A hora é de reagir e comparar os governos (por Antônio Augusto de Queiroz)

Vivemos um momento de pós-verdade, no qual em lugar de valorizar o debate de ideias, de programas e soluções para os problemas, busca-se despertar as reações, os sentimentos e os comportamentos mais primitivos do ser humano. Nesse ambiente, a racionalidade, a verdade, o debate de conteúdo, nada disso interessa. O que importa é dividir as pessoas, interditar o debate e despertar reações e sentimentos de rejeição ou até de ódio às pessoas ou às instituições que defendem ideias e propostas que contrariam os interesses do capital financeiro.

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Conquista estratégica: Brasil é o primeiro país do Hemisfério Sul a obter autorização internacional para extrair as riquezas do leito do Atlântico Sul

O Brasil entra no seleto grupo de nações que estão na vanguarda das pesquisas minerais nos oceanos, como a Rússia, Noruega, França, China, Alemanha, Japão e Coreia.

Em uma cerimônia, com pouca atenção da imprensa, ocorrida no Ministério de Minas e Energia, o Brasil recebeu, há poucos dias, a permissão da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISBA, na sigla em inglês), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas, para que o Serviço Geológico do Brasil, em parceria com instituições civis e militares do país, possa realizar a exploração mineral de uma área do leito submarino do Atlântico. Trata-se do primeiro contrato firmado pela ISBA com um Estado do Hemisfério Sul.

Esta vitória resultado de seis anos de estudos de uma equipe multidisciplinar das áreas de geologia, biologia, geofísica e oceanografia, que contou com o apoio da Marinha brasileira.

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O retorno da geopolítica: a ascensão dos BRICS

bricsLeio em Carta Maior sobre os entendimentos deste mês entre a Petrobras e o Banco de Desenvolvimento da China para um empréstimo de US$ 3,5 bilhões, em reforço do caixa da companhia. Poucos dias antes, No início deste mês (1/4), a Petrobras fechou com o Banco de Desenvolvimento da China um empréstimo de US$ 3,5 bilhões, para reforçar o caixa da companhia. Poucos dias antes o governo brasileiro aceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investiment Bank (AIIB), que tem como objetivo garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia.

(http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/China-Banco-do-BRICS-e-a-infraestrutura-brasileira/7/33197).

No formidável movimento geopolítico e econômico que marca este século de modo estratégico, os BRICS tem papel central. Para pôr em perspectiva as evoluções, faz muita falta um quadro de referência mais amplo.

Foi o que encontrei no estudo de Ronaldo Carmona, grato amigo e companheiro, useiro e vezeiro neste Blog. Foi publicado na Revista Brasileira de Estratégia e Relações Internacionais, da UFRGS, em português e inglês, em http://seer.ufrgs.br/austral. Seu título é O retorno da geopolítica: a ascensão dos BRICS.

Um ótimo ensaio que merece ser lido. Partilho-o com vocês em pdf (Clique AQUI para abrir). Recomendo.

walter

 

América Latina, da década ganha à década disputada

Leitura recomendada

América Latina, da década ganha à década disputada

Uma interessante reflexão geoestratégica sobre o papel e dilemas da América Latina no presente foi postada no sítio Rebelión, produzida pelo Centro Estrategico Latinoamericano Geopolítico (CELAG), analisa as transformações geopolíticas e econômicas sem precedentes no continente, no âmbito de uma transição sistêmica mundial. Movimentos contrahegemônicos que se chocam com movimentos do centro hegemônico mundial, em declínio devem gerar uma reflexão estratégica renovada.

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=177390&titular=am%E9rica-latina-de-la-d%E9cada-ganada-a-la-d%E9cada-disputada-

 

Partido de missão política

Fui convidado a explanar para um conjunto significativo de quadros políticos e técnicos de alto nível que se aproximam do PCdoB a realidade do partido hoje no país. Abaixo ta publico, para partilhá-la com todos que pensam a trajetória do PCdoB e podem contribuir para sua elaboração. A intervenção foi feita em sete de julho.

Fui indagado de como o PCdoB não apenas resistiu e “sobreviveu”, mas vem avançando nos 27 anos de legalidade, ininterruptamente. Como se inscreve entre os maiores partidos comunistas do mundo, fora dos países socialistas. Como prospecta o mundo e o Brasil e o que está fazendo para se preparar como partido estratégico… Como se chegou até aqui, a ponto de protagonizar matérias políticas estratégicas da vida do país, como, entre outras, a do Código Florestal. Por que? Como? Quando se deram passos que definiram esse papel? Procurei dar a opinião, que vai transcrita abaixo.

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