Privatização do petróleo: a França joga com marketing enquanto explora suas neocolônias

por Roberto Moraes* | Blog do Roberto Moraes

 

O hipercapitalismo pelo mundo, em meio aos discursos fragmentados e pós-modernos, segue cartilha muito próxima do período da colonização. Assim, a França quer parecer moderna e preocupada com o meio ambiente. Por isso, no início de julho, o governo francês anunciou que 2040 quer acabar com a venda de carros movido a diesel e gasolina.

No mês passado, a agência Reuters divulgou que a França também planeja acabar com toda a exploração e produção de petróleo em seu território e domínios ultramarinos.

Parece modernidade, mas também cheira a marketing bem ao nível da turma do seu presidente Macron. Porque eliminar produção em terras francesas não quer dizer muita coisa. Ou melhor; não quer dizer quase nada. Continue lendo

Reforma trabalhista no Brasil e no mundo: não estamos sós, por Clemente Ganz Lúcio

Estudo da OIT mostra impactos de reformas legislativas laborais e de mercado de trabalho realizadas em 110 países

Manifestação em Paris, na França, contra a nova lei do trabalho / Force Ouvrière

Com este artigo, inicio uma série de textos elaborados a partir de debates e palestras que realizei sobre a reforma trabalhista, buscando formas de sistematizar e contextualizar os problemas e enfrentar o desafio de pensar caminhos a serem trilhados pelo movimento sindical em cenário extremamente complicado.

Não é novidade que as dificuldades a serem enfrentadas são enormes. Contudo, a história nos autoriza a pensar que tudo muda o tempo todo; que no jogo social se disputa no presente as possibilidades de futuro; que alternativas se colocam e que tudo está sempre em aberto; que não há resultado definitivo, pois toda derrota pode ser revertida; um ônus pode se transformar em oportunidade; uma dificuldade pode mobilizar a criação de nova força de reação; há possibilidades de se caminhar para o inédito e o inesperado.

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França: “escolha sinistra entre o neofascismo e o establishment governamental de direita” (por Mateus Fiorentini)

Reuters

No próximo domingo a França definirá seu ou sua presidente. O Primeiro turno do pleito esteve repleto de emoções com o protagonismo da extrema-direita, representada na candidatura de Le Pen, o papel periférico do Partido Socialista (Benoit Hamon), a derrota do republicano gaullista Fillon e o destaque para Mélenchon pela Frente de Esquerda (França insubmissa). Agora, no segundo turno, a França decide entre Le Pen, nacionalista da extrema-direita e Macron, há pouco desconhecido, ambíguo, mas que defende o caminho “social-liberal” como Toni Blair, Clinton e FHC – forçado a assumir o campo centrista, é mais acertado encará-lo como centro-direita neoliberal.

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Eleições França: direita polariza com folga; esquerda acumula sob novo pólo (por Walter Sorrentino)

Uma nova paisagem política – nem tão surpreendente – emerge das eleições presidenciais francesas. A extrema direita, a direita e a centro direita social liberal perfazem praticamente 60% dos votos.

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