A vitória de Temer no TSE e os próximos capítulos (por Ricardo Capelli)

Desde que Joaquim Barbosa, durante o julgamento do mensalão, decretou que “a Constituição é o que o STF interpreta”, a vitória de Temer é a primeira derrota da ofensiva obscurantista que tomou setores da sociedade brasileira. A derrota da Globo é histórica.  Julgamentos desta natureza não são jurídicos. Expressam a concertação de grandes blocos de interesse. Os desdobramentos serão sentidos:

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O momento político, caminhos a percorrer

O presidente Temer foi posto em xeque e, em poucos movimentos mais, sabe que virá o xeque mate. Temer ainda se segura, tem ciência de sua fragilidade, procura ainda chantagear com as reformas (e a “caneta” para garantir apoios) para que o consórcio do impeachment o mantenha no cargo, mas teme por sua liberdade, que vai tentar negociar.

A Globo, com a Lava Jato minando o terreno da política, precipita essa solução. Age de modo exclusivista visando impor seu caminho – que é principalmente o de assegurar as reformas, mas também promover alternativas a 2018, que parecem ser decididamente o de nomes no campo da anti-política.
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É preciso frieza para entender e estar no jogo – Parte II (por Ricardo Cappelli)

Por que o jornalista Lauro Jardim teve o “privilégio” de dar “o furo do século”? Por que a Globo resolveu exigir a saída de Temer e colocar a família de Aécio no presídio no JN? Teria a família Marinho dado uma súbita guinada à esquerda? Seria Lauro Jardim o mais competente jornalista de todo hemisfério sul? Por que Meireles anunciou ontem ao mercado que, seja qual for o presidente, ele e sua equipe permanecerão? Quem lhe deu esta segurança? Por que foram feitas sonoras com alguns Ministros do STF defendendo a manutenção das atuais regras constitucionais (indiretas)?

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O gesto inédito de dois clubes paranaenses contra a ditadura da Globo no futebol (por Paulo Nogueira)

Pode não ser muito. Pode ser pouco. Mas também pode ser um acontecimento extraordinário: saberemos com o correr dos dias.

É possível que este domingo tenha sido o marco zero do fim do domínio imperial, tirânico da Globo sobre o futebol brasileiro.

Atlético Paranaense e Coritiba decidiram enfrentar a Globo — e a federação local.

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