Segurança Pública e pacto democrático, por Walter Sorrentino

Cara de infelizes e pouco amigos

Uma mexida e tanto no tabuleiro político-eleitoral. Os riscos democráticos da medida da intervenção federal no Rio precisam ser considerados  como parâmetros importantes. Bloco governista ocupa espaço das candidaturas antissistema, põe Temer na disputa presidencial e desafia a oposição a reagir.

Rio, cidade que é caixa de ressonância nacional, está no descalabro político-administrativo. O crime organizado infiltrou-se nas instituições e a insegurança pública é galopante. O povo do Rio não merece essa situação, clama por soluções urgentes contra a violência, com razão. Não é possível deixar de se solidarizar com os cariocas. Mas também não é possível esquecer que índices de violência maiores que os do Rio em vários Estados da Federação, sem contar que o crime organizado e a falência do sistema prisional atingem praticamente todo o país. O problema é efetivamente nacional.

Face a isso, Temer decretou a intervenção do Exército brasileiro na segurança pública do Rio, após 12 outras operações promovidas na cidade com os militares. Só que agora sob a figura de uma “intervenção federal”, a primeira desde a Constituição de 1988. Continue lendo

“Estamos vendo o fim da classe média assalariada brasileira”, diz Marcio Pochmann (por Marco Weissheimer)

Marcio Pochmann: “O que eu vejo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O Brasil que está saindo do atual período de recessão é um país praticamente sem uma burguesia industrial, limitado a uma burguesia comercial que compra e vende produtos, papeis ou ativos públicos e privados, com uma classe trabalhadora em situação muito precária, buscando sobreviver e uma classe média assalariada que está desaparecendo. A reforma trabalhista e a terceirização vão corroer os empregos assalariados intermediários nas grandes empresas privadas e no setor público. O que está emergindo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida. A avaliação é do economista Marcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e presidente da Fundação Perseu Abramo, que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (18), participando de uma homenagem a Marco Aurélio Garcia e de um debate sobre “O Capital”, organizado pela Fundação Maurício Grabois.

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Para Belluzzo e Delfim, política de ajuste de Temer é insana e Brasil voltou a ser colônia (por Eduardo Maretti)

Em debate na USP, economistas avaliam conjuntura econômica do país, consideram “péssimas” as perspectivas da indústria nacional e “grave” a falta de políticas de investimento, sem as quais afirmam que o crescimento não voltará

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A luta de classes e o aprofundamento da crise econômica no Brasil (por Marcio Pochmann)

Política de austeridade do governo Temer enfraquece a classe trabalhadora e não garante a sustentação dos lucros pelo desenvolvimento do sistema produtivo

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Empresários do país não conseguem enxergar sua própria bancarrota, diz Tereza Campello (por Eduardo Maretti)

Ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome de Dilma Rousseff denuncia que governo Temer cortou 1,2 milhão de famílias do Bolsa Família. “A pobreza hoje está de novo nas ruas do país”, diz

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