Uma nova esquerda? Nova? (por José Carlos Ruy)

Foto/Reprodução: Mídia Ninja

No final de junho um grupo de dirigentes e militantes ligados ao PT, PSOL e movimentos sociais se reuniu em São Paulo para debater os rumos da esquerda. A reunião foi convocada pela Frente Povo Sem Medo e pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), cujo dirigente principal, Guilherme Boulos, chegou a ser saudado como eventual candidato a presidente da República, em 2018. Querem fomentar debates para elaborar um programa para a disputa do ano que vem. Segundo um dos participantes está em discussão um “programa mais à esquerda”, que possa ir “além” dos governos petistas.

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A imagem do justiceiro e a nova versão do populismo latino-americano (por Pedro Serrano)

Carta Maior e Carta Capital (no site Justificando) têm promovido histórico debate crítico sobre o Estado de exceção e o direito contemporâneo. Chamam-me a atenção as matérias de Pedro Estevam Serrano, mestre e doutor em Direito do Estado pela PUC/SP com pós-doutorado pela Universidade de Lisboa. Professor de Direito Constitucional da PUC-SP, advogado que tem se notabilizado pela aguda penetrância de suas abordagens sobre o Estado de Exceção e por vasta cultura jurídica, histórica e filosófica. Igualmente as de Gilberto Bercovici, Professor Titular da Faculdade de Direito da USP, um dos mais proeminentes juristas que tem se batido pelo Estado democrático de direito e contra o desmonte do Estado brasileiro.

Tenho certeza de que os amigos e amigas gostarão das Leituras Recomendadas que serão postadas nesta Série Estado de Exceção. E inclusive a polêmica (necessária) entre ambos no que respeita às Diretas Já.

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Narrativa de “Curituba” tem participação da esquerda (por Ricardo Cappelli)

A burocracia estatal tem papel fundamental. Confere capacidade técnica, memória e estabilidade. Concursos, imprescindíveis, carregam os limites de uma “meritocracia desigual socialmente”. Reproduzem valores das classes sociais que conseguem acessá-los. Numa Democracia, a direção do país cabe ao povo, que expressa suas opções através do voto. Vivemos no Brasil hoje uma perigosa “hipertrofia” das corporações que, em alguns casos, parecem querer a “condução do leme”. De onde viria a “legitimidade”?

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