em branco e nulos e nos candidatos que, cinicamente, se autoproclamaram “apolíticos”. O somatória desse fenômeno alcançou um percentual significativo da população brasileira. Superou 30% no Rio de Janeiro e São Paulo. Fato inédito no Brasil. Continue lendo

Eleições 2016: Conservadorismo, fragmentação partidária e recusa à política

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Matéria publicada no Vermelho, em 3 de outubro de 2016

Para o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, apesar de que ainda haverá 2º turno em 55 cidades, os resultados políticos atestam desde já o reflexo da onda golpista no país, com clara inclinação conservadora na sociedade e no mundo político. “Ao mesmo tempo, de certo modo, revelam a polarização que marca a sociedade, seja pela resistência ao golpe – cujas forças não são pequenas, embora tenham se dividido -, seja pelo lado da crise de representação, com a fragmentação do sistema partidário e recusa à política”.

Ele destaca que houve maior pulverização de legendas que alcançaram posições em governos municipais. Neste pleito, 31 partidos elegeram prefeitos; em 2012, foram 26. “Mas nas cidades que ainda completarão a segunda volta, fica mais expressiva a fragmentação – serão 8 candidatos do PSDB, 6 do PMDB, 3 cada do PSB e PSD, 2 cada PSOL, PR, PDT e PMN, 1 cada PCdoB, PHS, SD, PRB, PHA, PPS, PT, REDE, PTB e PP”.

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Bancada do PCdoB na Câmara tem 6 candidatas na disputa de prefeituras

A estrutura patriarcal e sexista da sociedade e dos partidos políticos mantêm muitas mulheres longe dos espaços públicos de poder. Nos últimos anos, o PCdoB tem sido uma importante trincheira de luta pelo empoderamento da mulher e essa luta se reflete na forte participação de mulheres nas diversas instâncias de organização do partido e na sua representação legislativa, a começar pela presidência nacional que é exercida pela deputada federal Luciana Santos (PE).

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Para se ter uma ideia, dos 11 deputados que integram a bancada do PCdoB na Câmara, por exemplo, 6 são mulheres, sendo que todas concorrem à vaga de prefeita ou vice nas eleições municipais do próximo dia 2 de outubro: Alice Portugal (Salvador); Angela Albino (Florianópolis); Jandira Feghali (Rio de Janeiro); Jô Moraes (Belo Horizonte); Luciana Santos (Olinda); e Professora Marcivânia (Santana).  Continue lendo