A hora é de reagir e comparar os governos (por Antônio Augusto de Queiroz)

Vivemos um momento de pós-verdade, no qual em lugar de valorizar o debate de ideias, de programas e soluções para os problemas, busca-se despertar as reações, os sentimentos e os comportamentos mais primitivos do ser humano. Nesse ambiente, a racionalidade, a verdade, o debate de conteúdo, nada disso interessa. O que importa é dividir as pessoas, interditar o debate e despertar reações e sentimentos de rejeição ou até de ódio às pessoas ou às instituições que defendem ideias e propostas que contrariam os interesses do capital financeiro.

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Arranjo entre os três Poderes para desmonte do Estado (por Antônio Augusto de Queiroz)

A posse e efetivação de Michel Temer – ao contrário do que o senso comum imagina, influenciado por notícias sobre divergências pontuais entre autoridades dos três poderes e órgãos de controle – resultou num arranjo em que os poderes cooperam e até dividem tarefas e atribuições na implementação da agenda do novo governo.

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Universidades sofrem com asfixia financeira de Temer (por Danilo Molina)

Dez universidades brasileiras saíram do ranking internacional da Times Higher Education, revista inglesa que elenca as 1.000 melhores universidades do mundo. A classificação, divulgada nesta terça-feira (5), considera critérios de ensino, pesquisa, grau de titulação dos professores, produção do conhecimento e reputação internacional.

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A luta pela soberania nacional nos 195 anos da Independência (por José Carlos Ruy)

O “grito do Ipiranga”, que ocorreu em 7 de setembro, há 195 anos, foi um ponto alto no processo histórico, que já durava algumas décadas, da de emancipação política do Brasil. Processo marcado por acontecimentos importantes, como a transferência da Família Real para o Rio de Janeiro (1808), a Revolução Pernambucana (1817) e a Revolução Liberal em Portugal (1820) e que, ao contrário da versão amplamente dominante, não foi pacífico mas concluído com confrontos militares intensos (na Bahia, Pará, Maranhão e Piauí) e forte rebelião popular.

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“Há um estrago colossal na Universidade e no Estado brasileiro”, diz sindicalista (por Gregório Mascarenhas)

Foto/Reprodução: Mídia Ninja

Em 2012, com 12 campi, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) tinha 12 mil alunos cujas necessidades eram atendidas por um orçamento de 54 milhões de reais. Cinco anos depois, em 2017, os 17 campi tinham 19 mil alunos; as verbas, todavia, tinham caído para 50 milhões. A previsão para 2018 é de que o número de estudantes chegue a 22 mil – e o orçamento segue em queda, com previsão de 45 milhões de reais. “Sem qualquer sinalização de que na Lei de Diretrizes Orçamentárias estejam previstos recursos para investimentos”, diz a pró-reitora de administração do IFRS, Tatiana Weber.

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