Reforma está longe do ideal

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FERNANDO HADDAD*

Permaneci no Ministério da Educação (MEC) por oito anos. Criei a Prova Brasil e a partir dela o Ideb, índice que mede a qualidade da educação básica, escola por escola, rede por rede.

A ideia era a de monitorar a evolução da qualidade, permitindo identificar boas práticas, criar uma cultura de responsabilização e fixar metas aferíveis a cada dois anos, de modo a atingir patamar de qualidade de educação de país desenvolvido.  Continue lendo

Não é uma campanha despolitizada

jandira-feghaliA Folha de São Paulo hoje, sábado a uma semana das urnas, analisa os resultados do Datafolha sobre a eleição na capital de São Paulo, cruzando dados para captar a definição de voto dos indecisos, o quanto o voto em determinado candidato é consolidado ou não e, mais, para quem migrariam os votos não consolidados.

haddadEm São Paulo, 39% ainda são indecisos, sem contar os votos indicados mas não consolidados: 51% dos entrevistados que declararam voto em Marta afirmaram que ainda podem mudar de ideia; são 37% os que titubearam sobre Doria, 38% sobre Haddad, 39% sobre Russomanno e 45%, Erundina. Ou seja, a eleição está em aberto, a uma semana das urnas.

Marta tem uma barreira que é a desconfiança sobre sua migração partidária, o eleitor quer entender melhor isso; Russomano, pela sua inconsistência, declarações desencontradas e furadas e falta de sustentação.

Por outro lado, uma recente qualitativa de bom gabarito em importante capital brasileira, indica que porcentagem substancial da sociedade brasileira tem posição contra o golpe, algo em torno de 35-40% dos eleitores. Nada a ver com Dilma ou com o PT, mais propriamente contra o trauma político do golpe na democracia. Estão incomodados com a radicalidade do confronto entre a turma do golpe e do Fora Temer, e desiludidos ou abalados pela situação do PT que se tornou alvo seletivo dos golpistas. A maioria quer ver se isso se confirma e onde vai dar, há muitas coisas em aberto. Mais importante: testadas, os grupos pesquisados reconheciam em boa medida os campos políticos entre os candidatos da disputa municipal.

Uma conclusão é que é um engano dizer que esta campanha é despolitizada. Há um componente político subjacente à opção do eleitor, para além de propostas para a cidade.

O eleitor, as pessoas – talvez, quase certamente –, não queiram ter um debate público sobre sua posição a respeito da cena nacional, mas não deixam de ter opinião que subjaz à apreciação que fazem dos candidatos, seus apoiadores e suas propostas. E as levam em conta ao definir o voto.

Convenhamos que a situação dos eleitores é, compreensivelmente, de muitas incertezas quanto aos acontecimentos e perspectivas. Não quer ser ludibriado, nem quer se enganar ao votar e se arrepender no futuro. Não se pode culpá-lo, está bem difícil definir o voto e as regras de campanha tornaram isso ainda mais difícil.

Mas não é uma campanha despolitizada. Há uma recusa surda da bipolaridade que comanda a vida política há mais de vinte anos, uma tendência de mudança e não de continuidade, o que fragmentará os resultados eleitorais em termos de legendas partidárias. Fala muito disso o fato de o PRB evangélico estar liderando por ora nas duas maiores cidades do país. A direita política, com o golpe, de fato lograram construir uma corrente de voto de opinião, baixa mas generalizada no país. Fazem o gênero da anti-política, mas não enganam nem aos incautos: são políticos profissionais e corporativos. Mas o que se fiam no exemplo de sua vida, não há como esquecer o governo Lula e as melhorias sociais introduzidas, apesar do anti-petismo em ascenso.

Isso indica que para vencer não bastaria demarcar campos do ponto de vista nacional tanto quanto não bastaria só apresentar propostas para a cidade. O eleitor está exigente, como sempre, não despolitizado, precisa ser capturado num fio narrativo, pela racionalidade e ainda mais pelo ideário e emoção, que dão base à sua sustentação e propostas.

Propostas são condições necessárias porém insuficientes para vencer a disputa na campanha. Não bastam, se não se sustentarem também na identidade de campos sobre a cena nacional, produzindo identidade de campos políticos, bem tratados sob o ponto de vista do ideário médio do eleitor.

Sobretudo nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio, é de se esperar que esses fenômenos sejam mais nítidos. Jandira no Rio, por exemplo, disputa palmo a palmo sua entrada no segundo turno contra a máquina do governo municipal, acertando no ponto de combinação entre identidade de campo político, no plano nacional, referido aos campos em disputa na cidade, e suas propostas. Tanto assim que levou Dilma e Lula à campanha. Assim, tende a ultrapassar Freixo do PSOL e sua boa mensagem.

Haddad, prefeito e candidato à reeleição em São Paulo, não encontrou esse bom ponto. Foi travado graças a certa invisibilidade de suas realizações e persona política e, quanto à identidade de campo, pela má situação do PT. Suas propostas são as melhores, suas realizações são realmente boas e importantes, mas não bastarão se não se combinarem com alguma contundência e emoção sobre os polos políticos em disputa na cidade referidos aos acontecimentos nacionais. Ele tem moral para a contundência, apelar ao eleitorado para levar essa quase metade da população contra o golpe ao segundo turno e até para fazer a defesa do PT, como partido que legou muitas transformações positivas ao povo e que quer se reformar, aprender com os erros, tarefa na qual Haddad joga grande papel. Na dúvida, lembrar sempre que mais de 80% rejeitam o governo Temer e, até nas manifestações pró-golpe, uma ampla maioria manifesta de público rejeição massiva a Alckmin, Aécio e Serra, por exemplo.

Uma outra conclusão é que, se para ganhar as duas condições são necessárias, para perder deve-se sempre ter em mente o saldo que fica: pode-se ter uma derrota eleitoral sem necessariamente uma derrota política. É o que se chama “cair de pé”, com reforço da imagem e representação de campos políticos nítidos. Porque não há vitórias irreversíveis, nem derrotas definitivas.

 

Eleições municipais: PCdoB São Paulo com Haddad

Partilho com as leitoras e leitores o documento do PCdoB da capital de SP oficializou o apoio a Haddad prefeito. A capital será palco da principal disputa política nacional. Nesse curso, o PCdoB quer e precisa do apoio de todas e todos para eleger seus vereadores: uma chapa de 72 nomes, mulheres e homens, gente digna e de luta. Sendo chapa própria, os eleitores poderão votar na legenda 65, para apoiar a todos. Um PCdoB mais forte e representativo é promessa de lutas e conquistas, com certeza.

 “Se muito vale o já feito, mais vale o que será” (Milton Nascimento)Haddad

Desde o processo eleitoral de 2014, o Brasil vive intensa crise política e econômica, que culminou no processo de impedimento ilegal e golpista da presidenta Dilma. Nesta contenda, ainda pendente de definição, houve um avanço de forças  conservadoras da sociedade amparada na aliança entre

Jamil Murad, presidente paulistano do PCdoB

a maioria do Congresso Nacional, setores empresariais e rentistas, a grande mídia hegemônica e parcelas do aparato estatal.

De outro lado, amplas camadas da sociedade se levantaram contra o golpe: partidos de esquerda favoráveis ou não ao governo, movimentos sociais, progressistas, artistas, intelectuais, juristas, camadas populares e médias – veteranos e jovens combatentes irmanaram-se num vigoroso brado em defesa da democracia.

Foi neste quadro complexo de luta política nacional que se desenvolveu o governo do prefeito Haddad. Diante destas inúmeras instabilidades e dificuldades políticas e financeiras, o governo enfrentou de maneira corajosa os limites, comandou uma administração cheia de realizações positivas dentro de uma concepção humanizada e popular.

Não foram mudanças pequenas e muito menos rotineiras. O prefeito liderou uma conquista estratégica para o município: a renegociação da dívida com a União. Há anos que a cidade sofria com essa dívida que limitava a sua capacidade de investimento e agora, graças a essa vitória, terá bilhões livres para novos investimentos.

Outro esforço permanente tem sido a reorganização da cidade, buscando dar à população segurança e direitos diante dos interesses das forças de mercado. O Plano Diretor e a Lei de Ocupação do Solo são marcos desse trabalho.

Consequente com a visão de que mobilidade urbana é um problema crucial da vida de todos na cidade, colocou como centro de sua atuação o fortalecimento e a melhoria do transporte público através das faixas exclusivas de ônibus, o Bilhete Único Mensal e o Passe Livre para os estudantes e para os desempregados.  Mostrando também que é preciso mudar a mentalidade dos modos de deslocamento na cidade, implantou as ciclovias e ciclofaixas que estão presentes em todas as medidas urbanísticas das grandes cidades do mundo.

A busca pela melhoria e ampliação dos serviços públicos é uma tarefa permanente da gestão, transparência e governança. Na saúde, o governo Haddad terá realização inédita ao encaminhar a entrega de três hospitais, sendo que um já está pronto (o do Jabaquara); e os de Parelheiros e Brasilândia seguem em obras.

Na educação, Haddad teve ousadia para os que mais precisam sendo o prefeito que melhor enfrentou o problema das creches e criou 100 mil novas vagas. Além disso, acabou com a aprovação automática, oferece recuperação aos estudantes que têm dificuldades no aprendizado e fez a reorganização curricular do ensino.

O PCdoB foi partícipe de todas essas mudanças implantadas em São Paulo. Contribuiu com a participação de Nádia Campeão, vice-prefeita que se destacou como líder política com elevado compromisso público, alta capacidade administrativa, largamente reconhecida. Recentemente, lhe foi confiada a direção da importante secretaria de educação.

O Partido teve papel importante também na Secretaria de Promoção de Igualdade Racial, em subprefeituras e em outros espaços da administração.

Avançar ainda mais

As subprefeituras precisam ser espaços privilegiados para fazer intermediação política com a população e, para isso, é essencial que os subprefeitos sejam quadros políticos comprometidos com o programa aprovado nas urnas, com representatividade e capacidade de gestão. Essas estruturas, tão importantes para a cidade, necessitam de maior autonomia e maiores recursos humanos e financeiros.

Mesmo tendo uma longa lista de realizações, a maioria do povo paulistano não conhece as conquistas da gestão de Fernando Haddad. Isso demonstra que a política de comunicação precisa ser aperfeiçoada com diálogo com todas as mídias, mas sobre tudo com política de Estado que valorize e estimule a comunicação pública, comunitária e alternativa.

O diálogo com os movimentos sociais e com os partidos políticos que contribuem com a vitória do governo precisa ser mais valorizado. Num segundo mandato, o PCdoB considera fundamental a criação e consolidação de um conselho político que ouça os partidos aliados e mobilize as forças políticas para as transformações que a cidade precisa.

Apoio à reeleição do Prefeito Fernando Haddad

Todos os governos progressistas que assumiram a Prefeitura de São Paulo não conseguiram continuar e implantar mudanças ainda mais estruturais. Isso não pode acontecer agora. É preciso aprofundar as mudanças feitas até aqui e não as interromper. O rumo de uma cidade mais humana, justa e desenvolvida está em jogo nessas eleições.

Pelo o que foi feito e também pelas iniciativas políticas e mudanças estruturais que a cidade precisa para destravar os gargalos do seu desenvolvimento, é que o PCdoB decide apoiar à reeleição do Prefeito Fernando Haddad.

PCdoB com chapa própria: candidatos com a cara de São Paulo

O Partido tem longa lista de contribuição ao trabalho na Câmara Municipal de São Paulo. Em toda a sua história, o PCdoB sempre teve lado e através de seus vereadores aprovaram leis para garantir e conquistar direitos para o povo, para os trabalhadores.

Mais uma vez, os comunistas se apresentam para a sociedade paulistana com uma chapa plural e diversa que conta com jovens, mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, artistas, lideranças populares comprometidas e representativas das pautas progressistas que buscamos debater com a sociedade.

Em meio ao crescimento do conservadorismo, eleger uma bancada comunista é assumir compromisso com a democracia, os direitos sociais e trabalhistas e com a justiça social.

Por isso, todos os militantes e amigos do PCdoB precisam se mobilizar e participar ativamente desta campanha que deve debater intensamente com a população de nossa cidade seus destinos e direitos.

Mais uma vez os comunistas se apresentarão com nitidez e combatividade para ajudar a construir uma São Paulo mais justa, democrática e humana. Todos à campanha.

Comunistas de São Paulo apresentam armas na disputa político-eleitoral

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No último fim de semana abriu-se a temporada oficial da disputa eleitoral na capital de São Paulo.

Saudei os delegados e delegadas da Convenção Municipal Paulistana, numerosa e combativa, que se preparava para o grande e extraordinário desafio destas eleições num ambiente anômalo, em meio à consumação de um golpe antidemocrático e a um grande retrocesso nas conquistas do povo e do país. Continue lendo

Nádia Campeão assume Secretaria da Educação

Nádia Campeão, vice-prefeita de São Paulo, foi indicada e tomou posse na sexta feira 3 de junho, como Secretária Municipal de Educação, substituindo Gabriel Chalita. Ela defendeu que a Prefeitura vai continuar trabalhando por uma educação democrática e de qualidade.

A casa estava lotada. Mais de mil pessoas se fizeram presentes, entre políticos, membros da Administração, subprefeitos e secretários, grande número de representantes da sociedade civil. Prestigiaram a iniciativa do prefeito Fernando Haddad e deram grande demonstração do prestígio de Nádia Campeão na cidade.

Abaixo publico o discurso da posse, pleno de referências ao valor da Educação e à história da luta pela Educação, com o programa de trabalho que Nádia Campeão imprimirá à pasta. 

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Nádia Campeão é a nova secretária de Educação de São Paulo (Foto: Flávio Moraes)

Posse Secretária Municipal de Educação do Município de São Paulo.

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