Carolina Maria Ruy: os cem anos da greve de 1917

O Centro de Memória Sindical de São Paulo está lançando uma publicação sobre os 100 anos da Grande Greve de 1917, a primeira greve geral ocorrida no Brasil. Walter Sorrentino, José Carlos Ruy e Railídia Carvalho (do Portal Vermelho), entrevistaram a coordenadora do Centro de Memória Sindical, Carolina Maria Ruy, que falou a respeito da publicação e muito mais.

 

Editorial da Folha de São Paulo falsifica história da Revolução Russa

Um dos pontos altos da falsificação da história da Revolução Russa que a direita faz pode ser lido em um editorial publicado neste domingo (8) pelo suplemento Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, assinado pelo dono do jornal, Otávio Frias Filho, sob o título de 100 anos do golpe.

Por José Carlos Ruy*

Ele comenta dois livros recém-publicados, que surfam no centenário da revolução – Manifestos vermelhos e outros textos históricos da Revolução Russa, organizado por Daniel Aarão Reis, e A Revolução Russa, de Sheila Fritzpatick.
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A luta pela soberania nacional nos 195 anos da Independência (por José Carlos Ruy)

O “grito do Ipiranga”, que ocorreu em 7 de setembro, há 195 anos, foi um ponto alto no processo histórico, que já durava algumas décadas, da de emancipação política do Brasil. Processo marcado por acontecimentos importantes, como a transferência da Família Real para o Rio de Janeiro (1808), a Revolução Pernambucana (1817) e a Revolução Liberal em Portugal (1820) e que, ao contrário da versão amplamente dominante, não foi pacífico mas concluído com confrontos militares intensos (na Bahia, Pará, Maranhão e Piauí) e forte rebelião popular.

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Intelectual entre os bolcheviques, bolchevique entre os intelectuais (por Alexandre Deutsch)

Nas origens do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), o partido fundado por Lênin, estava toda uma plêiade de homens excelsos, pessoas de um talento fora de série. Mas entre eles sobressaía a figura de Anatoli Lunatcharski (1875-1933), primeiro comissário do povo (ministro) da Educação da Rússia Soviética. Ele era um homem de uma erudição enciclopédica principalmente em questões de literatura, artes e filosofia. Não foi por acaso que o famoso jurista russo, o senador Koni, contemporâneo de quatro reinados, afirmou que Lunatcharski foi o melhor ministro da educação que alguma vez vira. E Lênin referiu-se a ele do seguinte modo: “Uma pessoa de talento raro e fecundo.”

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