A Ciência brasileira esmagada e propina para comprar a Câmara (por José Carlos Assis)

A Globo manipula a opinião pública mesmo quando diz a verdade. A reportagem do Fantástico de domingo passado sobre a penúria absoluta das entidades científicas brasileiras simula um interesse genuíno por um setor cujo desenvolvimento é crucial para o país. Contudo, não há nenhum esclarecimento sobre a nota sumária com que o Ministério da Ciência e Tecnologia justifica o estrangulamento financeiro da Ciência brasileira: alega-se apenas o enquadramento no corte de despesas públicas determinado pelo Governo federal.

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Crise de governo e pacto conservador (por Walter Sorrentino)

Imprevisibilidade segue como o sobrenome da crise política e institucional em busca de saídas. Seu nome, neste momento, atende por crise aguda de governo. O governo Temer já vive fora das leis da gravidade. Diminuem seguidamente as probabilidades de que permaneça: ainda se esperam outras denúncias do Ministério Público, delações como a de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha, quem sabe Loures. Um xeque-mate será possível em poucos lances assim que a pactuação pelo alto, em curso acelerado, decidir como prosseguir sem passar mais por Temer.

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A vitória de Temer no TSE e os próximos capítulos (por Ricardo Capelli)

Desde que Joaquim Barbosa, durante o julgamento do mensalão, decretou que “a Constituição é o que o STF interpreta”, a vitória de Temer é a primeira derrota da ofensiva obscurantista que tomou setores da sociedade brasileira. A derrota da Globo é histórica.  Julgamentos desta natureza não são jurídicos. Expressam a concertação de grandes blocos de interesse. Os desdobramentos serão sentidos:

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O momento político, caminhos a percorrer

O presidente Temer foi posto em xeque e, em poucos movimentos mais, sabe que virá o xeque mate. Temer ainda se segura, tem ciência de sua fragilidade, procura ainda chantagear com as reformas (e a “caneta” para garantir apoios) para que o consórcio do impeachment o mantenha no cargo, mas teme por sua liberdade, que vai tentar negociar.

A Globo, com a Lava Jato minando o terreno da política, precipita essa solução. Age de modo exclusivista visando impor seu caminho – que é principalmente o de assegurar as reformas, mas também promover alternativas a 2018, que parecem ser decididamente o de nomes no campo da anti-política.
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