Por que defender o fortalecimento do movimento sindical? (por Adilson Araújo)

As forças conservadoras dispõem de meios poderosos para empreender um combate sem tréguas contra as lutas sociais e, em particular, a organização sindical, que busca desmoralizar e destruir diuturnamente através da mídia burguesa e outros meios. Não é por outra razão que o golpe de Estado de 2016, um golpe do capital contra o trabalho cujo principal objetivo é a restauração do neoliberalismo no Brasil, fez da classe trabalhadora e dos sindicatos seus principais alvos e vítimas.

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Democracia e soberania nacional serão restauradas pelo povo (do Blog do Renato)

Retirado do Portal Blog do Renato

O Golpe de Estado de que o Brasil foi vítima, depois de a democracia ter sido mutilada, segue a expor o país a uma crescente crise institucional, com a perda de equilíbrio e o choque entre os Poderes da República. Um novo sintoma de que essa crise se deteriora veio de uma declaração recente de um general da ativa pregando abertamente uma “intervenção” militar como solução para a grave situação nacional. Este General já fora disciplinarmente admoestado em 2015, quando foi removido do comando militar do Sul, por ato político de indisciplina.  O presente episódio, embora isolado, não pode ser minimizado pelas forças democráticas, patrióticas e populares. É grave e exige firme e equilibrado repúdio.

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La CIA estudia a los teóricos franceses: Cómo desmantelar a la izquierda cultural (por Gabriel Rockhill)

Se suele asumir que los intelectuales tienen poco o ningún poder político. Subidos en su privilegiada torre de marfil, desconectados del mundo real, enredados en debates académicos sin sentido sobre minucias, o flotando en las nubes abstrusas de la teoría de altos vuelos, se suele retratar a los intelectuales como separados de la realidad política e incapaces de tener cualquier impacto significativo sobre ella. Pero la Agencia Central de Inteligencia (CIA) piensa de otra forma.

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Michael Löwy: O golpe de Estado de 2016 no Brasil

Michael Löwy na sede da Boitempo em São Paulo. Foto: Artur Renzo.

Michael Löwy na sede da Boitempo em São Paulo. Foto: Artur Renzo.

“A prática do golpe de Estado legal parece ser a nova estratégia das oligarquias latino-americanas.”

Por Michael Löwy

Vamos dar nome aos bois. O que aconteceu no Brasil, com a destituição da presidente eleita Dilma Rousseff, foi um golpe de Estado. Golpe de Estado pseudolegal, “constitucional”, “institucional”, parlamentar ou o que se preferir. Mas golpe de Estado. Parlamentares – deputados e senadores – profundamente envolvidos em casos de corrupção (fala-se em 60%) instituíram um processo de destituição contra a presidente pretextando irregularidades contábeis, “pedaladas fiscais”, para cobrir déficits nas contas públicas – uma prática corriqueira em todos os governos anteriores! Não há dúvida de que vários quadros do PT estão envolvidos no escândalo de corrupção da Petrobras, mas Dilma não… Na verdade, os deputados de direita que conduziram a campanha contra a presidente são uns dos mais comprometidos nesse caso, começando pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (recentemente suspenso), acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fiscal etc.

A prática do golpe de Estado legal parece ser a nova estratégia das oligarquias latino-americanas. Testada em Honduras e no Paraguai (países que a imprensa costuma chamar de “República das Bananas”), ela se mostrou eficaz e lucrativa para eliminar presidentes (muito moderadamente) de esquerda. Agora foi aplicada num país que tem o tamanho de um continente…

Podemos fazer muitas críticas a Dilma: ela não cumpriu as promessas de campanha e faz enormes concessões a banqueiros, industriais, latifundiários. Há um ano a esquerda política e social cobra uma mudança de política econômica e social. Mas a oligarquia de direito divino do Brasil – a elite capitalista financeira, industrial e agrícola – não se contenta mais com concessões: ela quer o poder todo. Não quer mais negociar, mas sim governar diretamente, com seus homens de confiança, e anular as poucas conquistas sociais dos últimos anos. Continue lendo