Não basta ir às ruas (por Luciano Rezende Moreira)

Há um sentimento quase irrefreável que impele amplos setores da esquerda brasileira a exigir a volta do povão às ruas como se ele tivesse de fato saído de casa na última década.

A não ser para ir ao trabalho, o chamado povão, em sua imensa maioria, esteve longe de protagonizar as multitudinárias manifestações que culminaram por derrubar a presidenta Dilma Rousseff.

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Esquerda é que precisa se reinventar e se aproximar da realidade da população (por Dennis de Oliveira)

O jornalista Luiz Carlos Azenha publicou recentemente um comentário intitulado “os movimentos identitários e o dividir para governar”. Por ser um profissional que respeito imensamente e que tem contribuído na luta contra as narrativas hegemônicas da mídia golpista, é que resolvi escrever este artigo contestando suas afirmações.

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Uma nova esquerda? Nova? (por José Carlos Ruy)

Foto/Reprodução: Mídia Ninja

No final de junho um grupo de dirigentes e militantes ligados ao PT, PSOL e movimentos sociais se reuniu em São Paulo para debater os rumos da esquerda. A reunião foi convocada pela Frente Povo Sem Medo e pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), cujo dirigente principal, Guilherme Boulos, chegou a ser saudado como eventual candidato a presidente da República, em 2018. Querem fomentar debates para elaborar um programa para a disputa do ano que vem. Segundo um dos participantes está em discussão um “programa mais à esquerda”, que possa ir “além” dos governos petistas.

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Democracia e Reforma Política (por Walter Sorrentino)

Nos dias 7 e 8 de agosto, participei de importante colóquio reunindo trinta figuras políticas, sociais, acadêmicas e intelectuais, a convite de Tarso Genro, ex-ministro da Educação e ex-governador do Rio Grande do Sul, e da Fundação Friedrich Ebert, da social-democracia alemã, onde estiveram presentes, além do coordenador, Aldo Fornazieri, Gleisi Hoffmann, Manoel Dias, Fernando Haddad, Nádia Campeão, Guilherme Boulos, Gilberto Carvalho, José Genoíno, Vicente Treva, José Machado, Silvio Caccia Brava, entre outros tantos, além de ex-ministra da Justiça da República Federal da Alemanha, Herta Däubler-Gmelin, convidada daquela Fundação.

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