O paradoxo da crise política e a ascensão autoritária (por Luís Fernando Vitagliano)

O artigo do professor Luis Fernando Vitagliano é oportuno. Registra a passagem de 4 anos da explosão de manifestações de junho de 2013, ainda em busca de respostas. Vitagliano sustenta que a base geral delas foi a crise da representação, pondo em questão mais propriamente o ciclo da Nova República. Quer dizer, amplas coalizões para sustentar governos. Em termos positivos, “como conciliar a eleição de um projeto nacional no plano Executivo com a fragmentação do Legislativo em interesses mesquinhos e provincianos?” (valha certo exagero nessa última formulação pois não altera a propriedade da pergunta).

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O aumento da violência no campo tem a cara do Golpe (por Ruben Siqueira)

O relatório  “Conflitos no Campo Brasil 2016” da CPT traz índices recordes e ainda mais preocupantes: aumentaram todos os tipos de conflito (maiores números dos últimos 10 anos, o de terra maior em 32 anos de documentação) e todas as formas de violência no campo em relação a 2015. Os assassinatos tiveram um aumento de 22%, menor índice de aumento em 2016, mas o maior número desde 2003. As agressões tiveram o maior índice de aumento: 206%

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Reforma Política: necessária para que o país volte a encontrar ressonância na sociedade (por Vitor Marques e Bruno César de Caires)

Para o jurista alemão Carl Schimitt, o verdadeiro dono do poder numa sociedade seria aquele que decide no Estado de Exceção. Contemporaneamente, com a ideia de ruptura institucional encontrando resistência frente à falsa harmonia de um mundo globalizado, o Soberano, não mais, institui um autêntico Estado de Exceção, mas sim, edita medidas pontuais e suficientes para intervir na ordem posta. No Brasil, quem vem decidindo, nesse momento da história, sem um controle capaz de barrar medidas autoritárias é o Poder Judiciário.

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“Será preciso defender a democracia brasileira com luta nas ruas”, diz Boaventura de Sousa Santos (por Marco Weissheimer)

Boaventura de Sousa Santos: “As instituições têm que ser pressionadas a partir da rua. Queremos que isso se dê dentro dos marcos democráticos, que já estão muito abalados pelo golpe”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O que está acontecendo no Brasil hoje, a partir do golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff é o caso paradigmático de uma intervenção externa, motivada principalmente pelo fato de que o país era uma das forças importantes dos Brics, em aliança com China e Rússia, que tentavam construir uma articulação alternativa ao capitalismo global sob dominação dos Estados Unidos. A avaliação é do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos que esteve em Porto Alegre, semana passada, participando de um debate sobre a crise da democracia, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

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O que a Coreia do Sul tem a ensinar ao Brasil sobre diretas já? (por Rodrigo Saccomani, Hugo Albuquerque e Daniel Biral)

Retirado do portal DCM

As últimas semanas no Brasil foram um misto de choque, revolta e transe: não era para menos, na esteira da já histórica revelação dos áudios feitos, no âmbito de uma delação premiada, por um dos donos do conglomerado JBS/Friboi, acabaram por ser expostas para o Brasil as vísceras da República, isto é, as indecorosas conversas que ele tinha com o presidente em exercício Michel Temer (PMDB-SP) e o senador, e segundo candidato mais bem votado à presidência, Aécio Neves (PSDB-MG). O que parecia ser o desfecho da crise que devora o Brasil nos últimos anos, se tornou, contudo, um novo impasse. E o Brasil parece ter viciado em impasses.

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