Democracia e Reforma Política (por Walter Sorrentino)

Nos dias 7 e 8 de agosto, participei de importante colóquio reunindo trinta figuras políticas, sociais, acadêmicas e intelectuais, a convite de Tarso Genro, ex-ministro da Educação e ex-governador do Rio Grande do Sul, e da Fundação Friedrich Ebert, da social-democracia alemã, onde estiveram presentes, além do coordenador, Aldo Fornazieri, Gleisi Hoffmann, Manoel Dias, Fernando Haddad, Nádia Campeão, Guilherme Boulos, Gilberto Carvalho, José Genoíno, Vicente Treva, José Machado, Silvio Caccia Brava, entre outros tantos, além de ex-ministra da Justiça da República Federal da Alemanha, Herta Däubler-Gmelin, convidada daquela Fundação.

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Uma nova esquerda? Nova? (por José Carlos Ruy)

Foto/Reprodução: Mídia Ninja

No final de junho um grupo de dirigentes e militantes ligados ao PT, PSOL e movimentos sociais se reuniu em São Paulo para debater os rumos da esquerda. A reunião foi convocada pela Frente Povo Sem Medo e pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), cujo dirigente principal, Guilherme Boulos, chegou a ser saudado como eventual candidato a presidente da República, em 2018. Querem fomentar debates para elaborar um programa para a disputa do ano que vem. Segundo um dos participantes está em discussão um “programa mais à esquerda”, que possa ir “além” dos governos petistas.

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A imagem do justiceiro e a nova versão do populismo latino-americano (por Pedro Serrano)

Carta Maior e Carta Capital (no site Justificando) têm promovido histórico debate crítico sobre o Estado de exceção e o direito contemporâneo. Chamam-me a atenção as matérias de Pedro Estevam Serrano, mestre e doutor em Direito do Estado pela PUC/SP com pós-doutorado pela Universidade de Lisboa. Professor de Direito Constitucional da PUC-SP, advogado que tem se notabilizado pela aguda penetrância de suas abordagens sobre o Estado de Exceção e por vasta cultura jurídica, histórica e filosófica. Igualmente as de Gilberto Bercovici, Professor Titular da Faculdade de Direito da USP, um dos mais proeminentes juristas que tem se batido pelo Estado democrático de direito e contra o desmonte do Estado brasileiro.

Tenho certeza de que os amigos e amigas gostarão das Leituras Recomendadas que serão postadas nesta Série Estado de Exceção. E inclusive a polêmica (necessária) entre ambos no que respeita às Diretas Já.

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Narrativa de “Curituba” tem participação da esquerda (por Ricardo Cappelli)

A burocracia estatal tem papel fundamental. Confere capacidade técnica, memória e estabilidade. Concursos, imprescindíveis, carregam os limites de uma “meritocracia desigual socialmente”. Reproduzem valores das classes sociais que conseguem acessá-los. Numa Democracia, a direção do país cabe ao povo, que expressa suas opções através do voto. Vivemos no Brasil hoje uma perigosa “hipertrofia” das corporações que, em alguns casos, parecem querer a “condução do leme”. De onde viria a “legitimidade”?

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