Necropolítica na metrópole: extermínio de corpos, especulação de territórios (por Juliana Borges)

Ao mobilizar centenas de policiais e manifestar expressiva violência naquele território da Luz, a atual política da administração municipal de São Paulo tem por objetivo não apenas o controle, mas visa limpar pessoas e abrir caminho aos interesses corporativos e financeiros. É a “Cidade linda” operando na lógica da limpeza social e racial do território e abrindo-o para interesses mercadológicos. São as dominações racista e classista em funcionamento interseccionado.

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Temer põe fim ao ciclo de planejamento em infraestrutura no Brasil (por Maurício Muniz)

Temer põe fim ao ciclo de planejamento em infraestrutura no Brasil

por Maurício Muniz

O governo Temer está matando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a capacidade de planejamento e gestão dos investimentos em infraestrutura no Brasil.

A mudança do nome “PAC” vai apenas coroar o processo de destruição do instrumento de planejamento e execução da infraestrutura no Brasil que nos últimos dez anos entregou à população, 3,1 milhões de unidades habitações por meio do Minha Casa Minha Vida, obras de mobilidade urbana (51), saneamento urbano (4.660), ampliação de aeroportos (54); mais de 4 mil quilômetros de novas rodovias e mais de 3,2 mil quilômetros de rodovias duplicadas. Além de 3 milhões de ligações de energia elétrica no programa Luz para Todos, dentre outras obras em ferrovias, portos, energia elétrica, urbanização de favelas, adutoras e barragens.

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O Xadrez das políticas públicas na gestão Haddad – 1, por Luis Nassif

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Chave 1 – os dilemas da socialdemocracia pós crise do liberalismo

 Em São Paulo haverá a principal disputa política do país, com um significado que transcende a cidade.

Com a crise de 2008, o fim do sonho financista gerou uma realidade política confusa. Cinco décadas de liberalismo financeiro não lograram produzir desenvolvimento e bem-estar como no período anterior. Mas tiraram completamente o foco da socialdemocracia. Embolou-se o meio campo, abrindo espaço para manifestações radicais, xenófobas e, no caso brasileiro, permitindo a uma camarilha assumir o poder.

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